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Trama Fantasma | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o longa de Paul Thomas Anderson!

Trama Fantasma | Crítica

Trama Fantasma (Phantom Thread)

Ano: 2017

Roteiro: Paul Thomas Anderson

Direção: Paul Thomas Anderson

Elenco: Daniel Day-Lewis, Vicky Krieps, Lesley Manville, Harriet Sansom Harris, Camilla Rutherford, Brian Gleeson, Julia Davis, Gina McKee

A graciosidade de uma narrativa em que o sutil toma conta, desenvolvendo uma relação com suas regras e obstáculos. Os anos 1950, para pessoas brancas da elite, tiveram aquele charme e características excêntricas eram encontradas nos mais endinheirados. Trama Fantasma apresenta um personagem metódico e extremamente fiel à sua rotina. Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis) é um renomado estilista, que acaba mostrando interesse em uma jovem mulher que trabalhava em uma cafeteria. A trama gira em torno da relação entre os dois e nas transformações dos personagens, por conta de todos os conflitos e sentimentos.

Alma (Vicky Krieps), a amada de Reynolds, nos é apresentada como uma mulher meiga, um tanto inocente e que se submete a realizar coisas estranhas para agradar o homem. Quem pede para uma pessoa experimentar um vestido no primeiro encontro? E ainda tira as medidas? É interessante perceber que o personagem não é, nem de longe, unidimensional. Sua personalidade é aprofundada e muitas de suas atitudes são justificadas por conta do seu perfeccionismo e amor ao seu trabalho.

As inspirações para os vestidos de Reynolds eram as mulheres que entravam e saíam de sua vida. Ele logo se cansava, se auto intitulando como um solteiro nato. Alma faz com que as coisas mudem e a história vai se desenvolvendo, pouco a pouco. A trilha sonora instrumental e delicada dá um charme excepcional para a narrativa que, apesar de não ter pressa para chegar no objetivo principal, contém um ritmo agradável.

A parceria entre Paul Thomas Anderson e Daniel Day-Lewis já rendeu ótimos frutos em Sangue Negro e, aqui, consegue manter o alto nível, tanto na interpretação espetacular do ator, quanto na direção brilhante do cineasta. Os planos abertos enquanto os personagens caminham valorizam a bela fotografia. Os planos fechados, focando em todos os personagens que estão na cena, amplifica a tensão. Falando nisso, o longa, muitas vezes, contém elementos de suspense. Não se espante se você ficar apreensivo ao assisti-lo. Alguns planos longos seguindo o protagonista dão aquele dinamismo na forma de contar a história e auxiliam no ritmo.

Tecnicamente, Trama Fantasma é praticamente impecável. O roteiro não contém uma reviravolta ou um desfecho impressionante, mas é totalmente imprevisível. Somos pegos tentando prever o que vai acontecer, mas os resultados dificilmente serão adivinhados. As atuações são espetaculares e Day-Lewis é um forte candidato ao Oscar de Melhor Ator. Paul Thomas Anderson cada vez se afirma mais como um dos melhores diretores de sua geração. O longa fala sobre diversos assuntos, apresentando uma relação não convencional, mas que acaba sendo a ideal naquele contexto, de acordo com o que os personagens almejam.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 5/5]


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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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