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Os Farofeiros | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre a comédia nacional!

Os Farofeiros | Crítica

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Ano: 2018

Direção: Roberto Santucci

Roteiro: Paulo Cursino

Elenco: Maurício Manfrini, Cacau Protásio, Danielle Winits, Antonio Fragoso, Nilton Bicudo, Aline Riscado, Elisa Pinheiro, Charles Paraventi

Carlos Alberto de Nóbrega deve estar orgulhoso! Não foi apenas Maurício Manfrini que saiu de um quadro de A Praça é Nossa, mas sim toda a forma como essa história é contada. Desde o início, ficamos desconfiados com o tom que a comédia vai levar, mas ela consegue surpreender negativamente, mesmo que tenhamos colocado a nossa expectativa lá em baixo.

A história gira em torno de quatro colegas de trabalho que resolvem se juntar e passar o Réveillon juntos em uma casa de praia. Logo no começo, os estereótipos já são estabelecidos: Lima (Maurício Manfrini) é o falastrão, aquele chato, inconveniente, bagaceiro. Aliás, Manfrini não faz nenhum esforço para deixar de lado o seu personagem em APraça é Nossa, o Paulinho Gogó, que é revivido aqui com outro nome. Rocha (Charles Paraventi) é o fofoqueiro, invejoso. Diguinho (Nilton Bicudo) é o banana chorão. E, por fim, Alexandre (Antônio Fragoso) é o certinho, aquele que vai ser promovido. Até a gerente da empresa, que possui, no máximo cinco minutos de tela, consegue ser estereotipada.

A subtrama é essa promoção que Alexandre irá receber, pois como sua primeira tarefa, terá que demitir um dos três. Vamos acompanhando três famílias e um casal que não têm nada em comum, provocando situações que deveriam ser engraçadas, mas não são. As piadas são extremamente preconceituosas em praticamente todo o tempo. Há homofobia, racismo e machismo. Tudo como se fosse normal, comum. A apelação para a sexualização chega a ser irritante, por conta da repetitividade. É possível prever o que será dito e a trama não possui criatividade, o roteiro não surpreende, não há de fato algum conteúdo para ser mostrado.

Parece que o diretor Roberto Santucci não estava querendo filmar no primeiro ato e foi ficando com um pouco de mais vontade ao decorrer do filme. No início, também podemos observar um desleixo na edição das cenas, com transições porcas, parecendo que passou de um quadro do Zorra Total para o outro. Os exageros nunca têm fim, provocando aquele sentimento de vergonha alheia.

Como se tudo isso já não fosse ruim o suficiente, a produção resolve “inovar”. Primeiramente, com uma animação bem tosca, que é inserida dentro daquele universo, que seria coerente com a nossa realidade. A animação propõe uma quebra na verossimilhança com a vida real e ainda não consegue apresentar uma boa cena. Em outro momento, uma boa sacada é pensada, mas mal executada, também comprometendo a verossimilhança do longa.

No desfecho, há uma mensagem positiva, que não é bem empregada, mas pelo menos ela existe. Parece que a produção pede uma espécie de desculpas por tudo o que fez durante mais de uma hora. Apesar da intenção ser razoavelmente boa, não condiz com tudo o que já foi feito e dito pelos personagens. A conclusão da subtrama é extremamente previsível e clichê. Por fim, Os Farofeiros é uma tentativa. Tenta fazer comédia, ter boas sacadas, surpreender e inovar. Mas só consegue apresentar um filme extremamente mal produzido e mal executado, com péssimas atuações e um roteiro que assusta, de tão ruim.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 5    Média: 3.2/5]


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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

Comments

  1. Acredito que vc deva ser um bom crítico e gostei da sua análise. Muito boa. No entanto, procure usar um editor de português, pois vc escreveu INTENSÃO. O correto seria INTENÇÃO. Um abraço!

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