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Jessica Jones – 2ª temporada | Crítica

Confira a opinião de João Vitor Hudson sobre a nova temporada da série da investigadora da Marvel!

Jessica Jones – 2ª temporada | Crítica

Jessica Jones – 2ª temporada

Ano: 2018

Criadora: Melissa Rosenberg

Elenco: Krysten RitterRachael TaylorCarrie-Anne MossEka DarvilleJanet McTeerJ. R. RamirezTerry ChenLeah GibsonCallum Keith Rennie

Após um intervalo de mais de 2 anos desde a estreia de Jessica Jones, a 2ª temporada foi finalmente lançada. Apesar da personagem ter dado as caras na razoável Os Defensores, o protagonismo da investigadora fazia falta. E este novo ano tinha um desafio: conseguir sobreviver após a morte de um vilão excepcional como foi o Kilgrave (David Tennant). Mesmo sem um antagonista com tanta presença como o da 1ª temporada, Jessica Jones teve fôlego suficiente para manter a qualidade e ainda discutir temas como família, vulnerabilidade e, principalmente, o protagonismo feminino.

Nos novos episódios, vemos Jessica – Krysten Ritter está cada vez mais à vontade no papel – continuando sua vida de investigadora. Em meio a casos de traições pouco empolgantes e diversas garrafas de whisky, vemos a heroína (uma alcunha que ela odeia) ter seus acessos de raiva e ser assombrada novamente por seu passado. Jessica acredita que é uma assassina e tal certeza se torna uma tormenta em sua vida, a ponto de ela começar a frequentar um grupo de apoio. No entanto, seu passado e a empresa que lhe deu suas indesejadas habilidades ressurgem em uma de suas investigações, e ela acaba tomando isso como um caso pessoal.

Um dos maiores trunfos da 2ª temporada, senão o principal, é como o roteiro foi capaz de desenvolver tão bem os personagens coadjuvantes, tanto os veteranos quanto os novos. Apesar de um pouco deslocado da trama principal, o plot de Jeri Hogarth (Carrie-Anne Moss) acrescenta novas camadas à advogada, mostrando que, por trás da casca daquela mulher forte e aparentemente invencível, há um ser humano passível de erros e vulnerável. Outro personagem que ganha mais força é Malcolm (Eka Darville), que evolui de um viciado para sócio da Codinome Investigações.

Mesmo com tempo sobrando para desenvolver seus personagens secundários, a série não se esquece da trama principal e nem da protagonista-título. O enredo é meticulosamente bem construído, com um roteiro de dar inveja às outras séries da Marvel na Netflix (Punho de Ferro que o diga). Durante todo o 2º ano, a atração não promete um final com uma batalha de arrepiar – e que se fosse seguir a tendência das outras, seria decepcionante – e justamente por isso seu desfecho é o melhor de todas da Marvel até agora. É coerente com toda a temporada, conciso e com ótimos ganchos para um 3º ano, caso seja renovada.

Dá pra dizer que Jessica Jones é uma série um tanto revolucionária. Além de ter uma mulher como showrunner, todos os episódios desta 2ª temporada foram escritos e dirigidos por mulheres. Isso reflete na qualidade e nos temas tratados. Independente disso, Jessica Jones se tornou a minha série favorita baseada em quadrinhos da Marvel, e o futuro é promissor para a mesma (e para o mini-universo da Netflix).

Nota do crítico:

 

Nota do público:

[Total: 0    Média: 0/5]


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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um publicitário aos 22 anos. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ama o MCU, e confia bastante no futuro da DC nos cinemas.

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