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Em Pedaços | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o longa alemão estrelado por Diane Kruger!

Em Pedaços | Crítica

Resultado de imagem para em pedaços posterEm Pedaços (Aus dem Nichts)

Ano: 2018

Roteiro: Faith Akin, Hark Bohm

Direção: Faith Akin

Elenco: Diane Kruger, Denis Moschitto, Numan Acar

A reprodução da dor é algo que pode ser feito de diversas maneiras. O recente Três Anúncios para um Crime, que concorreu ao Oscar de Melhor Filme, mostra uma maneira fria de lidar com isso, buscando justiça e disfarçando o sofrimento. Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, Em Pedaços busca contar uma história girando em torno da protagonista, que perdeu seu marido e seu filho.

Katja (Diane Kruger) vivia com o turco Nuri (Denis Moschitto), um ex-traficante que já havia cumprido sua pena. Quando o filho do casal nasceu, ele decidiu largar aquela vida. Quando a mulher leva o menino para passar o dia no trabalho do pai, ocorre um atentado em frente de seu escritório. Uma bomba matou os dois. A partir daí, começa a saga da protagonista em busca da verdade. Porém, a forma com que ela tenta conseguir justiça acaba não caindo nos clichês.

O mais interessante no longa não é a saga de vingança, mas sim toda a explanação daquela dor, que faz a personagem principal ser imprevisível. Nunca sabemos se ela tomará atitudes coerentes ou sensatas. Por conta disso, uma tensão natural é instaurada, fazendo com que o terceiro ato todo do filme seja repleto por um suspense inquietante, enquanto os dois atos iniciais contêm o drama, acompanhado por um bom desenvolvimento de personagem.

A fotografia fria do longa auxilia na amostra daquele ambiente inóspito, sem sentimentos. Até personagens próximos da protagonista parecem não conter a sensibilidade indicada para aquela situação. A direção de Fatih Akin é muito bem realizada, valorizando os planos abertos e fechando quando necessário. A câmera permeia a personagem principal, algumas vezes dançando ao seu redor. Planos longos também são bem aplicados, dando mais dinamismo para cenas que poderiam ser monótonas.

O longa consegue surpreender em seu desfecho e foge da maioria dos clichês. Há alguns problemas no ritmo, principalmente no segundo ato. Um personagem específico é bastante caricato e unidimensional, parecendo ter saído de algum quadrinho de heróis. Porém, esses problemas não atrapalham muito a execução e o todo acaba sendo muito maior do que isso. Se trata de um filme sensível, por incrível que pareça, intenso nas suas emoções e forte no que se propõe. A excelente atuação de Diane Kruger abrilhanta ainda mais e faz com que a produção possa ser considerada como injustiçada ao ficar de fora dos indicados a Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2018.

Nota do crítico:

 

Nota do público:

[Total: 1    Média: 3/5]


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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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