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Tomb Raider: A Origem | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre a nova aventura de Lara Croft!

Tomb Raider: A Origem | Crítica

Tomb Raider: A Origem (Tomb Raider)

Ano: 2018

Direção: Roar Uthaug

Roteiro: Geneva Robertson-DworetAlastair Siddons

Elenco: Alicia VikanderDominic West, Walton GogginsDaniel Wu, Kristin Scott ThomasDerek Jacobi

Mais um filme baseado em um jogo. As tentativas de realizar uma boa produção seguem sendo realizadas, mas na maioria das vezes, sem sucesso. Nos últimos anos, o número aumentou ainda mais e o dinheiro investido se multiplicou. Mas as adaptações ainda não conseguiram manter um bom nível.

Em Tomb Raider: A Origem, somos apresentados à Lara Croft (Alicia Vikander), filha de um milionário que desapareceu há sete anos. Inconformada e incrédula em relação à morte do homem, a protagonista se nega a assinar os papéis de óbito. Tudo muda quando ela encontra documentos que mostram aonde ele possa estar. Então, ela segue para uma ilha na costa do Japão e a aventura começa.

Essa sinopse já é bastante genérica e lembra muito os filmes de Indiana Jones. Logo de início, querendo dar uma amostra do que é a personagem principal, o diretor Roar Uthaug comanda uma cena de luta simples, mas coloca tantos cortes, que é difícil de saber quem é quem. A cena embaralha a visão do espectador e nos coloca um mal pressentimento em relação ao resto do longa. Parece que aquilo foi feito por alguém completamente inexperiente. Porém, isso muda logo na cena seguinte, parecendo que não é a mesma pessoa que está no comando. As demais cenas de perseguição e ação são bem filmadas e executadas.

Alicia Vikander convence como Lara Croft, mesmo que muitas pessoas não tenham aprovado a escolha da atriz para viver a personagem principal. A protagonista não é alta, nem forte, pelo contrário. Porém, a nova retratação da heroína nos jogos é muito semelhante ao tipo físico de Vikander. Ela entrega uma boa atuação, indo bem no rage dramático, mas peca quando é necessário que ela seja engraçada. O seu timing cômico é ruim, dando uma certa vergonha a quem está assistindo.

O roteiro das adaptações de jogos acaba sendo quase sempre o principal problema e aqui não é diferente. A história é previsível, não é nem um pouco inovadora e a forma com que é contada acaba sendo bastante genérica. Parece que já vimos aquilo antes. Algumas soluções são bem atribuídas e inteligentes, mas diversas inconsistências são identificadas, principalmente no terceiro ato.

Tomb Raider: A Origem pode ser considerado como um filme fiel aos jogos? Sim! A fidelidade está na ambientação, na protagonista e no visual. A repaginação dos games foi bem apresentada na tela. Mas a história acaba não sendo tão interessante, diferente de como é jogo. O mais divertido é a ação, as fugas, os tiroteios, as estratégias, não o plano maligno do vilão. Se trata de um bom filme de ação, sem nada de novo a acrescentar, mas que diverte.

Nota do crítico:

 

Nota dos usários:

[Total: 2    Média: 4/5]


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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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