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Star Wars: Os Últimos Jedi | Crítica

Confira a opinião de Carlos Redel sobre o Episódio VIII da franquia!

Star Wars: Os Últimos Jedi | Crítica

Star Wars: Os Últimos Jedi (Star Wars: The Last Jedi)

Ano: 2017

Direção: Rian Johnson 

Roteiro: Rian Johnson 

Elenco: Daisy Ridley, Mark HamillAdam Driver, John Boyega, Oscar Isaac, Carrie Fisher, Domhnall Gleeson, Andy Serkis, Benicio Del Toro, Kelly Marie Tran

A esperança sempre norteou a franquia Star Wars. Sim, falar isso é chover no molhado. O próprio Episódio IV já é acompanhado do subtítulo Uma Nova Esperança. Mas é aqui, em Os Últimos Jedi, que essa palavra ganha um significado ainda mais forte. No mais sentimental – e poderoso – filme da saga, embarcamos, junto com os protagonistas, numa busca desesperada pela sobrevivência da Resistência, a única esperança de tirar a galáxia das garras dos tiranos da Primeira Ordem.

Rian Johnson, diretor conhecido pelo ótimo Looper: Assassinos do Futuro e por comandar um dos melhores episódios – se não for o melhor – de Breaking Bad, “Ozymandias”, entrega um surpreendente capítulo de Guerra nas Estrelas. Ao contrário do que foi apresentado por J.J. Abrams em O Despertar da Força, filme que, apesar de ótimo, se mantém por conta da nostalgia e homenagens aos seus antecessores, Os Últimos Jedi segue por um caminho novo, mas sem desrespeitar a saga.

O longa começa no momento em que o seu antecessor terminou. Temos Rey (Daisy Ridley) encontrando Luke (Mark Hamill, ótimo!) para pedir ajuda em nome da causa rebelde – e entregar o seu Sabre de Luz, claro. Em outro ponto da galáxia, General Organa (Carrie Fisher) lidera os seus aliados, que fogem da Primeira Ordem. Para isso, ela conta com a ajuda de Poe Dameron (Oscar Isaac) e Finn (John Boyega), cada um em uma frente. No lado dos vilões, Kylo Ren (Adam Driver) e Snoke (Andy Serkis) querem acabar com a Ordem Jedi e, obviamente, com a Resistência.

E é interessante que, com essa distribuição, cada um, seja herói ou vilão, tem um grande desenvolvimento, com suas importâncias para a história destacadas e reafirmando que são indispensáveis para o desfecho dessa nova trilogia. Johson encontrou o tom certo para os seus personagens, explorando suas camadas, suas dores e suas motivações. Tudo isso, fruto do ótimo roteiro do cineasta, que traz excelentes ideias, mas sem deixar de lado a essência de Star Wars. O filme tem seus problemas? Sim, tem. Mesmo assim, eles acabam sendo quase insignificantes perto do que é apresentado.

Na trama desenvolvida por Johnson, em que nada é absoluto, existem ótimos contrapontos entre passado e presente, bem e mal, o novo e o antigo. Há descobertas, decepções e revelações impressionantes, mas sem que pareça gratuito ou apenas com o intuito de chocar. Os Últimos Jedi é mais do que apenas uma nova sequência de uma franquia bilionária, mas sim um filme com uma mensagem linda e importante – e que deve ser absorvida, não apenas vista e descartada. Não, por favor, não faça isso.

Tecnicamente, Os Últimos Jedi é um deleite. O longa consegue mesclar um CGI de qualidade – como era de se esperar – com elementos antigos da saga, como os personagens com próteses de borracha e os computadores “futuristas” mostrados nos filmes da franquia no século passado. A fotografia, por sua vez, é uma pintura. As cores são empregadas brilhantemente, dizendo muito mais do que palavras – o confronto da Resistência contra o império, no meio do sal, que abre espaço para uma terra vermelha, é sensacional. Johnson também não poupa simbologias, passando mensagens poderosas e emocionantes. Além de batalhas incríveis, claro. Não por menos, o cineasta foi convidado para comandar o Episódio IX, depois do afastamento de Colin Trevorrow e, após dizer não, vai ganhar a sua própria trilogia derivada.

Há um importante momento no filme em que Rose (Kelly Marie Tran), uma ótima aquisição para o elenco, diz algo como “não vamos ganhar destruindo aqueles que odiamos, mas sim salvando aqueles que amamos”. E essa curta frase diz tudo o que Star Wars representa, tanto que, em O Retorno de Jedi, Luke busca, até o fim, trazer Anakin/Darth Vader de volta para o Lado Luminoso da Força. Han Solo, em seus últimos momentos, não desiste de Kylo Ren. E isso é incrível. Em tempos sombrios na vida real, mensagens como essa, mesmo que seja na ficção, emocionam e dão esperança. E isso, meus amigos, é algo impagável. Vida longa à Star Wars!

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 48    Média: 3.6/5]

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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 25 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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