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12 Heróis | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o longa de guerra estrelado por Chris Hemsworth!

12 Heróis | Crítica

12 Heróis (12 Strong)

Ano: 2018

Roteiro: Ted Tally e Peter Craig

Direção: Nicolai Fuglsig

Elenco: Chris Hemsworth, Michael Shannon, Michael Peña, Navid Negahban, Trevante Rhodes, Elsa Pataky, William Fichtner, Rob Riggle

Retratar a guerra é uma responsabilidade imensa, ainda mais quando há conflitos ideológicos em torno de determinado acontecimento. Transpassar o nacionalismo através de um filme do gênero é feito o tempo inteiro, se tornando comum quando falamos de produções americanas. Porém, fazer isso com um roteiro raso, cheio de conveniências e com um discurso panfletário, é tentar manipular a massa e agradar quem já possui uma opinião formada favoravelmente.

12 Heróis conta a história de soldados americanos que, após os acontecimentos no dia 11 de setembro, se voluntariaram para ir ao Afeganistão e lutar contra a Al Qaeda. Desde o início já vemos o senso patriótico fluindo nas veias dos personagens, tornando-os unidimensionais em sua essência. A única razão por estarem fazendo aquilo se torna “a vontade de lutar pelo meu país”. Eles não possuem um background, uma construção de caráter. E isso era essencial para um filme como esse.

Os “heróis” deveriam se juntar ao general Dostum (Navid Negahban), para deter as forças inimigas. O protagonista do longa é Mitch (Chris Hemsworth), um personagem que parece saber de tudo, mesmo sem ter nenhuma experiência. Ele possui aquela moral, sendo apresentado como o “americano ideal”: branco, bonito, patriota, justo. A tentativa de realizar uma evolução nele é pífia, chega a ser tosca. Ao longo do filme, o soldado se aproxima do general, que seria uma pessoa fria, traiçoeira, mas se mostra um ser totalmente diferente do que foi proposto. As soluções através de diálogos para resolver conflitos não são plausíveis em nenhum momento.

Todos os personagens são feitos através de estereótipos, o que acaba fazendo com que não nos identifiquemos. As atuações também não estão boas. Hemsworth parece achar que só sorrir para a câmera basta para que ele convença como determinado personagem. Michael Shannon parece estar no piloto automático, mas foi desfavorecido pelo roteiro. As construções emotivas nos relacionamentos são jogadas em tela, sem que haja realmente um desenvolvimento.

A direção de Nicolai Fuglsig é um dos poucos pontos fortes do longa, contendo planos longos em determinadas cenas de ação e não exagerando nos cortes. Quando o foco é a guerra, há a colocação da tensão por parte do cineasta, fazendo o espectador imergir e realmente se interessar pelo filme. A produção possui bons efeitos especiais.

Como um filme somente de guerra, 12 Heróis vai bem, mas como um longa por completo, se trata de um panfleto ideológico, com um roteiro raso e um péssimo desenvolvimento de personagens. Os furos de roteiro chegam a agredir e, ao analisarmos, achamos graça. Se trata de mais um produto cheio de explosões e mortes, mas com pouco a ser dito realmente.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 5/5]


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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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