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Especial | Os 10 melhores filmes baseados na obra de Stephen King

As 10 melhores adaptações dos livros e contos do Mestre do Horror!

Especial | Os 10 melhores filmes baseados na obra de Stephen King

Não dá para negar, 2017 foi o ano das adaptações dos livros e contos de Stephen King. Tivemos os filmes It: A Coisa1922, Jogo Perigoso, A Torre Negra, além das séries O Nevoeiro e Mr. Mercedes. Pois é, independente da qualidade de cada um, não é pouca coisa. E como se não bastasse, outras importantes produções baseadas na obra do autor estão sendo planejadas para 2018, como a série Castle Rock.

Por conta disso, decidimos separar os melhores filmes que adaptam as palavras escritas do Mestre do Horror.

Confira:


  • À Espera de um Milagre (1999), por Carlos Redel

Um clássico da Tela de Sucessos, do SBT. Provavelmente, responsável por te fazer chorar copiosamente em posição fetal. À Espera de um Milagre é um filme extremamente sensível, mas sem deixar de ser bruto. Frank Darabont (praticamente, um especialista em adaptar obras de Stephen King, também diretor de Um Sonho de Liberdade e O Nevoeiro), conta aqui a história de John Coffey (Michael Clarke Duncan), um gigantesco homem condenado à morte por, supostamente, ter abusado e matado duas garotinhas. Ao chegar na ‘milha verde’ (Green Mile, do título original), ala em que aqueles que vão ter o seu fim na cadeira elétrica esperam a sua vez, Coffey começa a mudar a vida dos carcereiros e dos prisioneiros daquele lugar. O seu dom, de absorver toda a dor daqueles que sofrem, além de sua bondade e inocência, conquistam o espectador desde o seu primeiro minuto em tela, demonstrando o grande talento do saudoso Duncan. Ah, vale lembrar que o protagonista do filme é Tom Hanks, mas quem rouba a cena é Duncan e seu John Coffey, personagem já imortalizado na sétima arte. Um grande filme, em todos os sentidos!


  • O Nevoeiro (2007), por Carlos Redel

Na trama de O Nevoeiro, conhecemos um grupo de moradores de uma pequena cidade que, após uma misteriosa névoa tomar conta do lugar, se vê trancado em um supermercado. Ali, eles vão precisar ficar sitiados, pois, na parte de fora, monstruosas criaturas estão à espreita, apenas aguardando para destroçar impiedosamente qualquer um que resolva sair andando pelas ruas. Não demora muito – quase nada, na verdade – para que aquela mini civilização comece a descobrir suas diferenças. Tudo potencializado pela morte que está do outro lado da porta. Assim, o diretor e roteirista Frank Darabont, novamente adaptando – e muito bem – uma obra de Stephen King, nos revela uma cruel verdade: os piores monstros não são seres com garras ou tentáculos, mas, sim, as pessoas. E o que mais choca em O Nevoeiro é o quanto ele se tornou ainda mais atual nos dias de hoje, com a intolerância e o fanatismo religioso tomando conta do mundo. Uma brilhante representação da nossa sociedade. E, como se isso não bastasse, o longa possui um final extremamente corajoso e chocante.


  • Conta Comigo (1986), por Carlos Redel

Conta Comigo já tem mais de 30 anos de idade e, mesmo assim, continua muito presente na cultura pop, sendo referenciado por diversas obras, além de ser um dos exemplos mais marcantes da sétima arte sobre amizade, fidelidade, aventura e companheirismo. Na trama, acompanhamos quatro crianças, todas na casa dos 12 anos, saindo para procurar um cadáver que está nas redondezas – assim, sem mais nem menos. Apesar da história parecer simples, o filme apresenta diversas camadas e atmosferas, tudo muito bem orquestrado por Rob Reiner. O longa consegue mesclar uma aventura contagiante, daquelas que fazem a nossa nostalgia disparar, passando por um clima melancólico, ao revelar as cicatrizes internas dos garotos, até um suspense dos bons, criando ótimos momentos de tensão – seja com um trem ou com valentões. Conta Comigo, certamente, merece ser visto e revisto por todas as gerações. Um clássico incontestável!


  • It: A Coisa (2017), por Diego Francisco

A nova adaptação é superior à de 1990 (humildemente auto-referida como Uma Obra-Prima do Medo) em todos os sentidos, exceto no Pennywise, em que Bill Skaarsgard se iguala ao palhaço vivido por Tim Curry. As sete crianças do filme são interpretadas por ótimos atores-mirins e todos tem um tempo de tela equilibrado. Como toda obra de King envolvendo crianças ou adolescentes, há um foco muito grande no amadurecimento e no forte laço entre eles, que os fazem ter coragem o suficiente para enfrentar o palhaço demoníaco. Como terror, It não faz feio. Mesmo que exagerando no CGI em partes, a tensão quando “a coisa” está em tela, como Pennywise ou como qualquer uma de outras formas é sufocante. E, assim, são criados momentos memoráveis, como a cena dos slides, cortesia da competente direção de Andy Muschietti, também do ótimo Mama.


