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O Estrangeiro | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o novo filme de Jackie Chan!

O Estrangeiro | Crítica

Resultado de imagem para o estrangeiro pôsterO Estrangeiro (The Foreigner)

Ano: 2017

Direção: Martin Campbell

Roteiro: David Marconi

Elenco: Jackie Chan, Pierce Brosnan, Orla Brady, Dermot Crowley, Ray Fearon, Rory Fleck-Byrne, Michael McElhatton, Charlie Murphy

Um filme de ação com Jackie Chan, o retorno de um ícone do cinema. Todos sabem que Chan já não é mais um menino, com 63 anos e, apesar do longa falhar muitas vezes, o ator é a melhor coisa da produção.

Terrorismo. Imagino que a maioria das pessoas associe isso aos muçulmanos, muito por conta da mídia e das próprias produções hollywoodianas. Em O Estrangeiro, esse clichê recente do cinema é quebrado, colocando em cena uma guerra política e silenciosa entre Inglaterra e Irlanda. A parte de espionagem da obra é bem realizada até o terceiro ato, entregando um bom suspense.

A história gira em torno de algumas situações. Na camada superficial está o atentado terrorista irlandês e a morte da filha de Quan (Chan), um ex-militar dono de um restaurante em Londres. Na segunda camada está Liam (Pierce Brosnan), o primeiro ministro da Irlanda e ex-membro de um grupo político extremista. As histórias dos personagens vão se conectando aos poucos, por conta da sede de vingança do pai que perdeu sua filha.

Os personagens subestimando o protagonista vivido por Chan funciona, no início. Depois que ele mata dezenas de seguranças treinados, isso não deveria mais existir, mas persiste, e cansa. Diversos elementos já vistos em muitos filmes de ação estão presentes, não inovando muito. Porém, o primeiro ato é bom, mostrando a vontade de fazer justiça com as próprias mãos. Quando o filme passa para o segundo ato, o protagonista é esquecido e a outra parte da trama toma conta do filme. A montagem é desconexa e acaba comprometendo o ritmo, confundindo o espectador.

Quando as coisas se agravam e a produção vai para o terceiro ato, as reviravoltas mirabolantes não convencem e muita informação é repassada. Não existem conexões que possam ser compradas, a trama fica cada vez mais longa da realidade. Os problemas de roteiro ficam ainda mais presentes, como furos narrativos e cenas desnecessárias. A montagem não é feita de forma correta, colocando momentos irrelevantes mesclados com acontecimentos importantes da trama.

Pontos fortes do longa ficam por conta da atuação de Jackie Chan, convencendo muito. Além disso, as cenas de ação são bem coreografadas e realistas e mesmo Chan estando com mais de 60 anos, ainda está muito bem fisicamente e impressiona com seus movimentos. Pierce Brosnan não está bem na obra, sempre com cara de paisagem, mas apresenta um sotaque irlandês convincente. Se trata de um filme de ação genérico, sem muitas novidades ou atrativos narrativos, mas conta com a volta de Chan às telonas, sendo um ótimo atrativo.

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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