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A Maldição da Casa Winchester | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o terror estrelado por Helen Mirren!

A Maldição da Casa Winchester | Crítica

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Ano: 2018

Direção: Michael Spierig, Peter Spierig

Roteiro: Michael Spierig, Peter Spierig, Tom Vaughan

Elenco:Helen Mirren, Jason Clarke, Sarah Snook, Dawayne Jordan, Eamon Farren, Emm Wiseman, Finn Scicluna-O’Prey, Laura Brent, Tyler Coppin

A premissa de A Maldição da Casa Winchester é muito boa. Sarah Winchester (Helen Mirren) é a herdeira de uma companhia que fabrica armas e acredita que sua casa está assombrada pelas almas pertencentes às pessoas que foram mortas por suas fabricações. A empresa resolve contratar um psiquiatra para saber se a mulher está lúcida ou não. A resposta é meio óbvia, pois caso contrário não seria um filme de terror. O doutor a consideraria como maluca e o longa terminaria.

O ritmo da produção é bom, vai envolvendo o espectador naquela história, apresentando e desenvolvendo os personagens, mas acaba esquecendo da protagonista. O foco fica muito tempo em Eric (Jason Clarke), o tal psiquiatra contratado. Ele é muito bem explorado e suas dores nos parecem reais, mesmo que em alguns momentos sejam deixadas de lado.

A trama central das almas na casa é interessante e algumas surpresas pontuais são colocadas, cativando o espectador. O grande problema do longa, além da previsibilidade, é apostar nos jumpscares, ao invés de criar um clima de tensão, que seria muito mais coeso com a proposta do filme. Acabamos não nos assustando, nem sentimos medo, mas ainda estamos presos no que está sendo contado, tentando descobrir qual será o desfecho. Quando o último plot twist é revelado, não nos surpreendemos com mais nada.

O elenco foi selecionado a dedo, com diversos nomes consagrados, como Helen Mirren e Jason Clarke. Porém, Mirren não apresenta a atuação que se espera de uma atriz do seu nível. Clarke parece estar no piloto automático, querendo que o filme acabe logo. O roteiro apresenta alguns furos, principalmente no segundo ato, que é quando o filme perde mais força.

A direção de Michael Spierig e Peter Spierig é simples e recheada de tentativas de assustar o espetador, mas falha na maior parte do tempo. Os efeitos especiais também não ajudam nesse quesito, não nos fazendo acreditar que as criaturas são reais. A Maldição da Casa Winchester poderia ser um filme de terror diferente, pois tem uma boa proposta. Porém, esbarra nos clichês do gênero e não apresenta nada de novo, além de não assustar muito.

Nota do crítico:

 

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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