  • Cemitério Maldito (1989), por Diego Francisco

O filme começa quando uma família enterra seu falecido gato em um cemitério de animais, onde não demora muito para o bichano voltar à vida. O que facilmente seria algo feliz, logo dá lugar ao terror quando notam que o que é trazido de volta pelo cemitério retorna diferente. A situação piora quando começam a enterrar humanos lá. Cemitério Maldito é simples e curto, mas não menos eficiente. O filme explora bem o protagonista, Louis Creed (Dale Midkiff), e como os homens tendem a reprimir os seus sentimentos, o que o leva a tomar decisões mortais. Vale ressaltar a presença da música Pet Sematary, dos Ramones, nos créditos finais.


  • Louca Obsessão (1990), por João Vitor Hudson

Quatro anos após Conta Comigo, Rob Reiner entregou Louca Obsessão, um clássico do suspense que coloca Kathy Bates na pele de Annie Wilkes, a fã número 1 do escritor Paul Sheldon (James Caan). A trama é simples, mas muito eficiente. Após terminar seu primeiro livro, desde que finalizou a franquia literária Misery, Sheldon sofre um acidente de carro em uma forte nevasca e é resgatado por Annie. A mulher é uma enfermeira obcecada pelo autor, que o sequestra e o obriga a escrever um novo livro de Misery, pois a mesma estava insatisfeita com o final dado por Sheldon. O longa rendeu à Kathy Bates o Oscar de Melhor Atriz, além de um Globo de Ouro, e só reforçou o nome de Stephen King em Hollywood, provando que suas histórias ainda rendiam muito.


  • Na Hora da Zona Morta (1983), por João Vitor Hudson

Se juntar Stephen King e David Cronenberg, o resultado pode ser um clássico do suspense. Christopher Waltz estrela o suspense de ficção científica sobre um professor de literatura que acorda de um coma de cinco anos com a habilidade paranormal de prever no futuro, mas sem a carreira e a noiva que tinha antes do acidente que o deixou desacordado. Ao fazer sucesso na comunidade onde vive como o homem que acordou do coma com poderes, ele enfrenta um dilema: interferir o futuro ou sofrer sozinho com as tragédias que estão prestes a acontecer. O livro em que o filme se baseia é um dos mais famosos de King, tendo rendido até mesmo uma série de TV no canal USA, com as seis temporadas estreladas por Anthony Michael Hall.


  • O Iluminado (1980), por Rafael Bernardes

O Iluminado é um dos filmes mais odiados por Stephen King. Quando o longa foi lançado, o autor da obra original ficou tão revoltado que, tempos depois, fez a sua própria versão, mas que não ficou boa. A produção de Stanley Kubrick começou a ser mais cultuada com o passar dos anos, sendo considerada por muitos como o melhor filme de terror psicológico já feito. A atuação de Jack Nicholson beira à perfeição, passando toda a insanidade necessária de seu personagem. Com uma trama simples e poucos cenários, O Iluminado é, de fato, um grande clássico do cinema.


  • Carrie: A Estranha (1976), por Rafael Bernardes

Carrie é uma menina que sofre no colégio, por conta de piadas e pegadinhas feitas por seus colegas. Ela é introspectiva e nitidamente não se encaixa em nenhum grupo. Além disso, ela possui dons paranormais, que implicam em mais problemas para a moça. Sua mãe não a trata bem, na verdade, é bem pelo contrário. Carrie: A Estranha poderia ser um terror trash, mas se torna um suspense angustiante e muito bem realizado. Atuações incríveis e uma direção impecável de Brian De Palma.


  • Um Sonho de Liberdade (1994), por Rafael Bernardes

Um Sonho de Liberdade tem como protagonista Tim Robbins, em sua melhor atuação. Morgan Freeman é o ator coadjuvante, também fazendo seu papel com maestria. Com uma direção simples, mas um roteiro espetacular, o longa traz surpresas sem ser forçado, fazendo com que o espectador acredite no que está acontecendo. É difícil não gostar desse filme, ele agrada ao grande público e também àqueles mais exigentes. Se trata de uma obra indispensável e uma das melhores adaptações de obras de Stephen King, na primeira imersão de Frank Darabont ao universo do autor. Vale lembrar, ainda, que Um Sonho de Liberdade é o filme mais bem cotado do IMDb, liderando o Top 250 do site, à frente de O Poderoso Chefão, por exemplo.


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 25 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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