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Saudade | Crítica

Confira a opinião de Carlos Redel sobre o documentário de Paulo Caldas!

Saudade | Crítica

Saudade

Ano: 2018

Direção: Paulo Caldas

Elenco: Ruy GuerraArrigo BarnabéMilton Hatoum, Antônio Marinho, Adelaide Ivánova

“Quem não tem saudade de nada, não tem nada no mundo”, diz o poeta Antônio Marinho em um determinado momento de Saudade, novo documentário de Paulo Caldas. O versista é apenas uma das várias pessoas, em sua maioria artistas, que testemunham no filme, falando sobre os vários tipos de saudades, as dores e alegrias proporcionadas por esse singular sentimento. E, assim, o longa tenta explorar essa intraduzível palavra, que só existe na nossa língua portuguesa.

Vemos na tela brasileiros, portugueses e angolanos, todos compartilhando a mesma língua (ou quase isso), explicando o que a saudade significa, se aprofundando naquilo que a palavra quer dizer. Esse sentimento, tão comum no nosso cotidiano, é facilmente compreendido por todos aqueles que cresceram ouvindo a palavra e entendo o seu significado. Mas, e para os outros lugares do mundo? Como as pessoas expressam esse sentimento?

Bem, esse é um dos problemas do documentário. Paulo Caldas, ao invés de desbravar a palavra ao redor do mundo, explicando como os demais países expressam a falta de alguém, de algo ou de algum lugar, se restringe a escutar depoimentos que, apesar de interessantes (uns mais, outros menos), não sustentam o filme inteiro.

Saudade acaba por não explorar o seu potencial, que poderia facilmente ser um excelente estudo sobre a língua portuguesa e a palavra saudade em si, que foi escolhida como uma das 10 mais bonitas do mundo. No entanto, em pouco tempo, mesmo com sua curta duração, de 77 minutos, o longa começa a oferecer pouco conteúdo atrativo, dando rapidamente espaço ao tédio.

Mesmo com alguns ótimos depoimentos e bonitas imagens de transição, sempre abraçando a melancolia, Saudade poderia ter sido mais. Acaba sendo um documentário sem muita personalidade, inexplicavelmente cansativo, mas bonito. Apesar de não entregar aquilo que poderia, é interessante notar que uma palavra comum no nosso dia a dia possa ser tão forte e significativa. Afinal, saudade é mais do que um sentimento, é um estado de alma.

Nota dos críticos:

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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 25 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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