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Dica de Quinta | Cinco ótimos longas dirigidos por mulheres na Netflix

Ótimos longas de ótimas cineastas!

Dica de Quinta | Cinco ótimos longas dirigidos por mulheres na Netflix

Para quem ainda não conhece o movimento #52FilmsByWomen (leia sobre aqui!), ele consiste em incentivar as pessoas a assistirem, pelo menos uma vez na semana, durante um ano, a um longa dirigido por uma mulher.

Em 2017, por exemplo, tivemos nada menos que Mulher-Maravilha, sucesso absoluto de bilheteria e crítica, comandado por Patty Jenkins, Lady Bird: A Hora de Voar, que recebeu indicação ao Oscar de Melhor Filme e Melhor Direção para Greta Gerwig, e Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi, de Dee Rees, que também esteve em importantes categorias da premiação da Academia.

Enfim, não faltam excelentes filmes dirigidos por mulheres brilhantes por aí. Por conta disso, separamos cinco grandes longas, comandados por competentíssimas profissionais, que estão no catálogo da Netflix.

Ou seja, pode começar agora mesmo o desafio #52FilmsByWomen. Confira:


  • Caçadores de Emoção (1991), de Kathryn Bigelow

A incrível Kathryn Bigelow foi a primeira mulher a receber o Oscar de Melhor Direção, em 2010, por Guerra ao Terror, longa que também venceu o prêmio principal da Academia. No entanto, bem antes disso, ela já havia mostrado que manja muito do que faz. Lá em 1991, por exemplo, a diretora nos entregou um dos clássicos da Sessão da Tarde e do bromance: Caçadores de Emoção, estrelado por molhados Keanu Reeves e Patrick Swayze. E o filme sobreviveu bem ao tempo, sendo empolgante até os dias de hoje. Ah, e tem outro ótimo filme de Bigelow no catálogo da Netflix: A Hora Mais Escura, que conta a história da caçada a Osama Bin Laden.


  • Selma: Uma Luta Pela Igualdade (2014), de Ava DuVernay

Um dos grandes filmes de 2014. Selma: Uma Luta Pela Igualdade traz Ava DuVernay se consagrando, definitivamente, como a grande diretora que é. Indicado ao Oscar de Melhor Filme – infelizmente, DuVernay não concorreu ao prêmio de Melhor Direção -, o longa conta história da luta de Martin Luther King Jr. para garantir o direito de voto dos afrodescendentes, que culminou na marcha épica de Selma a Montgomery, Alabama. Após o sucesso de Selma, DuVernay se tornou a primeira diretora negra a comandar um blockbuster em Hollywood, o longa Uma Dobra no Tempo.


  • Grave (2016), de Julia Ducournau

Longa que gerou polêmica no Festival de Toronto de 2016 por fazer pessoas desmaiarem, Grave – ou Raw, como preferir – não é tão impactante quanto os boatos o cercam, mas não deixa de ser um excelente filme. Julia Ducournau é quem dirige o longa, além de ter escrito o seu argumento. E a cineasta não deixa a desejar em nenhuma das áreas. A história é realmente instigante e a sua direção consegue nos levar para dentro do universo de Grave, fazendo com que o público se contorça na poltrona, de tão boa que é a tensão que envolve os personagens. Um filme imperdível sobre adolescência, relações e, claro, canibalismo selvagem.


  • O Babadook (2014), de Jennifer Kent

O Babadook se popularizou após entrar no catálogo da Netflix. O longa, escrito e dirigido por Jennifer Kent, conta a história de uma mulher que ainda não superou a morte de seu marido e tem dificuldade de amar o seu filho de seis anos. Um dia, o garoto descobre um livro sobre uma criatura chamada de Babadook e, para sua surpresa, é a mesmo ser que assombrava seus pesadelos. Isso faz com que o comportamento do menino se torne cada vez mais irracional. Bastante elogiado ao redor do mundo, O Babadook é um filme de terror que coloca a criatura monstruosa como uma metáfora para o verdadeiro monstro que é o sofrimento humano.


  • Laerte-se (2017), de Eliane Brum e Lygia Barbosa da Silva

Primeiro documentário brasileiro original da Netflix, Larte-se acompanha a investigação de Laerte Coutinho sobre o mundo feminino na intimidade do cotidiano. Depois da cartunista viver quase 60 anos como homem, três filhos e três casamentos, Laerte, um dos cartunistas mais geniais do Brasil, apresentou-se como mulher. A direção não é só de uma, mas de duas mulheres: Lygia Barbosa da Silva e a grande jornalista Elaine Brum. Um documentário sensível, sutil e realizado com extrema delicadeza e naturalidade.


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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