Bode na Sala
Críticas Notícias

Jumanji: Bem-Vindo à Selva | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre a continuação do clássico de 1995!

Jumanji: Bem-Vindo à Selva | Crítica

Resultado de imagem para jumanji bem vindo a selva posterJumanji: Bem-Vindo à Selva (Jumanji: Welcome to the Jungle)

Roteiro: Chris McKenna

Direção: Jake Kasdan

Elenco: Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart, Karen Gillan, Nick Jonas, Bobby Cannavale, Alex Wolff, Madison Iseman

Resolveram mexer em Jumanji, longa de 1995 que marcou gerações na Sessão da Tarde. O filme original não era perfeito, possuía diversos problemas e uma continuação poderia ser bem-vinda. Porém, a superficialidade dada e a vontade apenas de fazer dinheiro entregando um entretenimento simples e genérico não faz jus a esse título que conquistou milhões de fãs no mundo inteiro.

Jumanji: Bem-Vindo à Selva já começa mudando conceitos, ao apresentar um personagem, que seria o próximo jogador, em 1996. O jogo de tabuleiro agora pode se moldar dependendo dos gostos do jogador em potencial, se transformando em um cartucho de videogame. Até esse momento, tudo bem. Não há problemas em modificar pequenos detalhes de um longa, mas ao decorrer da história, isso começa a pesar.

Logo após esse fato, a história começa a se passar nos dias atuais, focando em quatro adolescentes estereotipados: a representação da figura “nerd” nos gêneros masculino e feminino, o atleta e a “patricinha”. Essas personagens já estão mais do que batidas na cultura pop e a organização lembra muito Clube dos Cinco. Referências são válidas, desde que não torne a premissa batida.

O início da história, quando os personagens são transportados para dentro do jogo, a estética está bonita, a apresentação dos personagens é boa e a maioria das atuações convencem. Dwayne Johnson está bem em seu papel, carismático e cumprindo as funções estabelecidas. Jack Black é o destaque humorístico, Kevin Hart vive ele mesmo, não conseguindo entrar no personagem pré-estabelecido. Karen Gillan é o destaque, conseguindo incorporar uma adolescente insegura.

O roteiro é recheado de elementos que acabam cansando, por nada ser novo. Nós já assistimos o que está sendo transmitido diversas vezes em outros filmes. O vilão estabelecido é esquecível, sem grande peso. Algo que foi bem definido no longa de 1995 é o senso de perigo, inexistente na continuação. Não levamos a sério as ameaças apresentadas, pois não há um bom desenvolvimento nesse quesito.

A direção começa bem, implementando uma atmosfera que lembra, um pouco, Scott Pilgrim Contra o Mundo. Porém, os pontos positivos em relação aos jogos de videogame vão sendo esquecidos e acabamos perdendo a sensação de que estamos assistindo a uma aventura dentro desse ambiente. Se trata de um divertimento simples e esquecível, que não apresenta nada de novo e não empolga.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 3    Média: 4/5]

The following two tabs change content below.
Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close