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Lady Bird: A Hora de Voar | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o longa de Greta Gerwig!

Lady Bird: A Hora de Voar | Crítica

Lady Bird: A Hora de Voar (Lady Bird)

Ano: 2017

Direção: Greta Gerwig

Roteiro: Greta Gerwig

Elenco: Saoirse RonanLaurie MetcalfTracy LettsLucas Hedges, Timothée Chalamet

A adolescência de manifesta em diferentes cenários pelo mundo, de acordo com a cultura de cada país e classe social. Em determinado cenário, problemas do cotidiano podem ser diminuídos por lembrarmos de problemas muito mais sérios, que acontecem no dia a dia, tanto no Brasil quanto nas periferias dos Estados Unidos. Porém, o peso sócio cultural deve ser deixado de lado ao analisarmos Lady Bird: A Hora de Voar. Uma obra que fala sobre problemas comuns que, na cabeça de uma jovem de 17 anos, são os piores do mundo.

A trama inteira gira em torno de Christine (Saoirse Ronan), uma protagonista cheia de defeitos e qualidades. A personalidade dela é muito bem explorada, deixando claro os seus pensamentos diários e as criações de ideologias. Ela acaba sendo muito extrema em suas decisões, como qualquer adolescente revoltada. A construção de sua família é muito bem realizada, começando por sua mãe (Laurie Matcalf), uma enfermeira batalhadora, mas pouco sensível, que aparenta não acreditar muito no potencial de sua filha. Seu pai sofre de depressão, o irmão mais velho mora com a namorada, por conta dos problemas familiares da moça.

Todo o ambiente é bem construído, justificando os medos e frustrações da personagem principal. Alguns personagens poderiam ter sido explorados de uma forma mais profunda, como o primeiro namorado de Christine, Danny (Lucas Hedges) e um professor de teatro. Mas as principais figuras presentes em sua vida ganham bastante espaço. O roteiro favorece a protagonista, pois as coisas vão acontecendo e ela parece não se esforçar muito para que aconteçam.

A atuação de Saoirse Ronan é excelente, dando toda a dramaticidade necessária e sendo fidedigna em relação à proposta de personalidade. Laurie Matcalf vai ainda melhor como personagem secundária, sendo o contraponto das atitudes de Christine. A direção de Greta Gerwig é simples, mas isso não é um ponto negativo. A fotografia também não contém aspectos memoráveis, como filtros diferenciados ou planos abertos que favoreçam a paisagem.

Lady Bird não é um filme que possamos considerar como imprescindível, mas é inegavelmente importante. Para quem? Para diversas meninas (e meninos) que se identificam com a realidade e personalidade da protagonista. Quem nunca teve uma vontade enorme e, quando a realizou, percebeu que não era tudo aquilo? Quem nunca sentiu falta das coisas mundanas do dia a dia quando passou por mudanças drásticas? Quem nunca se decepcionou com a vida? Tudo isso é muito palpável e faz com que o longa seja um retrato de determinada realidade. Belo, simples, inspirador e que traz alguns ensinamentos.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 5/5]


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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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