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Fullmetal Alchemist | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre a adaptação do famoso mangá!

Fullmetal Alchemist | Crítica

Ryôsuke Yamada and Atom Mizuishi in Hagane no renkinjutsushi (2017)Fullmetal Alchemist

Ano: 2017

Roteiro:  Hiromu Arakawa

Direção: Fumihiko Sori

Elenco: Ryôsuke Yamada, Tsubasa Honda, Dean Fujioka, Jun Kinimura

Realizar uma adaptação de anime no cinema não é uma tarefa fácil, por conta dos tipos de universos estabelecidos. Death Note, que recentemente ganhou um live action que não agradou aos fãs, seria um dos animes mais aptos a virar um filme. Fullmetal Alchemist é uma das obras animadas mais aclamadas dos últimos anos, tanto no Japão quanto no ocidente. O seu universo explora aspectos fantásticos tidos como ciência. Isso poderia propiciar a criação de um longa bem feito e fiel ao que já foi mostrado.

No filme original Netflix, o princípio do universo fictício do anime é bem estabelecido, apresentando a alquimia e os personagens principais. Porém, ao decorrer da história, as coisas acabam não sendo bem desenvolvidas e as motivações se tornam questionáveis. A produção não é fácil de entender se o espectador não assistiu ao anime.

A história gira em torno de dois irmãos, Ed e Al, que, ao perderem sua mãe, tentam ressuscitá-la através da alquimia. O que é alquimia: se trata da manipulação da matéria através da troca equivalente. Ou seja, quem possui conhecimentos sobre, consegue transformar algo de madeira em outra coisa de madeira. Não á possível modificar uma mesa de alumínio para que ela seja um banco de cobre. Os meninos, que são promissores e contém habilidades avançadas para suas idades, resolvem mexer com a transmutação humana, o que é um tabu entre os alquimistas experientes. É óbvio que dá errado e Al acaba desaparecendo. Cedendo um braço e uma perna, Ed consegue transferir a alma de seu irmão para uma armadura.

A saga dos dois irmãos se torna a busca pela Pedra Filosofal, objeto que daria poder para trazer o corpo de Al de volta. As incongruências do roteiro começam a aparecer no final do primeiro ato e se estendem até o final do longa. Inconsistências narrativas estão contidas em diversos momentos centrais da história. O desenvolvimento de personagens peca ao não focar em alguns coadjuvantes e os vilões são mal explorados, sendo unidimensionais e um personagem específico não tem motivação nenhuma para executar seu plano diabólico.

Algumas atuações deixam a desejar, mas o que mais incomoda é o figurino. Qual é a dificuldade em pintar o cabelo do ator? As perucas são extremamente falsas e incomodam muito. As personalidades dos protagonistas são bem representadas na maior parte do filme. A direção de fotografia acerta ao colocar um filtro alaranjado nos momentos mais dramáticos e o diretor Fumihiko Sori parece gostar de planos simétricos, o que dá uma beleza para as cenas em que há planos abertos. Os efeitos especiais também deixam a desejar, mas o orçamento baixo justifica isso. A história é mais problemática do que as cenas de ação.

Aí você me pergunta: “O filme é fiel ao anime?” Não, na maior parte do tampo, não. “Mas é bom?” Também não, mesmo que não seja horrível, seus acertos são menores em escala e proporção do que seus erros.  Não se trata de uma boa adaptação de um excelente anime e nem de um bom filme, mas Fumihiko Sori possui méritos na direção, um dos principais pontos positivos do longa.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 3/5]


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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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