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Pequena Grande Vida | Crítica

Confira a opinião de Carlos Redel sobre o longa de Alexander Payne!

Pequena Grande Vida | Crítica

Pequena Grande Vida (Downsizing)

Ano: 2017

Direção: Alexander Payne

Roteiro: Alexander PayneJim Taylor

Elenco: Matt DamonChristoph Waltz, Hong Chau, Kristen Wiig, Udo Kier, Rolf Lassgård, Ingjerd Egeberg, Jason Sudeikis

O mundo está em colapso.  E isso é algo inegável. Enquanto a população cresce, os nossos recursos se esvaem. E, até agora, não tivemos um plano real de contingência – recentemente, Dan Brown até ofereceu uma em Inferno, mas era um tanto quanto radical. Agora, Alexander Payne, vencedor de dois Oscars, conquistados pelos roteiros de Os Descendentes e de Sideways: Entre Umas e Outras, encontra na ficção científica uma solução para salvar a humanidade.

Na trama de Pequena Grande Vida, uma nova descoberta promete diminuir – literalmente – os impactos ambientais, encolhendo a população mundial. Logo, com apenas 12 centímetros, os humanos reduziriam drasticamente o seu consumo, o seu lixo e, como consequência, o seu impacto ambiental. Claro, existe também a vantagem de poder comprar muito mais com o dinheiro que se tem. Pessoas de classe média, viram milionárias quando encolhem.

Parece uma solução perfeita, certo? Ajudar a salvar o planeta e, como bônus, melhorar de vida. E é isso que pensa Paul Safranek (Matt Damon), um terapeuta ocupacional de um frigorífico. Com o objetivo de dar uma vida melhor para sua esposa (Kristen Wiig), ele resolve passar pelo processo de encolhimento – além de encontrar um objetivo maior para a sua existência.

Payne, que tem em Pequena Grande Vida o seu primeiro filme calcado na fantasia, cria uma divertida ficção científica, com ares retrô – as máquinas de encolhimento, por exemplo, com alavancas e botões que remetem às antigas produções do gênero – e uma boa crítica à nossa sociedade.

Ao demonstrar que o ser humano tem o dom de usar para o mal as alternativas que, teoricamente, seriam boas para ele mesmo, Payne consegue nos fisgar para a sua trama. E, embalado por um bom e divertido primeiro ato, é impossível não querer saber como o longa vai se desenvolver. Quando uma interessante personagem, Ngoc Lan Tran (Hong Chau), chega lá pela metade do longa, surge um ânimo ainda maior.

No entanto, o bom desenvolvimento não se sustenta até o final. Mesmo com personagens interessantes, Payne, que escreveu o longa ao lado de Jim Taylor, acaba, no terceiro ato, desenvolvendo um arco que, apesar de fazer sentido dentro da trama, destoa de sua jornada apresentada até então. Assim, o final não entrega além do esperado. E isso, nem sempre, é uma boa coisa. Mesmo assim, é uma pequena grande aventura que vale ser vista.

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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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