Bode na Sala
Especiais Filmes

Especial | Os 10 piores filmes de 2017

Infelizmente, tivemos alguns longas terríveis nesse ano...

Especial | Os 10 piores filmes de 2017

O ano está acabando e, por conta disso, chegou a hora daquele tradicional balanço, para refletirmos sobre tudo o que assistimos ao longo dos últimos 12 meses. E, apesar de 2017 ter sido bem interessante cinematograficamente, alguns filmes insistiram em ser ruins. E, alguns, não satisfeitos, quiseram ser muito ruins. E são desses que nós vamos falar. Separamos os 10 piores longas do ano (e mais 10 nas menções honrosas), com o objetivo de colocar para fora toda a raiva e decepção que eles nos fizeram sentir durante as suas exibições.

Ah, Transformers: Os Últimos Cavaleiros não entrou na lista, porque seria injusto com os demais, uma vez que Michael Bay, a cada três anos, entrega o mesmo filme ruim.

Confira os escolhidos:


  • Internet: O Filme, por Rafael Bernardes

Rafinha Bastos, Paulinho Serra e diversos youtubers brasileiros. A junção resultou em um filme de comédia, dividido por esquetes que se interligam em uma história só. O longa trabalha com estereótipos, mas trabalha mal. Os personagens são exagerados, todos afetados e as piadas não funcionam. Paulinho Serra é o único que se salva, mas o roteiro não o ajuda. As tentativas de fazer comédia são realizadas apelando para o preconceito, um humor de mal gosto, ultrapassado. Sabe aquele garoto de 15 anos que se acha o engraçado? Todos os personagens incorporaram o seu espírito. Dá vontade de rir de nervoso ao assistir o longa. Além disso, as atuações são péssimas, o roteiro é terrível, nada funciona. A premissa já era ruim, mas a execução conseguiu baixar ainda mais o nível dessa produção.


  • Death Note, por Diego Francisco

Adaptações americanas de animes tem uma má reputação porque nenhuma, até agora, foi fiel ao material original ou  entregou um filme decente. Death Note se enquadra nos dois casos. Com uma hora e quarenta de duração, o longa corre para apresentar seus personagens, conceitos e conflitos. E tudo sai apressado. O filme tinha a intenção de aproximar a obra da cultura ocidental, o que não é de todo ruim, mas o resultado não dá certo. Todos os personagens estão descaracterizados, o inverso das suas versões originais; a trama é relativamente simples, um problema, já que o anime é conhecido por sua complexidade e pelo intricado jogo de gato e rato protagonizado por Light e L. No filme, no entanto, falta inteligência para os dois. Existe também uma glorificação das mortes causadas por Kira, tão gráficas e mirabolantes que parecem terem sido retiradas diretamente de Premonição. Death Note é a prova de que animes devem permanecer sem serem adaptadas em live action e de como os roteiristas gostam de subestimar a inteligência do seu público.


  •  50 Tons Mais Escuros, por Carlos Redel

Precisa explicar o motivo desse filme estar na lista? Enfim, essa “história erótica” consegue ser muitas coisas, menos erótica. Para começar, o longa consegue a façanha de ser pior do que o seu antecessor. E isso não é fácil. Depois, temos um casal protagonista com uma péssima química, com destaque para a Anastasia Steele de Dakota Johnson, que é tão interessante como um copo de água de salsicha. A trama do filme é tão ínfima e cansativa que, em determinado momento de projeção, não há nada para fazer além de aceitar que o longa é uma comédia involuntária e rir. E dá para dar boas gargalhadas, acredite. Vale destacar que as atuações, principalmente do elenco coadjuvante, são péssimas e situações absurdas são colocadas na tela, como um Christian Grey (Jamie Dornan) que consegue se teletransportar de um acidente de helicóptero até a sua amada. Claro, tudo isso com muito controle do homem sobre a mulher, que é desesperadamente submissa às vontades do ricaço.


  • Emoji: O Filme, por Ítalo Passos

Quando o filme foi anunciado, muitas pessoas já saíram internet afora rindo da tentativa da Sony em levar expressões de um aplicativo de smartphone ao cinema, já dando a certeza do fracasso. Infelizmente, essas pessoas estavam certas. O longa não passa de um conglomerado de boas ideias sendo desperdiçadas, com um arco narrativo cansativo e personagens pouco carismáticos, que não devem agradar nem mesmo uma criança. Todo o mundo criado é interessante, mas muito mal desenvolvido. Até sentimos que renderia divertidas historias, mas filme abandona aquele mundo e segue em uma jornada totalmente sem graça, mudando todo o cenário já construído para nos colocar em um lugar totalmente entediante. Mesmo com a tentativa de passar uma mensagem contra o preconceito na sociedade, o filme falha miseravelmente como obra.


  • Guardiões, por Rafael Bernardes

Um dos filmes mais esperados da lista. Guardiões foi vendido como o “Vingadores Soviético”, por se passar na União Soviética na época da Guerra Fria. Um teaser foi lançado, animando os espectadores, mostrando bons efeitos especiais. Porém, na prática, tudo o que deveria funcionar, falha bruscamente. Começando pelo vilão. Além do ator ser péssimo, os efeitos especiais e o trabalho de prótese e maquiagem conseguem deixar tudo muito pior. Parece o Baby da Família Dinossauro no corpo de um ser humano soltando raios que parecem ter saído de uma série da CW. As atuações são terríveis, a história é fraca e a direção consegue ser uma das piores coisas do longa. Nada funciona, a não ser uma ou duas cenas de luta coreografadas. Além disso, o CGI colocado em um dos heróis, que se transforma em urso, é uma das coisas mais mal feitas do ano. O orçamento pode ser um dos motivos do desastre, mas não justifica.


