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Especial | 10 diretores que foram demitidos durante a produção de seus filmes

Trabalhar em Hollywood é mesmo um pesadelo...

Especial | 10 diretores que foram demitidos durante a produção de seus filmes

Ser demitido nunca é algo divertido. Você investe tempo e dedicação naquilo que é pago pra fazer, mas às vezes não é o suficiente para seu patrão. Em Hollywood não é diferente, muito pelo contrário, pois uma demissão na capital mundial do cinema pode arruinar sua carreira para sempre.

2017 não foi um ano muito bom para superproduções no âmbito criativo; foram muitos filmes que tiveram seus diretores trocados por diferenças criativas e até mesmo desavenças com membros do elenco. Pensando nisso, listamos 10 casos interessantes de diretores demitidos de seus filmes. Confira:

Superman II: A Aventura Continua (1980), por João Vitor Hudson

Este talvez seja o caso mais famoso de uma demissão em Hollywood. Os dois primeiros filmes do Azulão foram concebidos para ter suas filmagens ao mesmo tempo, mas há histórias de que o diretor Richard Donner quebrou este contrato após ter 75% da continuação filmada antes mesmo do lançamento do primeiro filme, para que ele pudesse finalizar sua pós-produção. E devido a um inchaço orçamentário supostamente causado pela pausa na produção, Donner acabou sendo substituído por Richard Lester, que precisou refilmar 51% do filme para que seu nome estivesse nos créditos.

Spartacus (1960), por João Vitor Hudson

A produção de Spartacus é um outro caso bastante de conhecido de uma produção conturbada. A começar pelo receio em contratar o roteirista Dalton Trumbo devido a seu nome estar ligado ao Comunismo, o filme também teve que passar pelo processo de demissão do diretor. Anthony Mann foi contratado por Kirk Douglas (estrela e produtor executivo do filme) para substituir David Lean, mas Mann se desentendeu com Douglas após somente 1 semana de filmagens. Então buscaram Stanley Kubrick, em sua primeira superprodução. O resultado todos sabem que foi bastante positivo!

O Homem que Mudou o Jogo (2011), por João Vitor Hudson

Steven Soderbergh seria o responsável pela direção sobre o drama esportivo, mas sua versão seria bastante diferente da que assistimos no final. O filme teria uma estética de documentário, onde entrevistaria os atletas reais da história; as filmagens das entrevistas até chegaram a serem realizadas. No final, o longa foi concluído por Bennett Miller, mas infelizmente, uma quantia grande de dinheiro chegou a ser gasta, devido à substituição do diretor e de outros dois roteiristas.

Piranhas 2: Assassinas Voadoras (1981), por João Vitor Hudson

Um dos primeiros filmes da carreira de James Cameron não é o melhor exemplo de um bom filme, mas é um dos melhores para produções caóticas. A primeira versão da sequência de Piranhas era dirigida por Miller Drake, mas os produtores executivos não estavam gostando de seu trabalho. Cameron já trabalhava no longa como supervisor de efeitos visuais, e foi o escolhido para substituir, mas ele também chegou a ser demitido e até mesmo trancado de fora da sala de edição. No final, Cameron juntou seu material, lançou sua própria versão anos mais tarde e chamou Piranhas 2 de “o melhor filme de horror e comédia de peixes assassinos voadores”.

…E o Vento Levou (1939), por João Vitor Hudson

Um dos filmes mais famosos da história do cinema também sofreu com trocas intensas de diretores, e poderia ter sido um desastre. Inicialmente contrataram George Cukor, que foi demitido após 3 semanas de filmagens devido a problemas com o elenco e com o roteiro. A MGM então chamou Victor Fleming, que havia se dado bem com o estúdio após O Mágico de Oz, mas as condições de trabalho deixaram o diretor exausto, já que, além de dirigir, teve que reescrever diversas cenas do roteiro. Fleming então saiu do filme, e as duas semanas de filmagens restantes foram conduzidas por Sam Wood. Apesar de 3 diretores terem passado pela produção, o único devidamente creditado no final foi Fleming. No fim, …E o Vento Levou foi um sucesso, sendo até hoje objeto de culto pelos amantes do cinema.

O 13º Guerreiro (1999), por João Vitor Hudson

Este épico estrelado por Antonio Banderas foi originalmente dirigido por John McTiernan, do clássico Duro de Matar. Originalmente, era chamado de Eaters of the Dead, inclusive ganhou trailer com este título, mas o estilo de McTiernan não agradou à Disney, o que resultou na substituição do diretor por Michael Crichton, que escreveu o livro que deu origem ao filme. Crichton realizou diversos cortes, resultando em um filme bastante picotado e um tanto genérico. Até hoje a versão final de McTiernan é um mistério para o público.

Solo: Uma História Star Wars (2018), por Diego Francisco

A produção deste spin-off tem sido conturbada desde o início. Alden Ehrenreich, intérprete do jovem Han Solo, precisou de um instrutor para ajudar na sua atuação e, para piorar, os diretores Phil Lord e Chris Miller (dos ótimos Anjos da Lei e Uma Aventura LEGO) foram demitidos por diferença criativa, o estilo cômico da dupla não agradou. Eles logo foram substituídos pelo aclamado Ron Howard com três semanas e meia de filmagens pela frente e mais cinco de refilmagens.

Em Busca da Justiça (2015), por Diego Francisco

Em 2011, o roteiro do filme (Jane Got a Gun, no original) apareceu na Black List, lista anual dos melhores roteiros não produzidos. No ano seguinte, o filme estrelado por Natalie Portman entrou em fase de pré-produção com a diretora Lynne Ramsey como responsável pelo projeto. Em 2013 ela saiu por diferenças criativas junto com alguns outros membros da produção e com Jude Law, que queria trabalhar com Ramsey; vários outros atores foram substituídos e demorou anos para o filme sair do papel. Quando finalmente lançado e dirigido por Gavin O’Connor, Em Busca de Justiça teve uma recepção negativa da crítica e do público resultando num desastre de bilheteria.

Bohemian Rhapsody (2018), por Rafael Bernardes

Bryan Singer estava à frente do projeto que tem o objetivo de contar a história de Freddy Mercury e da banda Queen. Singer foi demitido e Dexter Fletcher assumiu seu posto. O motivo da demissão não foi revelado, mas, segundo o The Hollywwod Repórter, o diretor e Rami Malek, protagonista do longa, se desentendiam constantemente. As informações são de que o clima no set de gravação era péssimo. Há boatos de que a demissão teria a ver com acusações de assédio a Singer, mas não há confirmação disso.

Homem-Formiga (2015), por Rafael Bernardes

Edgar Wright foi o diretor escolhido para comandar Homem-Formiga, filme do herói da Marvel e trabalhou nele por 8 anos. Por conta de sua comédia característica, havia muita expectativa para que o longa fosse o mais autoral do estúdio. Segundo Wright, a Marvel não deu a liberdade criativa que esperava, principalmente no roteiro. Suas ideias eram diferentes das dos produtores, o que levou ao descontentamento de ambas as partes. Peyton Reed assumiu o seu lugar e terminou de dirigir a obra.


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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um editor de vídeos que está se formando em Publicidade & Propaganda aos 21. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ainda não possui o hábito de ver filmes de terror e é um pouco leigo quando se trata de cinema nacional, mas é um carinha boa praça que não dispensa ver um filme. Fã confesso do Nolan, Aronofsky e da Pixar.

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