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Especial | 10 filmes 10/10 que completam 10 anos em 2018

As melhores produções que estão completando uma década em 2018!

Especial | 10 filmes 10/10 que completam 10 anos em 2018

Todos os anos, sem exceção, são lançados filmes bons e ruins, marcantes e esquecíveis. E 2008 foi um grande ano para o cinema. Longas como Fim dos Tempos, O Guru do Amor ou O Grande Dave acabaram caindo no esquecimento, mas existem aqueles que são inesquecíveis. A equipe do Bode na Sala selecionou dez dos melhores filmes que completam uma década neste ano para celebrá-los. Produções excelentes que nos divertiram, nos emocionaram e, apesar de já tê-los visto inúmeras vezes, nos pegamos assistindo-os até hoje.


  • Homem de Ferro, por André Bozzetti

Com o sucesso da trilogia do Homem-Aranha de Sam Raimi, dos X-Men e da nova franquia do Batman, o caminho para novas adaptações de histórias em quadrinhos estava pavimentado. O lançamento de Homem de Ferro, em 2008, dando origem ao universo cinematográfico da Marvel, foi um bom termômetro para saber se era seguro apostar nesta franquia, e a resposta não poderia ter sido mais positiva. Com Robert Downey Jr. encarnando Tony Stark como se tivesse feito isso a vida toda, além de uma competente modernização da origem do herói, adaptando de maneira convincente a situações atuais, humor na dose certa e efeitos especiais fantásticos, o filme agradou muito à crítica e ao público. Assim, abriu as portas para o MCU se tornar a mais rentável franquia da história do cinema, contando hoje com 17 filmes já lançados e mais 3 que vão estrear ainda no decorrer deste ano.


  • WALL-E, por Diego Francisco

O ano era 2008 e a Pixar ainda não tinha feito um filme ruim, fato que hoje, infelizmente, não é mais possível afirmar. Com a sua primeira metade sem nenhum diálogo, somos apresentados a WALL-E, um pequeno robô compactador de lixo, o último restante do seu modelo que tinha como missão organizar todo o lixo da Terra, tamanha poluição que obrigou todos os humanos a evacuarem o planeta. A solitária existência de WALL-E ganha um sentido especial quando conhece EVA, robô com a missão de verificar se a Terra voltou a ter condições de habitar vida humana. A amizade de WALL-E e EVA é linda e tocante, o contraste entre os dois, enquanto um é coberto de sujeira a outra não poderia ser mais limpa e branca. Apesar da segunda metade introduzir humanos e perder parte do seu charme, WALL-E é uma belíssima animação que transmite mensagens e valores importantíssimos.


  • Kung Fu Panda, por Diego Francisco

Uma das melhores animações da Dreamworks Animations e o começo de uma fantástica trilogia. Cada estilo do kung fu é representado por seu respectivo animal e dublado por uma celebridade que combina perfeitamente, Tigresa (Angelina Jolie), Macaco (Jackie Chan), Garça (David Cross), Louva-Deus (Seth Rogen) e Víbora (Lucy Liu) aqui conhecidos como os Cinco Furiosos. Quando a ameaça de Tai Lung (Ian McShane) ameaça a paz no vilarejo, um deles deve ser nomeado Dragão Guerreiro, a surpresa fica por conta do escolhido, o entusiasmado panda Po (Jack Black), que não te nenhuma habilidade. Com cenas de luta impressionantes para uma animação, mas sem perder o humor leve ou o coração, Kung Fu Panda conta uma história de superação passando uma excelente mensagem.


  • Batman: O Cavaleiro das Trevas, por André Bozzetti

Em 2005, Cristopher Nolan praticamente “ressuscitou” o Homem-Morcego nos cinemas com Batman Begins, depois dos desastrosos filmes dirigidos por Joel Schumacher na década de 1990. Com uma proposta mais realista e sombria, com Christian Bale no papel principal, a nova adaptação agradou os fãs, mas ainda faltava algo: um vilão marcante. Então, em 2008, Heath Ledger dá vida a uma versão icônica do arqui-inimigo do Batman, o Coringa, e coloca em definitivo O Cavaleiro das Trevas no hall dos melhores filmes de super-heróis já feitos. Ainda hoje, chegando aos 10 anos de lançamento do filme, muitos fãs ainda o consideram a melhor adaptação já feita dos quadrinhos para o cinema.


  • Hellboy II: O Exército Dourado, por João Vitor Hudson

Por toda a sua filmografia, Guillermo Del Toro se consagrou como um diretor visualmente criativo e inovador, até seus filmes com poucos elementos fantásticos apresentam um design de produção invejável. O primeiro Hellboy nos introduziu a um mundo surreal, O Exército Dourado expandiu este rico mundo e sua mitologia transportando-os diretamente das páginas dos quadrinhos de Mike Mignola para a tela grande e abraçando um tom mas fantástico, enquanto o anterior tinha ares mais góticos e sombrios. Hellboy (Ron Pearlman), Abe Sapien (Doug Jones) e Liz (Selma Blair) retornam para impedir que o Exército Dourado volte à ativa e dizime a humanidade mais uma vez.


