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Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o novo longa de Stephen Frears!

Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha | Crítica

Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha (Victoria and Abdul)

Ano: 2017

Roteiro: Lee Hall

Direção: Stephen Frears

Elenco: Judi Dench, Ali Fazal, Eddie Izzard, Adeel Akhtar, Tim Pigott-Smith, Olivia Williams, Fenella Woolgar, Paul Higgins

Uma história real sobre a amizade de um homem muçulmano (Ali Fazal) com a Rainha Victoria (Judi Dench). É o segundo longa do diretor Stephen Frears com essa temática monárquica, após ser responsável pelo ótimo A Rainha, de 2006. Frears aposta em um drama recheado de humor negro para retratar uma história sensível e que necessitava de um olhar cinematográfico. A importância de uma relação como essa é inegável, por conta de todos os conflitos históricos e por Victoria, naquela época, ser a imperatriz da Índia.

A trama gira em torno de duas vidas, contando como era a situação de Abdul, um indiano simples e Victoria, a Rainha já idosa que estava entediada daquela vida real. A aproximação deles acontece por conta de uma solenidade para homenagear a monarca. O laço que a mulher cria com o servo é retratado de forma apressada, sem muito desenvolvimento. Mohammed (Adeel Akhtar), outro homem indiano foi para a Inglaterra junto com Abdul. Se trata do melhor personagem do filme, trazendo um alívio cômico espontâneo e com um desenvolvimento sutil e muito bem realizado.

Logo, Abdul já está próximo à Rainha e, cada vez ganhando mais espaço, tornando-se um braço direito. Os motivos que a fazem tomar essas decisões ficam claros, mas nem todos são plausíveis. Há um abuso de poder por parte dela, mas seu lado por vezes é bem explorado. A monarca está cansada daquela vida, de todos os interesseiros ao seu redor, ela precisava de alguém de confiança. Porém, o longa não deixa claro se ela possuía apenas carinho ou se estava apaixonada por Abdul.

O roteiro possui poucas inconsistências, tendo como o principal problema o desenvolvimento dos personagens. A direção de fotografia é ótima, modificando bruscamente a paleta de cores quando os cenários necessitam de transformação. Na Índia a coloração é alaranjada, mostrando vida. Na Inglaterra tudo é cinza, passando o clima gélido e as dificuldades que os protagonistas enfrentariam.

A atuação de Ali Fazal deixa a desejar em diversos momentos. Quando uma dramaticidade maior é necessária, ele não consegue entregar. Por outro lado, Judi Dench dá vida a uma ótima personagem. Mesmo com um desenvolvimento não muito bom, a atriz acerta na dose de drama, humor negro e ironia. Se trata de um filme desregular em alguns momentos, com uma bela fotografia e algumas atuações interessantes. A história em si é interessante, mas poderia ter sido retratada de uma forma mais profunda.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 3/5]

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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