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Especial | 12 excelentes filmes com protagonismo negro

Inspirado pelo sucesso de Pantera Negra...

Especial | 12 excelentes filmes com protagonismo negro

Apesar de ótimos, é difícil ver um filme, principalmente aqueles indicados em premiações como o Oscar, que não traga seus protagonistas negros em situações de escravidão ou de segregação racial. E em outros longas, na maioria das vezes, os negros só pegam a posição de coadjuvantes.

O sucesso de Pantera Negra, que traz seus personagens negros em posições de reis, rainhas e guerreiros, só nos fez lembrar o quão pouco vemos negros no protagonismo no cinema. Tendo isso em mente, a equipe do Bode na Sala separou 12 excelentes filmes com protagonismo negro.

Confira:


  • Creed: Nascido Para Lutar (2015), por Diego Francisco

Depois de alguns filmes meia-boca e uma grande despedida da franquia em Rocky Balboa, Creed: Nascido para Lutar veio para rejuvenescer a série de filmes do nosso amado Garanhão Italiano. Seguindo agora a trajetória de Adonis Creed (Michael B. Jordan) no boxe, filho do grande Apolo Creed (Carl Weathers), o jovem não quer usar do nome do pai para construir sua carreira no esporte, mas construir um legado próprio. Para isso, ele convence Rocky (Sylvester Stallone, melhor do que nunca) para treiná-lo. Após estrear na direção com Fruitvale Station: A Última Parada, Ryan Coogler mostra que não é apenas um mero iniciante compondo impressionantes plano-sequências nas cenas de luta e ao entregar aquele que possivelmente é o melhor filme da franquia Rocky desde o primeiro filme.


  • À Procura da Felicidade (2006), por Diego Francisco

No papel que emplacou sua segunda indicação ao Oscar, Will Smith dá vida a Chris Gardner, um vendedor sem teto que faz de tudo para conseguir vender seus aparelhos médicos nos quais ele apostou todo o seu dinheiro para sustentar o seu filho (Jaden Smith, na sua única performance aceitável). À Procura da Felicidade é um inspirador e tocante drama biográfico, que transmite excelentes mensagens para a audiência e lembra que Will Smith consegue fazer bem mais que comédia e ação.


  • Blade: O Caçador de Vampiros (1998), por Carlos Redel

Nos anos 1990, os filmes de super-heróis não eram populares. Logo, quando o longa solo de Blade, um personagem da Marvel, foi lançado e obteve um sucesso razoável, se abriu uma frestinha de esperança para adaptações de histórias de HQs para os cinemas. Mesmo que X-Men: O Filme, de 2000, tenha sido o grande desencadeador dessa onda de filmes de heróis, foi Blade: O Caçador de Vampiros que deu o primeiro pontapé. Vale ressaltar que o longa e suas duas sequências têm um herói de HQ negro como protagonista, algo que só viria a se repetir nos cinemas com Pantera Negra, 20 anos depois.


  • Pantera Negra (2018), por Carlos Redel

Apesar de Blade: O Caçador de Vampiros, lá em 1998, ter sido importante para a atual leva de filmes de super-heróis, foi com Pantera Negra que, realmente, um personagem negro protagonizando uma aventura para a grande massa, em um blockbuster com um alcance imenso. Além disso, o longa do Marvel Studios, trouxe uma grandiosa homenagem para o continente africano, mostrando e reverenciando a cultura do continente. O filme de Ryan Coogler, com um elenco majoritariamente negro, tem uma excelente e necessária mensagem, que não poderia ter vindo em momento mais oportuno.


  • Os Bad Boys (1995), por Carlos Redel

Michael Bay, em 1995, levou para as telonas uma das duplas de policiais mais queridas do cinema. Na trama, protagonizada por Will Smith e Martin Lawrence, dois detetives precisam investigar o caso de um carregamento de heroína que sumiu da sala de evidências da polícia. No entanto, eles vão ter que proteger uma testemunha que afirma saber identificar o ladrão. Mesmo o longa já estando bem datado, é impossível não se divertir assistindo. Em 2003, uma continuação foi lançada e, mesmo sofrendo da megalomania de Bay, seguiu sendo divertidíssima. Ainda estamos esperando por uma parte três…


  • Cidade de Deus (2002), por João Vitor Hudson

A obra-prima de Fernando Meirelles é um filme reverenciado e homenageado em todo o mundo. Baseado no livro homônimo de Paulo Lins, o longa faz um retrato honesto da favela que surgiu no Rio de Janeiro nos anos 60 e acabou se tornando uma das regiões mais violentas da cidade. O filme é narrado por Buscapé (Alexandre Rodrigues), mas a estrutura não-linear da história passa por vários personagens que acabam se cruzando. O elenco é majoritariamente negro, e cheio de personagens marcantes, como Mané Galinha (Seu Jorge) e Zé Pequeno (Leandro Firmino), um dos maiores vilões do cinema. É um marco tanto para o protagonismo negro quanto o cinema nacional como um todo, tendo sido indicado a 4 Oscars em 2004.


