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Splinter of the Mind’s Eye, a sequência de Star Wars que nunca foi filmada

Alan Dean Foster escreveu a história, caso Uma Nova Esperança fracassasse!

Splinter of the Mind’s Eye, a sequência de Star Wars que nunca foi filmada

O Império Contra-Ataca é considerado por muitos fãs de Star Wars como o melhor filme da franquia. No entanto, o que a maioria das pessoas não sabe é que o Episódio V não foi a primeira sequência planejada para a saga criada por George Lucas. Essa honra vai para Splinter of the Mind’s Eye (Estilhaço do Olho da Mente, em tradução livre), que foi escrito pelo autor de ficção científica Alan Dean Foster e publicado como um romance, em 1978, mas nunca filmado. Então, por que George Lucas encomendou uma sequência e, em seguida, decidiu não levá-la às telonas?


  • Lucas lança as suas apostas

Os fãs podem debater os méritos de George Lucas como diretor e escritor por toda a eternidade – e, provavelmente, farão isso -, mas uma coisa ninguém pode negar: ele é um homem de negócios. Antes mesmo de Star Wars: Uma Nova Esperança ser filmado, Lucas desenvolveu um plano-mestre para franquia. Por isso, quando ele chamou Foster para escrever a novelização de Star Wars, Lucas decidiu contratá-lo para um segundo livro também. O plano de Lucas era: se Star Wars fosse um sucesso, o romance iria manter os fãs até que o filme seguinte estivesse pronto, e, se não fizesse uma boa bilheteria, eles teriam o livro como uma expansão barata. Então, foi assim que nasceu Splinter of the Mind’s Eye.


  • Foster teve que escrever o livro sem assistir Star Wars

Um dos maiores desafios enfrentados por Foster foi o fato de que ele tinha que escrever sem nunca realmente assistir Star Wars. Na verdade, quando ele se sentou para iniciar o livro, Lucas nem havia terminado de escrever o roteiro. “Eu tinha algumas versões do roteiro e eles também me deram um carretel de filmagem crua pra levar pra algumas convenções de ficção científica pra divulgar o filme”, ​​disse Foster ao Yahoo! News. Auxiliado apenas por algumas artes conceituais e uma rápida visita à Industrial Light & Magic para ver os modelos, Foster começou a planejar Splinter of the Mind’s Eye. No entanto, ele tinha só mais um problema: ele não tinha permissão pra usar metade dos personagens.


  • Sem Han Solo

É difícil imaginar Star Wars sem Han Solo. Francamente, nós realmente nem queremos imaginar isso. Han é um dos melhores personagens da franquia (se não for o melhor). No entanto, apesar disso, Splinter of the Mind’s Eye apresenta exatamente zero Han Solo. Por quê? Simples: quando Foster estava se preparando para escrever o romance, Harrison Ford ainda não tinha assinado para filmar qualquer sequência de Star Wars. E uma vez que todo o plano era para Splinter of the Mind’s Eye, eventualmente, ser filmado, isso significava que Foster não poderia usar Solo no livro – o que também significa nada de Chewbacca.


  • Luke e Leia: amantes secretos?

Dado o fato de que Foster escreveu Splinter of the Mind’s Eye antes da versão final do roteiro de Star Wars ser concluída, não é nenhuma surpresa que existam discrepâncias. A maioria delas são pequenos detalhes, como terminologias ou a cor do sabre de luz de Darth Vader. Mas uma coisa maior se sobressai: a relação entre Luke e Leia. Dois anos antes do beijo infame, Foster escreveu uma história em que o casal se encontra em uma missão para rebelião e acaba com alguma tensão sexual bastante clara. E se a visão de Foster realmente fosse filmada? “Luke e Leia não seriam irmãos”, disse ele ao Cinelinx.


  • Splinter of the Mind’s Eye foi planejado para ter um orçamento baixo

Além de perder dois dos principais personagens antes mesmo de começar, Foster também teve que escrever de acordo com um conjunto muito específico de diretrizes. Os planos de Lucas pra filmar Splinter of the Mind’s Eye presumiam um pequeno orçamento para sequência e Foster foi instruído a escrever apenas cenas que seriam muito baratas de filmar. “Ele sentiu que, se o primeiro filme fosse um sucesso apenas modesto, ele ainda seria capaz de fazer uma sequência com os suportes existentes e tal”, falou Foster ao Cult Film Freak. A preocupação com o orçamento hipotético também levou Splinter of the Mind’s Eye se passar quase inteiramente em cavernas, no interior de edifícios ou na superfície do planeta pântano envolta em névoa de Mimban. Batalhas espaciais grandiosas? Esqueça. Lucas fez Foster cortar uma batalha emocionante entre Tie Fighters e X-Wings só para não correr riscos.


  • Será que Rey roubou as habilidades de Leia?

Se o fato de Splinter acontecer em um planeta pântano perpetuamente envolto em névoa soa muito como Dagobah, de O Império Contra-Ataca, essa não é a única ideia de Splinter que acabou encontrando o seu caminho para os filmes. No livro, Vader perde o seu braço em vez de Luke. Mais interessante, porém, que essa luta começa com Leia pegando o sabre de luz de Luke e enfrentando Vader de igual pra igual em um duelo. Se isso soa estranhamente parecido com a luta entre Rey e Kylo Ren em O Despertar da Força, pode não ser uma coincidência: Foster também foi contratado para escrever a novelização do Episódio VII. Hmm…


  • Eu sou Obi-Wan!

A trama de Splinter of the Mind’s Eye gira em torno de Luke e Leia procurando um artefato chamado de Cristal Kaiburr, que amplifica os poderes daqueles que são sensíveis à Força. E isso leva ao momento mais interessante do livro, o retorno de Obi-Wan Kenobi. Como? Bem, se você estava pensando como um Luke destreinado poderia derrotar Darth Vader em um duelo de sabres de luz, o livro implica que é porque o Cristal Kaiburr permite que o espírito de Obi-Wan habite o corpo de Luke, dando a Obi-Wan a chance de exigir vingança contra seu antigo pupilo do além-túmulo. Durante a luta, Luke grita “Eu sou Obi-Wan!”, caso Vader não tenha entendido o que estava acontecendo. Na verdade, Obi-Wan faz referência a essa sequência em O Império Contra-Ataca, quando ele avisa a Luke que ele “não pode interferir” na sua missão contra Vader.


  • O legado de Splinter of the Mind’s Eye

Splinter of the Mind’s Eye ocupa um lugar único e estranho na história de Star Wars. O livro nunca virou um filme, mas algumas das suas ideias estão na trilogia original. Ele não é considerado canônico, mas foi reimpresso por quase 40 anos. Para muitos fãs que o leram nas décadas de 1970 e 1980, faz parte da história de Star Wars tanto quanto O Império Contra-Ataca ou O Retorno de Jedi. Ele oferece um fascinante olhar para o que poderia ter sido, uma realidade alternativa onde Star Wars foi um fracasso, Luke e Leia eram amantes e Han Solo abandonou a Rebelião. E, acima de tudo, ainda é considero como uma bela leitura.


“Eu tenho muito orgulho dele, como tenho de tudo o que escrevo. Particularmente, sinto que ele pegou o espírito do primeiro filme e continuou”, disse Foster ao Cinelinx.

Essa matéria foi traduzida do Looper. Você pode conferir a versão original clicando aqui!


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 25 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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