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Especial | 10 filmes que se passam durante as férias

Confira 10 filmes para ver nessas férias

Especial | 10 filmes que se passam durante as férias

A época mais aguardada do ano são as férias. Não há trabalho, não há escola, não há responsabilidades; é o tempo ideal para ficar com a família e amigos, participar de uma aventura, se apaixonar, viajar, entrar no albergue errado ou enfrentar um palhaço demoníaco. A equipe do Bode na Sala separou 10 filmes que se passam nas férias onde os personagens entram nas mais variadas situações ao invés de ficar em casa descansando.

  • A Praia (2000), por André Bozzetti

Este é um daqueles filmes que servem para colocar uma pulga atrás da orelha de quem gosta de se aventurar demais nas férias. Richard, um turista americano (vivido por Leonardo DiCaprio) em passagem pela Ásia, conhece um outro viajante que lhe dá uma dica que parece fantástica. Uma praia paradisíaca, secreta, sem a presença de turistas. Sim, porque nada irrita mais um turista do que outros turistas. O viajante lhe deixa um mapa feito à mão para o local e, contrariando o bom senso (até em função de alguns eventos que ocorrem a seguir), Richard decide ir até a dita praia em companhia de outros dois viajantes, um casal de franceses, que conheceu em Bangkok. Em pouco tempo ele vai descobrir que o acesso cheio de dificuldades e desafios era só o começo dos perigos que ele enfrentaria em busca de uma viagem dos sonhos.

  • Houve uma Vez Dois Verões (2002), por Rafael Bernardes

Esse filme se tornou um dos símbolos do cinema gaúcho. Houve uma Vez Dois Verões conta a história de Chico (André Arteche), um adolescente que está de férias. O menino encontrou Roza (Ana Maria Mainieiri) em um fliperama e se apaixonou. Os dois tiveram relações sexuais na primeira noite e tudo foi ótimo para Chico. No dia seguinte ela some e ele só a encontra novamente quando volta para Porto Alegre. Depois disso, diversos problemas começam a acontecer e a menina sai e volta para a vida do protagonista diversas vezes. O longa contra com a direção de Jorge Furtado, um dos maiores cineastas do Brasil, conhecido por filmes como O Homem que Copiava e Ilha das Flores. A direção de fotografia é espetacular, colocando um filtro amarelado e mostrando todo o charme de uma praia do litoral gaúcho. O ritmo é envolvente e a história tocante. Sem falar nas atuações, que são ótimas!

  • O Albergue (2005), por André Bozzetti

Viajar pela Europa não se encaixa entre os programas de férias mais acessíveis do mundo, mas os albergues costumam ser ótimas opções, principalmente para os jovens, visto que possuem preços bem mais baixos que hotéis comuns e são ótimos lugares para se fazer amizade. Em O Albergue, dois mochileiros americanos, Braxton e Josh, estão curtindo exatamente isso em sua passagem pela Europa. Até que escutam a lenda de um albergue na Eslováquia, pouco conhecido, que seria repleto de mulheres fantásticas. Com este chamariz digno de sites “adultos” da internet, os dois vão para lá junto com Oli, seu amigo Islandês, que conheceram durante a viagem. Inicialmente, as lendas parecem ser verdadeiras. Eles conhecem garotas deslumbrantes e pensam que realmente tiraram a sorte grande. No entanto, não demora muito para os amigos perceberem que as coisas não eram exatamente o que pareciam.

 

  • Um Verão para Toda Vida (2007), por Rafael Bernardes

Baseado no romance de Michael Noonan, Um Verão para toda Vida é um filme australiano que conta a história de quatro órfãos, confinados a depender de casais para que sejam adotados, ou esperar pela maior idade. Eles estão crescendo e a procura por crianças das suas idades é quase inexistente. Principalmente para Maps (Daniel Radcliffe), que já é adolescente. Os jovens ganham uma viagem de férias para um lugar paradisíaco, quase uma comunidade hippie moderna. Lá eles vivenciam coisas antes nunca pensadas, pois viver a vida inteira em um orfanato católico não os proporcionou grandes aventuras. O filme é leve, mas ao mesmo tempo mescla o humor com o drama, tocando em pontos importantes da vida dos meninos. O filme fala sobre amor, amizade, primeiros relacionamentos, inveja. Se trata de uma ótima obra, com boas atuações e bem realizada tecnicamente, além da história espetacular que é contada.

  • Férias Frustradas de Verão (2009), por João Vitor Hudson

Hollywood adora contar histórias ambientadas nos anos 80. Em Férias Frustradas de Verão (Adventureland, no original), acompanhamos James (Jesse Eisenberg), um jovem de 1987 que se forma no ensino médio, e decide que aquele é o momento de procurar um emprego, já que seu sonho de ir para a Europa durante as férias não é viável. Sem muitas opções, arranja um trabalho no Adventureland, um tradicional parque de diversões em sua cidade. James odeia seu trabalho, mas após conhecer Em (Kristen Stewart), ele passa a ter mais interesse tanto pelo emprego quanto pela garota.