  • Straight Outta Compton: A História do N.W.A. (2015), por João Vitor Hudson

Qualquer adolescente que cresceu nos anos 80 e 90 deve conhecer o N.W.A., um grupo de gangsta rap que revelou nomes como Dr. Dre e Ice Cube. É sobre este grupo que Straight Outta Compton se trata. Canções como “Fuck tha Police” ecoaram na voz de inúmeros fãs que, assim como os Negros com Atitude (Niggaz With Attitudes formou a sigla N.W.A.), estavam raivosos com todo o abuso policial para com os negros, o que resultou em avisos do FBI para que não cantassem mais a música. Tratando de temas polêmicos como a repressão policial, ego entre artistas e a AIDS, Straight Outta Compton é um exemplo de uma cinebiografia bem-sucedida, principalmente se considerarmos que os atores principais são idênticos aos rappers.


  • Beasts of No Nation (2015), por João Vitor Hudson

Este poderoso longa de Cary Fukunaga é cativante e pesado, tudo ao mesmo tempo. Ambientado em um país da África Ocidental (o filme faz questão de não identifica-lo), Beasts of No Nation mostra o surgimento de uma guerra civil e as consequências dela para jovens inocentes que são treinados para se tornarem as chamadas crianças-soldado. O foco está em Agu (Abraham Attah), que viu sua família ser assassinada por uma facção e, por falta de opção, começa a fazer parte dela e praticar os seus atos horrendos de guerra. O líder desta facção é simplesmente chamado de Comandante (Idris Elba), que faz a cabeça das crianças para que elas o obedeçam cegamente. Lançado mundialmente pela Netflix, Beasts of No Nation é um novo clássico que vai ficar na sua cabeça por muito tempo e te fazer questionar o real sentido da guerra.


  • Tudo que Aprendemos Juntos (2015), por Rafael Bernardes

O longa conta a história de Laerte, um ótimo violinista que, após ser rejeitado pela orquestra da Ospa, começa a dar aulas em Heliópolis, comunidade de São Paulo. O professor começa a sua jornada para largar os seus preconceitos e começa a aprender mais do que ensinar. Em meio à violência e enfrentando falta de recursos da escola, ele descobre um aluno excelente e tenta ajuda-lo a lidar com o seu talento tendo que sobreviver no dia a dia, em meio a crimes e drogas. Ótima atuação de Lázaro Ramos. O filme não fala diretamente sobre racismo, mas deixa explícita a situação dos jovens nas periferias brasileiras.


  • Um Limite Entre Nós (2016), por Rafael Bernardes

Baseado em uma peça teatral, protagonizada pelos mesmos atores, Um Limite Entre Nós conta a história de uma família humilde dos Estados Unidos. O personagem central é Troy, um homem que sonhava em ser jogador de Basebol, mas que acaba trabalhando como recolhedor de lixo. O longa toca em temas importantíssimos, como o machismo, o orgulho e a repreensão excessiva, tendo um ótimo desenvolvimento de personagens. Atuações espetaculares de Denzel Washington e Viola Davis. Apesar de também explicitar as condições que pessoas negras viviam no país, não fala diretamente sobre racismo, segregação ou escravidão.


  • Jackie Brown (1997), por Rafael Bernardes

Filme dirigido por Quentin Tarantino. O longa conta a história de Jackie Brown, uma aeromoça que transportava dinheiro a mando de um traficante de armas. Quando dois agentes do FBI descobrem, ela começa a colaborar para pegar o mandante. A produção é recheada de um humor característico de Tarantino, além da violência rotineira. Diálogos excelentes e absurdos dão ritmo a uma história simples e divertida, com ótimas atuações e bons personagens.


  • Mudança de Hábito (1992), de por Rafael Bernardes

Uma comédia extremamente divertida que conta com Whoopi Goldberg como protagonista. Deloris, após presenciar um homicídio, é encaminhada para um convento para sua proteção. Lá, ela começa a mudar as vidas das pacatas irmãs, por conta de sua loucura habitual e por não ligar muito para os costumes das freiras. Filme divertido e muito bem produzido, com a ótima atuação de Goldberg.


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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