  • A Múmia, por Carlos Redel

O filme serviria para trazer a clássica Múmia da Universal de volta aos cinemas, depois da divertida trilogia estrelada por Brendan Fraser, que foi de 1999 a 2007. Além disso, o longa seria o início de um promissor universo compartilhado, o Dark Universe, que traria às telonas os grandes monstros da Universal. No entanto, não funcionou. O filme falha em quase todas as investidas que dá e entrega uma trama genérica, que tenta ser aventuresca e engraçada, como a maioria dos projetos atuais de Hollywood, esquecendo completamente do horror e do suspense. Não há qualquer sinal de urgência no longa. A Múmia não representa perigo. O filme é, praticamente, um novo cenário para que Tom Cruise possa correr de um lado para o outro. O ator, pelo menos, parece ter se divertido com o longa…


  • Duas de Mim, por Rafael Bernardes

O pior filme do ano! Duas de Mim conta a história de uma trabalhadora com um nome impronunciável (parece que todas as pessoas pobres possuem nomes esquisitos, segundo o filme) que trabalha em um restaurante lavando pratos e entrega marmitas no tempo livre. Ela sonha em se tornar uma chefe de cozinha, mas não possui tempo. Querendo se desdobrar em duas para seguir seu sonho, ela come um bolo mágico e faz o pedido, surgindo uma pessoa idêntica. Com essa premissa, algo interessante poderia ter sido feito. Mas o longa consegue pegar todos os estereótipos do trabalhador brasileiro e colocar em um liquidificador. Além disso, o humor é de muito mal gosto, esbanjando preconceito. Sem contar que o Latino está no filme, fazendo o papel de um cover do próprio Latino. Não preciso dizer mais nada. O filme não acerta em quase nada, a não ser em uma cena cômica no final do longa. Roteiro, atuações, direção, nada funciona e faz com que a produção seja a pior de 2017.


  • Bright, por Diego Francisco

Fantasia tem sido um gênero que tem trazido muito fracassos de bilheteria e de público, até grandes nomes como O Hobbit ou Warcraft tem falhado ao se transportarem para a telona. Nesse contexto, Bright é uma aposta ousada por ser uma premissa original e por ser o primeiro blockbuster da Netflix. Infelizmente, o resultado final é decepcionante. Will Smith e Joel Edgerton colaboram com ótimas atuações e a parte do humor é divertida, mas para por aí, já que todo o resto é uma grande bagunça. O roteiro apresenta um mundo em que humanos, orcs e elfos convivem nos dias atuais, mas não é feito o esforço devido para explicar tudo de forma coesa e muito fica faltando. A direção de David Ayer em nada colabora com o filme, que traz tentativas frustradas de momentos dramáticos, críticas sociais óbvias e tantos clichês que tornam a trama previsível. Bright não faz jus ao seu nome.


  • A Cabana, por Carlos Redel

Aqui temos a adaptação de um best-seller que conquistou o mundo há alguns anos e que, teoricamente, tinha tudo para conseguir ser um estrondoso sucesso. No entanto, a situação não foi bem assim. Com uma diferença de 10 anos entre o livro e o filme, Stuart Hazeldine foi o responsável por levar a história aos cinemas. E conseguiu entregar uma produção extremamente problemática. Além do atraso, que deixou o hype esfriar, o longa consegue errar em diversos pontos. É uma história religiosa panfletária, que deixa claro que só se pode ser feliz sendo cristão, apelativa e com atuações deploráveis – com exceção de Octavia Spencer, que é sempre competente. Sam Worthington, o protagonista, que deveria carregar a dramaticidade do longa, falha miseravelmente. Além disso, temos um Espírito Santo que brilha no sol, no melhor estilo Edward de Crepúsculo. Ah, também tem uma impagável corrida sobre a água entre Jesus Cristo e o personagem de Worthington. Tudo recheado de clichês e vergonhosas frases de efeito. É, não é fácil.


  • A Noiva, por Rafael Bernardes

Um filme de terror russo, com uma premissa que resgata lendas do início do século XX e com um início promissor. A Noiva conta a história de um homem que tenta reviver a sua esposa e, para isso, ele realiza um ritual para colocar a alma dela em outro corpo. Óbvio que não dá certo e, no século seguinte, ou seja, nos dias de hoje, o mesmo precisa ser feito. Caso contrário, o espírito da ancestral mataria a todos que moram na cidade. A ideia não é ruim e consegue dar uma esperança de que o filme poderia ser bem desenvolvido. Porém, as escolhas de elenco são péssimas, efeitos especiais terríveis, trilha sonora que não funciona e há uma falha absurda em instalar a tensão. Nada dá certo e o resultado é um desastre.


Menções (des)honrosas

Filmes que são tão ruins quanto os outros, mas já tivemos que separar só 10… Fica a homenagem:

  • A Torre Negra
  • A Grande Muralha
  • Baywatch
  • Boneco de Neve
  • Tempestade: Planeta em Fúria
  • Real: O Plano Por Trás da História
  • Polícia Federal: A Lei é Para Todos
  • Beleza Oculta
  • Os Penetras 2: Quem Dá Mais?
  • Triplo X: Reativado

Quer ficar por dentro de todas as novidades sobre filmes e séries? Curta a nossa página no Facebook!

The following two tabs change content below.
Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close