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Especial | As 10 melhores atuações de Leonardo DiCaprio que mereciam, mas não ganharam um Oscar

Depois de anos sendo esnobado, o ator foi premiado pela Academia por seu desempenho em O Regresso!

Especial | As 10 melhores atuações de Leonardo DiCaprio que mereciam, mas não ganharam um Oscar

O Oscar de Leonardo DiCaprio finalmente veio, em 2016, com O Regresso, o que acabou com as piadas e os memes, mas não apagou as injustiças que o ator sofreu da Academia ao longo das décadas. Aos 43 anos, DiCaprio tem uma carreira extensa repleta de filmes excepcionais de grandes diretores. Começando a atuar quando criança, o ator não caiu no esquecimento e sempre se manteve relevante em Hollywood.

Por isso, a equipe do Bode na Sala reuniu as 10 grandes atuações de DiCaprio que deveriam ter ganho o Oscar, mas que, em alguns casos, ele sequer foi indicado ao prêmio.

Confira:


  • Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador (1993), por Carlos Redel

Um dos primeiros filmes da carreira de Leonardo DiCaprio. Uma das primeiras demonstrações do seu destruidor talento. Em Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador, o ator interpreta Arnie, irmão mais novo e com problemas mentais do personagem-título, que é vivido por Johnny Depp. DiCaprio consegue, de maneira espetacular, construir toda a confusão, inocência e transtorno que habita na cabeça de Arnie. O jovem ator mantém o seu personagem, que facilmente poderia descambar para o exagero, dentro da realidade, passando uma sensibilidade impressionante e emocionante. Mesmo não sendo o protagonista do drama, DiCaprio rouba todas as cenas em que aparece, tomando o filme para si. Um dos seus melhores desempenhos. Apesar de ter sido apenas indicado ao Oscar, já naquele ano, o ator merecia um prêmio da Academia. Foi soberbo.


  • Diário de um Adolescente (1995), por Diego Francisco

Na segunda metade dos anos 1990, Leonardo DiCaprio estava se tornando um ator popular entre as jovens, estrelando filmes de romance e drama e, apesar da qualidade de alguns dos seus longas ser questionável, o nível de atuação dele nunca caiu. Baseado em fatos reais, Diários de um Adolescente segue a conturbada juventude de Jim Carrol e sua inevitável queda para o mundo das drogas por sua incapacidade de lidar com o seu mau desempenho escolar e com a leucemia do seu melhor amigo. Assim, ele acaba recorrendo a assaltos e a prostituição para sustentar o seu vício. No fundo do poço, a atuação de DiCaprio não só é extremamente convincente e de quebrar o coração. Ao lado de Lorraine Bracco, que interpreta a mãe do protagonista, ele vive um dos mais devastadores momentos da sua carreira: depois de se desvencilhar da sua mãe todas as vezes em que ela queria ajudá-lo, ele tenta voltar para casa e, desta vez, ela não quer deixá-lo entrar. Cena difícil de se assistir.


  • Prenda-me se For Capaz (2002), por Rafael Bernardes

Baseado em fatos, Prenda-me se For Capaz conta a história de Frank Abagnale Jr., interpretado por Leonardo DiCaprio. Frank viajou por diversos lugares se passando por co-piloto e convenceu diversas pessoas de que era médico e advogado. Sempre tirando proveito e enganando todos ao seu redor, era perseguido por Carl Hanratty (Tom Hanks) num jogo de gato e rato, em que os dois desenvolvem uma curiosa relação. A atuação de DiCaprio é espetacular, passando a leveza e o range dramático necessário; o próprio Frank Abgnale, Jr. não acreditava que o ator seria capaz de interpretá-lo e se surpreendeu. O personagem é extremamente humano, apesar de ser cômico e complexo. Ser engraçado e dramático ao mesmo tempo não é uma tarefa fácil e o ator a desenvolveu com maestria.


