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Jogos Mortais: Jigsaw | Crítica 2

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o oitavo filme da franquia!

Jogos Mortais: Jigsaw | Crítica 2

Resultado de imagem para jogos mortais jigsaw posterJogos Mortais: Jigsaw (Jigsaw)

Ano: 2017

Direção: Michael Spierig, Peter Spierig

Roteiro: Josh Stolberg, Pete Goldfinger

Elenco: Matt Passmore, Tobin Bell, Callum Keith Rennie, Clé Bennett, Laura Vandervoort, Mandela Van Peebles, Brittany Allen

O oitavo filme da franquia Jogos Mortais. Nesse momento, é necessário nos perguntarmos: era necessário mais um? O sétimo filme foi um desastre, era para ser o encerramento. O primeiro longa foi ótimo, o segundo manteve a qualidade, o terceiro já não foi tão bom. Depois da trilogia, nenhum outro filme foi sequer aceitável. A ganância por saber que tortura e sangue dão dinheiro fizeram com que uma ótima franquia ficasse cada vez mais decadente. Essa sede por fazer dinheiro com algo batido foi o que reviveu Jogos Mortais. Porém, seu tempo como zumbi está prestes a terminar.

A história conta os acontecimentos dez anos depois dos últimos jogos, nos apresentando a novos personagens, todos caricatos e que ocupam o mesmo “cargo” que existiam nos filmes anteriores. O detetive bom, o detetive mal e os dois legistas (novos, mas com motivações semelhantes). Jigsaw se tornou uma lenda e, mesmo sendo impossível, os questionamentos sobre ele ainda estar vivo surgem a todo momento. Isso só é feito para deixar o espectador na dúvida, enquanto a trama segue em um jogo qualquer.

O suspense não é bem empregado no longa, e o desenvolvimento das vítimas é pior ainda. Não nos importamos realmente com quem vai morrer. As revelações de seus passados são atiradas, surgindo fatos mirabolantes e sem qualquer reflexo em suas personalidades. As atuações também deixam a desejar. Não há uma performance que chame a atenção.

A direção de Michael SpierigPeter Spierig é simples, mas sem graça. Não há jogadas de câmera ou planos que façam o espectador sentir mais tensão ou ficar mais apavorado com o que está sendo mostrado. Os jogos são bem feitos, passando veracidade e o “gore”, na maioria das vezes não é exagerado. Porém, por vezes, os efeitos visuais ficam evidentes e o plano detalhe acaba deixando a cena um tanto ridícula.

O roteiro tem diversos problemas, mas não é a pior coisa do longa. A história, apesar dos absurdos, é bem fechada. É possível que nos surpreendamos com os acontecimentos e há uma inteligência no desenvolvimento de alguns elementos. Jogos Mortais: Jigsaw é um filme desnecessário de uma franquia que já deveria ter acabado. Não há relevância para a história geral interligada pelas sete produções anteriores e nada de inovador que ressuscite os jogos de tortura mais conhecidos de Hollywood.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 1/5]

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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