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Me Chame Pelo Seu Nome | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o longa de Luca Guadagnino!

Me Chame Pelo Seu Nome | Crítica

Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me by Your Name)Resultado de imagem para me chame pelo seu nome poster

Ano: 2017

Direção: Luca Guadagnino

Roteiro: James Ivory

Elenco: Armie Hammer, Timothée Chalamet, Michael Stuhlbarg, Amira Casar, Esther Garrel

A relação de duas pessoas desenvolvida naturalmente, contando sobre os anseios de cada um, somados ao desejo e com a atração física e intelectual. Contar uma história de maneira simples e sensível não é uma tarefa fácil, ainda mais sem utilizar de clichês de comédias românticas e estereótipos.

Elio (Timothée Chalamet) é um jovem muito mais inteligente que os demais, ele parece saber de tudo um pouco e possui muito talento para a música. Os acontecimentos se passam em uma pequena cidade da Itália, o que deixa a ambientação bastante charmosa. Em todos os verões, o quarto do menino é cedido para um hóspede, com o objetivo de que um trabalho conjunto seja feito com o pai de Elio. Na época em questão, o escolhido foi Oliver (Armie Hammer), um homem bonito, atraente e até um pouco arrogante.

Quando o visitante chega, logo é percebido o incômodo do protagonista, mas não fica claro o que ele realmente sente. O hóspede vai atraindo olhares, se destacando nos esportes e fazendo amizades rapidamente, irritando o menino. Esses 40 minutos iniciais são utilizados para o desenvolvimento da paixão dos dois, mas isso acaba ficando muito longo e um tanto desnecessário.

A partir daí, a relação começa a ser estabelecida de maneira fluída, com bons diálogos e explorando o silêncio e o clima entre os dois. O roteiro possui alguns problemas, principalmente no desenvolvimento dos dois personagens em conjunto. Conseguimos comprar todos os sentimentos de Elio, mas faltou uma atenção a mais em Oliver. Apesar disso, se trata de uma trama bem executada, com ótimos desfechos e reflexões colocadas.

A direção de fotografia acerta em uma coloração clara, dando um clima de produção europeia e passando beleza e veracidade em relação ao local em que a história se passa. Luca Guadagnino executa bem a câmera estática, focando muitas vezes em pedaços do corpo do protagonista, mas pegando o espaço em que outro personagem vai estar interagindo. Falando nisso, seguimos o personagem principal o tempo inteiro, com a câmera girando em torno dele.

A atuação de Timothée Chalamet é impressionante, transpassando todo o drama que Elio carrega por estar descobrindo a sua sexualidade. A química dele com Armie Hammer é excelente, parece que os dois já eram grandes amigos nos bastidores, pela facilidade em que apresentam a interpretação conjunta. Em certo momento, algumas cenas desnecessárias são colocadas em tela, podendo conter a justificativa de que o protagonista é um adolescente. Essa justificativa acaba não sendo forte o suficiente.

Mais do que um romance, Me Chame Pelo Seu Nome trata uma relação de duas pessoas bissexuais que se envolvem e se apaixonam. Tudo é desenvolvido sem nenhum tipo de rótulo, fazendo com que o espectador compre o romance de forma natural. Porém, o longa vai além disso, falando sobre vida, preconceito e amor. E um dos grandes destaques da obra fica por conta de um monólogo de arrepiar, realizado por Michael Stuhlbarg, que interpreta o pai de Elio. Ele mostra a sensibilidade que todo pai deveria ter.

Nota do crítico:

Nota do público:

[Total: 2    Média: 2.5/5]


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Estudante de Jornalismo, formado em Programação. Fanático por Cinema, começou a gostar mesmo da sétima arte depois de velho. Estuda por conta própria e pretende seguir “carreira” como Crítico de Cinema.

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