 

  • Meia Noite em Paris (2011), por Diego Francisco

Conseguir inspiração é a maior dificuldade que qualquer escritor pode enfrentar, conflito que não é desconhecido para Gil (Owen Wilson). Roteirista hollywoodiano de sucesso, mas não realizado com os seus trabalhos, Gil tenta escrever o seu primeiro livro. Ele viaja à Paris com a sua esposa, Inez (Rachel McAdams), enquanto ela se preocupa quase que exclusivamente com compras, Gil prefere suas longas caminhadas, onde um dia se depara com um fenômeno que toda noite o transporta para a Paris dos anos 1920, onde vira amigo de grandes nomes como Hemingway (Corey Stoll), Salvador Dalí (Adrien Brody) F. Scott (Tom Hiddleston) e Zelda Fitzgerald (Alison Pill) e se apaixona por uma linda parisiense (Marion Cotillard). Meia-Noite em Paris é outra belíssima obra de Woody Allen que oferece um olhar profundo em inspiração, saudosismo e nostalgia.

 

  • Antes da Meia-Noite (2013), por Diego Francisco

Dezoito anos se passaram desde que Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy) se conheceram em uma viagem de trem, nove anos se passaram desde que eles se reconectaram, agora é a hora de acompanhar a vida de casado deles. De férias na belíssima península grega, o casal tem duas gêmeas e vive uma união aparentemente tranquila, Jesse continua sendo um autor de sucesso e Celine se encontra num momento delicado na sua carreira. Apesar do lugar paradisíaco, não demora para que os dois engajem em uma longa briga, a partir dela aprendemos todos os problemas do casamento, desde a conturbada relação de Jesse com seu filho e sua ex-esposa até a insatisfação de Celine com a sua carreira. O que torna a briga tão difícil de assistir e ao mesmo tempo fantástica é como ela destrói a ilusão do casal perfeito que os dois filmes anteriores levam a acreditar e mostra a realidade por trás do conto de fadas, fechando de forma espetacular a trilogia comandada por Richard Linklater.

 

  • A Visita (2015), por Diego Francisco

Este filme tem dois grandes méritos: ser um filme de terror esperto o suficiente para não se levar a sério e por ser o primeiro filme decente do M. Night Shyamalan em uma década. Enquanto a mãe (Kathryn Hahn) está num cruzeiro, os irmãos Tyler (Ed Oxenbould) e Becca (Olivia DeJonge) vão visitar seus avós pela primeira vez, os dois nunca viram os avós por causa de uma séria briga que ocorreu entre eles e a mãe no passado. Enquanto documenta tudo para o seu projeto de cinema, Becca e seu irmão notam o estranho e, por vezes, aterrorizante comportamento dos avós e decidem investigar. A Visita é um eficiente retorno a forma para o diretor contando com uma característica reviravolta surpreendente e com os personagens enfrentando seus traumas passados no clímax da história.

 

  • It – A Coisa (2017), por João Vitor Hudson

Este filme é um clássico caso de férias que não deram certo. Bill (Jaeden Lieberher) é o líder do Clube dos Perdedores, composto pelo boca-suja Richie (Finn Wolfhard), o hipocondríaco Eddie (Jack Dylan Grazer), o estudioso Ben (Jeremy Ray Taylor), o misofóbico Stan (Wyatt Olef), o forasteiro Mike (Chosen Jacobs) e a destemida Bev (Sophia Lillis), nenhum deles é do tipo que brinca durantes as férias. No verão de 1989, ele e seu clube se dedicam a encontrar seu irmão mais novo que desapareceu recentemente, Georgie (Jackson Robert Scott). Durante essa busca, as crianças acabam tendo confrontos com alguém nada agradável, uma entidade sobrenatural na forma do palhaço Pennywise (Bill Skarsgard), que possui uma ligação com o sumiço de Georgie e de outros jovens na cidade de Derry. It – A Coisa é nostálgico, mas ao mesmo tempo, é um filme tremendamente assustador.

  • Me Chame pelo seu Nome (2017), por Rafael Bernardes

Situado na Itália, Me Chame pelo seu Nome possui uma premissa interessante. Em todos os verões, a família de Elio (Timothée Chalamet) hospeda um profissional da arqueologia para trabalhar com o pai do menino. No ano em questão, Oliver (Armie Hammer), um homem bonito e simpático chega na pequena cidade. Logo conseguimos notar o incômodo do jovem em relação à presença daquele homem no ambiente. Primeiramente pode-se interpretar que seria inveja, mas logo começamos a entender o que está acontecendo. A construção de Elio como bissexual é feita de forma sutil e realista, sem se apegar em estereótipos. Mesmo que o desenvolvimento da relação dos dois seja mais demorado que o necessário, é possível compreender tudo o que está sendo passado. As situações são realizadas de forma delicada, envolvendo o espectador no romance. Além disso, o longa possui uma fotografia espetacular, direção coesa e conta com interpretações excelentes, principalmente a de Timothée Chalamet, que dá vida ao protagonista. Em todo o momento estamos acompanhando o personagem principal e mesmo assim os personagens secundários são bem desenvolvidos. Clichês não são utilizados, tornando a obra uma produção extremamente original.

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Estudante de jornalismo, tem 18 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e é adepto ao estilo sul-coreano de vingança.

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