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Extraordinário | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o drama estrelado por Julia Roberts, Owen Wilson e Jacob Tremblay!

Extraordinário | Crítica

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Ano: 2017

Direção: Stephen Chbosky

Roteiro: Steven Conrad, Jack Thorne, Stephen Chbosky

Elenco: Julia Roberts, Jacob Tremblay, Owen Wilson, Izabela Vidovic, Mandy Patinkin, Daveed Diggs, Danielle Rose Russell, Nadji Jeter, Sonia Braga

Baseado no livro homônimo, escrito por R.J. Palacio, Extraordinário poderia ser só mais um melodrama que explora a deficiência de alguém. Porém, o longa conta a história do menino Auggie, interpretado brilhantemente por Jacob Tremblay, que nasceu com deformidades em seu rosto de forma diferente. Ele passa por diversas cirurgias para sobreviver, mas sua aparência fica longe de ser normal. A trama gira em torno desse garoto em seu primeiro ano na escola, pois sempre estudou em casa, tendo como professora sua mãe, Isabel (Julia Roberts).

Como foi dito acima, a forma com que a história é contada passa a ser o principal diferencial da produção. A trama não foca apenas em Auggie, mas também em seus familiares. Owen Wilson, sempre interpretando o melhor pai do mundo, convence como um “herói” e “protetor” do jovem. Via (Izabela Vidovic) é irmã do menino, possuindo seus próprios dramas pessoais, por conta da falta de atenção que sempre recebeu. Na verdade, todos os personagens têm seus problemas e isso é muito bem explorado. Se tratam de personagens cinzas, com seus defeitos e qualidades. Ninguém é esquecido, até os amigos de Auggie e Via são bem desenvolvidos.

As atuações são espetaculares. Tremblay, como já foi dito, está muito bem. Julia Roberts impressiona com o rage dramático apresentado e todas as facetas de uma mãe super protetora, que ela transpassa com naturalidade. Vidovic é outro destaque, conseguindo mostrar todo o sentimento de uma adolescente com diversos problemas emocionais. Claro que todas as situações enfrentadas pelos personagens são amenizadas por conta do ambiente em que vivem. Todos (ou quase) são de classe média alta e têm uma certa facilidade para superar alguns problemas.

Mesmo assim, o longa mostra como a vida é dura para todos e que as dificuldades são imensas. Além disso, a trama ultrapassa o limite de assuntos que ficariam restritos para um filme com essa temática. O roteiro fala sobre adolescência, amizade, divócio na perspectiva dos filhos, infância e bullying. Tudo isso sem passar do ponto ou acumular temas. É tudo muito natural.

Steven Chbosky é o diretor do longa e também contribui na escrita do roteiro. Para quem não o conhece, ele comandou As Vantagens de ser Invisível, tendo as mesmas funções. E ele consegue repetir o feito de seu filme anterior: passar naturalidade. As coisas parecem reais, temos a sensação de que aquilo poderia acontecer conosco, e isso deixa tudo mais triste, bonito e emocionante.

A emoção é outro ponto importante, pois poderia esbarrar em diversos clichês. Porém, ficamos emocionados em diversos momentos, até em situações comuns dos personagens, pois o envolvimento com a trama é gigantesco. Mais um ponto positivo para Chbosky. Se trata de um lindo filme, contando uma história tocante, mas sem esquecer de todos aqueles que a rodeiam.

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Estudante de Jornalismo, formado em Programação. Fanático por Cinema, começou a gostar mesmo da sétima arte depois de velho. Estuda por conta própria e pretende seguir “carreira” como Crítico de Cinema.

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