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O Destino de uma Nação | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o longa que tem Gary Oldman dando vida a Winston Churchill!

O Destino de uma Nação | Crítica

O Destino de uma Nação (Darkest Hour)

Ano: 2017

Roteiro: Anthony McCarten

Direção: Joe Wright

Elenco: Gary Oldman, Kristin Scott Thomas, Ben Mendelsohn, Lily James, Ronald Picku, Stephen Dillane, Samuel West, Hilton McRae

Em todos os anos há, pelo menos, um filme que retrate algo sobre a Segunda Guerra Mundial. A história escolhida em O Destino de uma Nação foi a mesma contada em Dunkirk, filme de Chrispher Nolan, mas visando os bastidores dos acontecimentos. Para sair da mesmice, foi uma boa tentativa. Porém, na prática, não se pode dizer o mesmo. Já adianto que o filme não é ruim, pelo contrário, mas poderia ser muito maior devido ao material que estava nas mãos do roteirista.

Gary Oldman dá vida a Winston Churchill, escolhido por seu partido para ser o Primeiro Ministro da Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial. Naquele momento, os nazistas estavam dominando a França e encurralando os exércitos aliados em Dunkirk. Churchill deveria fazer as escolhas corretas para virar o jogo e dar esperança aos ingleses.

Sua trajetória, inicialmente é muito bem contada, com um bom desenvolvimento de personagem, mostrando as nuances do protagonista. A humanização do Primeiro Ministro é feita de maneira nada sutil, mas funciona. Muito por conta da personalidade em que o personagem é baseado. A atuação de Oldman é espetacular, assim como sua caracterização (um ótimo trabalho de prótese e maquiagem). O ator carrega o filme inteiro com o sotaque, expressões e diálogos.

O ritmo do longa é bom no primeiro e no segundo ato. Na metade da produção, diálogos improdutivos são colocados em tela, deixando tudo muito cansativo e desinteressante. Poderia ter pelo menos 20 minutos a menos de duração. Elisabeth Layton, interpretada por Lily James serve apenas de muleta narrativa, subaproveitada. A personagem poderia conduzir a trama como uma coadjuvante forte, mas é atrapalhada pelo roteiro, que prioriza a imagem de Churchill.

As relações são desenvolvidas de forma superficial, principalmente a do protagonista com o Rei, que muda drasticamente sem muitas explicações. Os feitos parecem terem sido baseados em argumentos rasos e há um engrandecimento desnecessário de personagens. Tecnicamente, a produção é impecável, mas falta o desenvolvimento emocional, que acaba atrapalhando muito a história contada. O que poderia ter sido um ótimo filme sobre os bastidores de momentos importantes de uma guerra, acaba se tornando um panfleto político, com o intuito de endeusar um personagem que começou a ser humanizado, mas que foi mal desenvolvido da metade para o final do longa.

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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