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Ótimos filmes de 2017 que você provavelmente não viu

Cinco ótimos longas exibidos no Brasil no ano passado e que merecem ser vistos!

Ótimos filmes de 2017 que você provavelmente não viu

Não é só de Star Wars ou filmes de super-heróis que vive o cinema. Separamos alguns excelentes longas do ano passado e que você provavelmente não viu, pois, infelizmente, não estiveram em cartaz em muitas salas de cinema.

Lembrando que consideramos como filmes de 2017 os que estrearam no Brasil no respectivo ano.

Confira:


  • Columbus

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Casey é uma jovem que vive com sua mãe e Jin veio do outro lado do mundo para visitar seu pai, que está quase morrendo. Os dois se encontram em Columbus, uma cidade cuja arquitetura é reconhecida e admirada, mas que vive uma eterna promessa de modernidade. Os dois encontram alento um no outro, conseguindo falar abertamente sobre seus asseios, preocupações futuras e traumas passados. Se trata de uma história desenvolvida de forma sutil, com diálogos profundos e tocantes. Conta com uma fotografia maravilhosa e a simetria pode ser comparada a um filme de Wes Anderson.


  • Na Praia à Noite Sozinha

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Younghee é uma atriz famosa que, ao ter relações com um homem casado e ser exposta, decide dar uma pausa na carreira e passar um tempo em Hamburgo. O início já demonstra como será o ritmo do longa, que é desenvolvido lentamente, mostrando as nuances da protagonista. Ao voltar à Coréia, ela encontra seus velhos amigos e é a partir daí que sua personalidade nos é revelada por completo. Se trata de um ótimo estudo de personagem, contendo diálogos belos por conta da veracidade que possuem. As angústias, lamentações e preocupações da jovem nos são reveladas após cada conversa que tem embriagada com seus amigos. Além da fotografia belíssima, com um filtro cinza, mostrando a frieza do lugar onde é ambientado (e das pessoas também), a direção consegue transpassar todos os sentimentos internos com a câmera fixa e com planos abertos. O roteiro foge do convencional e, mesmo apresentando uma narrativa linear, vai muito além de uma simples história.


  • Poesia Sem Fim

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Alejandro Jorodowsky realizando uma autobiografia extremamente poética, onde os fatos são contados com alegorias e metáforas, exagerando em tudo. Ele mostra retratos pessoais de quem passou por sua vida, desde seus pais até amigos e namoradas. O clima teatral deixa tudo leve e intenso ao mesmo tempo, e faz com que o espetador não desconsidere o que está sendo mostrado, mas sim, diminua a intensidade e interprete por si mesmo. A quantidade de elementos teatrais deixa a fotografia e a ambientação com tons belíssimos. Se trata de um filme profundo, que retrata temas importantes como a homofobia, repressão por parte dos pais, que não aceitam a vontade do filho de ser artista e o forçam a ser algo que eles querem, o machismo, a deslealdade, relacionamentos abusivos. Tudo isso com o clima teatral, excelentes atuações e um roteiro bem fechado e surpreendente em alguns momentos. Após anos no ostracismo e com tentativas de realizar um grande filme, Jorodowsky finalmente consegue e eleva isso colocando sua própria história em tela.


  • O Cidadão Ilustre

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Para quem ainda tinha dúvidas, nem só de Ricardo Darín vive o cinema argentino. O Cidadão Ilustre talvez seja o melhor filme dos nossos hermanos desde O Segredo dos Seus Olhos. A trama gira em torno de Daniel Mantovani (Oscar Martínez), um escritor que há quase quarenta anos abandonou a pequena Salas, um vilarejo no interior da Argentina e, após décadas de sucesso, conquista o Prêmio Nobel de Literatura. Anos depois, morando em Barcelona, Mantovani recebe uma carta vinda de sua terra natal convidando-o para os festejos de aniversário da cidade, homenagens e algumas atividades culturais. Mantovani aceita o convite e, ao retornar, o escritor se vê em meio a uma jornada de descobertas sobre sua obra ao ser interpelado e forçado a perceber que enxerga a literatura e suas motivações de maneira diferente do que décadas atrás. Engraçado, tocante, fantástico. É um filme imperdível principalmente para quem gosta de escrever, seja por hobbie ou profissionalmente.


  • Paterson

A beleza do cotidiano é retratado a partir dos olhos de Paterson (Adam Driver, em performance sutil e calculada), um motorista de ônibus e aspirante a poeta. Ele vive na cidade de Paterson com sua namorada, Laura (Golshifteh Farahani), que aspira ser artista e cantora country. No seu dia-a-dia, Paterson dirige seu ônibus sempre entusiasmado em ouvir as interessantes conversas dos passageiros e escrevendo suas poesias como uma forma de captar a beleza ao seu redor, ele não é exatamente talentoso, mas isso não o impede de dar o seu melhor em suas composições. O filme é rodeado de aspirantes, como Doc (Barry Shabaka Henley), dono de bar que não é muito bom com xadrez e Everett (William Jackson Harper) não o melhor dos atores. Seja com a presença frequente de gêmeos e pequenos grandes eventos na narrativa, Paterson mostra que nem tudo precisa ter um significado maior para ser apreciado e que as pessoas comuns têm muito o que contar.


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Estudante de Jornalismo, formado em Programação. Fanático por Cinema, começou a gostar mesmo da sétima arte depois de velho. Estuda por conta própria e pretende seguir “carreira” como Crítico de Cinema.

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