  • Trovão Tropical, por Diego Francisco

Dirigido por Ben Stiller, o filme utiliza a metalinguagem para criar um humor histérico e fazer piadas com os excessos das celebridades de Hollywood, usando cada um de seus protagonistas como estereótipos. Temos Stiller como um astro de ação famoso por uma franquia saturada e que agora tenta pegar papéis dramáticos, Robert Downey Jr. como um ator metódico queridinho das premiações e Jack Black como um comediante surtado e viciado em drogas; Tom Cruise dá um show à parte como um esquentado empresário, mais caricato do que nunca. Conseguindo funcionar como filme de comédia (daquelas que melhoram a cada assistida) e de ação, Trovão Tropical é um retrato bem humorado e uma inteligente crítica à indústria da fama. Na pele de Kirk Lazarus, ator perdido em vários personagens, Robert Downey Jr. ganhou uma inesperada, mas não desmerecida, indicação ao Oscar.


  • Segurando as Pontas, por Rafael Bernardes

Protagonizado pela dupla mais maconheira de Hollywood, Seth Rogen e James Franco. Rogen escreveu o roteiro em parceria com Evan Goldberg. A história gira em torno de um traficante de maconha e um de seus clientes. Os dois vão se tornando amigos com o passar do tempo, muito por conta das adversidades. Mas o longa vai muito além dessa premissa. Desde a cena de abertura, diversos questionamentos são colocados em forma de piadas escrachadas, revelando a hipocrisia da sociedade perante a criminalização da maconha. O filme é engraçado do início ao fim, com um roteiro redondo, sem muitos problemas. A direção é coesa e as atuações são excelentes. Ninguém interpreta melhor pessoas chapadas do que atores chapados. A obra se tornou referência para os cinéfilos e não cinéfilos maconheiros, com nomes memoráveis, como a Pineapple Express, um tipo de erva, que teria uma qualidade superior. Se trata de uma produção que, com certeza atravessará gerações de simpatizantes da cannabis e cinéfilos em geral.


  • Quem Quer Ser um Milionário?, por Rafael Bernardes

Na Índia, um jovem humilde tenta ganhar muito dinheiro em um programa de televisão chamado Quem quer Ser Um Milionário? Dev Patel dá vida ao protagonista, com uma atuação espetacular. Enquanto o menino participa do programa, as perguntas realizadas a ele mostram significados das respostas em sua vida, contando o trajeto que enfrentou desde criança. Seus amigos nos são mostrados e reviravoltas acontecem na trama. O roteiro é ótimo, surpreendente e possui questionamentos sobre programas de televisão com a intenção de tornar as pessoas milionárias. Além disso, a história em si do protagonista é tocante e envolvente. Se trata de uma produção indispensável dirigida pelo sempre excelente Danny Boyle.


  • Gran Torino, por Diego Francisco

Clint Eastwood já havia provado a sua habilidade na direção inúmeras vezes, incluindo por Os Imperdoáveis e Menina de Ouro, que o renderam o Oscar de Melhor Diretor, então não foi surpresa para ninguém quando Gran Torino estreou e o resultado foi nada menos que brilhante. Walter Kowalski é um aposentado e racista veterano de guerra deixado de lado pela família que mora numa vizinhança da vez mais povoada por imigrantes asiáticos. Walter lentamente passa a simpatizar com os seus vizinhos, perdendo seus preconceitos e passa a protegê-los conforme a violência de gangues vai aumentando. Gran Torino é um filme relativamente simples na sua composição, mas impactante. Eastwood consegue ser tocante tanto na sua direção como na atuação, rendendo uma história sobre aceitação e amizade.


  • O Lutador, por Carlos Redel

Há 10 anos, Darren Aronofsky levava às telonas a história de Randy “The Ram” Robinson, vivido magistralmente por Mickey Rourke. O filme, que narra a trajetória do lutador de wrestling, consegue ser incrível de diversas maneiras. A trama mostra que The Ram, diferentemente da glória obtida nos anos 1980, já está velho e seu público, assim como o dinheiro, estão cada vez mais escassos. Após sofrer um infarto, durante uma de suas apresentações, ele precisa parar de lutar. Assim, acaba indo trabalhar no balcão de frios de um supermercado. Ao mesmo tempo, quer consertar o relacionamento com sua filha (Evan Rachel Wood), enquanto procura afeto nos braços de uma stripper (Marisa Tomei). O mais interessante é ver a ligação entre as histórias do personagem e do protagonista dividindo muitos pontos em comum (uma vez que Rourke também esteve no auge, mas acabou caindo no ostracismo). Com a câmera na mão, Aronofsky nos leva com naturalidade para dentro do melancólico cotidiano de The Ram e, uma vez lá, é impossível esquecer da experiência. Um filme emocionante e absurdamente maravilhoso!


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Estudante de jornalismo, tem 18 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e é adepto ao estilo sul-coreano de vingança.

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