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O Que te Faz Mais Forte | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o drama estrelado por Jake Gyllenhaal!

O Que te Faz Mais Forte | Crítica

O Que te Faz Mais Forte (Stronger)

Ano: 2017

Direção: David Gordon Green

Roteiro: John Pollono

Elenco: Jake GyllenhaalTatiana MaslanyMiranda RichardsonRichard Lane Jr.Nate Richman

Baseado em uma história real, O Que te Faz Mais Forte gira em torno de Jeff Bauman (Jake Gyllenhaal), um homem comum, atrapalhado e apaixonado. Ele e sua ex-namorada, Erin (Tatiana Maslany), estavam sempre terminando e voltando, muito por causa da personalidade do homem. Sempre atrasado, não comparecia aos eventos, e vivia dando desculpas. Na maratona de Boston, ele decidiu comparecer e levar um cartaz, para dar forças para a menina. Porém, um atentado terrorista acontece e duas bombas são explodidas na multidão. Bauman perde as duas pernas e sua jornada de recuperação começa.

O filme vai muito bem ao mostrar detalhadamente os traumas de quem passa por uma situação como essa. Tanto os problemas físicos e mentais são bem explorados, como quando uma crise de pânico é retratada. Muito disso é possível por conta da ótima atuação de Jake Gyllenhaal. Tatiana Maslany está ainda melhor, com uma atuação um pouco mais contida, estourando nos momentos certos. Todo o drama pessoal da personagem é bem externado, conseguindo emocionar na medida certa.

Quando a produção foca na vida pessoal e no tratamento do protagonista, em busca de uma melhora física e mental, consegue executar bem. Porém, quando o patriotismo impera no roteiro, começam a aparecer problemas na narrativa. Há um excesso de cenas e diálogos expositivos, apenas para justificas as ações de guerra dos Estados Unidos e ressaltar o sentimento nacionalista que os americanos possuem. No terceiro ato, a obra fica um tanto panfletária e a mensagem final, que é muito importante, ressalta isso.

O desenvolvimento de personagens é bom, tanto dos protagonistas, quanto da mãe de Jeff, mostrando seus problemas com a bebida e a dificuldade de lidar com aquela situação extrema. É interessante a negação do personagem principal ao rótulo de herói, referenciada no segundo ato. Porém, próximo ao desfecho, as opiniões dele mudam drasticamente, sem um bom motivo aparente. O terceiro ato também reserva clichês e situações previsíveis.

Mesmo com os problemas de roteiro ocasionados pelo nacionalismo americano, forçando a barra e causando inconsistências narrativas e incongruências no desenvolvimento dos personagens, o longa consegue emocionar, e muito. A direção de David Gordon Green, apesar de simples, retrata o necessário para contar uma história de superação. Quando o foco é o atentado, a câmera expositiva passeia pela dor, transpassando os sentimentos externados naquele momento.

Se trata de um filme forte, emocionante em alguns momentos, um tanto previsível e bastante panfletário no seu desfecho, reforçando o patriotismo e alguns conceitos culturais. Não é, nem de longe uma tentativa de desconstrução. E isso pode ser bom ou ruim, dependendo da mente que estiver assistindo. Ótimas atuações que ditam um bom filme.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 2/5]


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Estudante de Jornalismo, formado em Programação. Fanático por Cinema, começou a gostar mesmo da sétima arte depois de velho. Estuda por conta própria e pretende seguir “carreira” como Crítico de Cinema.

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