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Todo o Dinheiro do Mundo | Crítica

Confira a crítica de Rafael Bernardes sobre o longa de Ridley Scott!

Todo o Dinheiro do Mundo | Crítica

Todo o Dinheiro do Mundo (All the Money in the World)Resultado de imagem para todo o dinheiro do mundo poster

Ano: 2017

Direção: Ridley Scott

Roteiro: David Scarpa

Elenco: Michelle Williams, Christopher Plummer, Mark Wahlberg, Charlie Plummer, Romain Duris, Andrew Buchan, Timothy Hutton, Stacy Martin

Contar uma história sempre possui um objetivo por trás, mostrando uma realidade, criticando algo, denunciando determinado ocorrido, emocionando. O desenvolvimento de uma trama é muito importante para que isso aconteça, contendo uma narrativa específica. Em Todo o Dinheiro do Mundo, duas tramas acabam ficando em evidência, mas nenhuma delas é bem desenvolvida no final.

O longa conta, primeiramente, a história de Paul Getty (Christopher Plummer), um dos homens mais ricos do mundo. A sua trajetória é mostrada brevemente, o que dá a entender que sua vida é o foco principal. Porém, quando seu neto é sequestrado, a “tela se divide”, para dar espaço ao desenvolvimento desse crime e todos os acontecimentos posteriores, como a negociação e o pedido de resgate.

A produção cinematográfica foca muito na crítica à ganância de Paul Getty, o que acaba o desumanizando. Ele é retratado o tempo inteiro como mesquinho, manipulador e praticamente nenhuma característica positiva é transpassada. Se torna um personagem unidimensional. A atuação de Plummer contribui com isso, por ser tão bem realizada.

A direção de Ridley Scott acaba sendo frenética em alguns momentos e calma demais em outros. Os planos abertos, principalmente na mansão de Getty, são bem aplicados e trazem uma beleza ao longa. Porém, o cineasta não se decide em relação ao foco narrativo e acaba dividindo a produção em duas.

O ritmo beneficia o filme, conseguindo deixar o espectador preso e curioso. A história é realmente interessante. O grande problema acaba sendo esse “desvio de atenção”, por não ter apenas um foco. O desenvolvimento de personagens peca, quando não se trata de Paul Getty. A atuação de Mark Wahlberg deixa muito a desejar. Ele interpreta um personagem importante, mas não consegue dar a dramaticidade necessária.

Todo o Dinheiro do Mundo é um bom longa, mesmo possuindo diversos problemas. É possível se divertir e imergir naquela história, mas acaba não indo muito além disso. Christopher Plummer, substituindo Kevin Spacey, é merecedor da indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

Nota do crítico:

 

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Estudante de Jornalismo, formado em Programação. Fanático por Cinema, começou a gostar mesmo da sétima arte depois de velho. Estuda por conta própria e pretende seguir “carreira” como Crítico de Cinema.

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