  • O Aviador (2004), por Carlos Redel

Mais de 10 anos depois de sua primeira indicação ao Oscar, por Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador, DiCaprio volta a disputar uma estatueta da Academia, dessa vez pelo papel do excêntrico Howard Hughes. E não é exagero dizer que essa foi uma de suas performances mais memoráveis. No longa de Martin Scorsese, o ator dá vida a um personagem que poderia facilmente acabar sendo uma caricatura, caso caísse em mãos menos talentosas. DiCaprio interpreta quase 30 anos da vida Hughes, conseguindo dar uma profundidade incrível ao milionário, acentuando cada fase de sua vida de maneira convincente e demonstrando, sem exagerar, suas obsessões, fobias e neuroses, mas também destacando o seu perfeccionismo e motivações. O ator brilha ao revelar, de maneira sensível, a devastação psicológica de seu personagem ao passar dos anos. Um grande filme. Um trabalho excepcional de DiCaprio.


  • Os Infiltrados (2006), por Rafael Bernardes

Em Os Infiltrados, Leonardo DiCaprio interpreta Billy Costigan, um jovem policial que possui a missão de se infiltrar na máfia, mais especificamente no grupo comandado por Frank Costello (Jack Nicholson). O longa é dirigido por Martin Scorcese e contém toda a violência esperada. O grande destaque do filme, sem dúvidas, é a atuação de DiCaprio, que vive o personagem de forma magistral. As nuances são muito bem transpassadas, dando veracidade ao personagem. Do outro lado, Matt Damon interpreta um personagem totalmente oposto; enquanto Costigan passou a vida inteira tentando se desvencilhar das ligações com o crime organizado de sua família e é obrigado a se infiltrar na máfia quando se torna policial, Colin Sullivan (Damon) trabalha para a máfia desde sempre e se infiltrou na polícia como fonte de informações. Os dois ficam em constante tensão, mas um vive na pior e outro no conforto, o que faz com que a produção seja espetacular. DiCaprio certamente deveria ter sido lembrado pela Academia, no entanto, Diamante de Sangue foi lançado no mesmo ano.


  • Diamante de Sangue (2006), por Carlos Redel

Vindo de uma indicação ao Oscar dois anos antes, por sua incrível atuação em O Aviador, DiCaprio entrega duas grandes performances em 2006: em Os Infiltrados e em Diamante de Sangue, o qual rendeu sua terceira indicação. No longa de Edward Zwick, DiCaprio dá vida a Danny Archer, um mercenário que, em busca de diamantes em Serra Leoa, acaba formando uma parceria com um pescador local, que está em busca de seu filho, sequestrado para ser soldado miliciano – apesar da nobre causa, Danny só está interessado em dinheiro. E é isso que faz da atuação de DiCaprio digna de reconhecimento e elogios aqui. O seu personagem é cínico e sem quaisquer amarras morais, não medindo esforços para obter o que quer. Com isso, o Danny de DiCaprio carrega o (apenas bom) filme nas costas. Mesmo com tentativas do roteiro de amenizar o seu real e único objetivo, o ator não deixa o seu personagem cair nessas armadilhas, deixando sempre claro o caráter pouco confiável de Danny. Assim, temos mais um ótimo trabalho de DiCaprio.


  • Ilha do Medo (2010), por Diego Francisco

Na sua quarta colaboração com Martin Scorsese, DiCaprio vive um dos seus personagens mais complexos. O detetive Teddy Daniels é uma lenda da investigação e por trás da sua fama existe um homem que lida com os fantasmas do seu passado, o stress pós-traumático após vivenciar horrores na Segunda Guerra Mundial e a morte da sua esposa (Michelle Williams) em um incêndio criminoso. Quando ele parte para investigar o misterioso desaparecimento de uma paciente em um hospital psiquiátrico, Daniels se vê dentro de uma conspiração e se depara com a possível presença do assassino de sua esposa. Atormentado por fortes enxaquecas e estranhos sonhos, todo o ambiente da ilha faz com que Daniels lentamente ceda para a insanidade. A performance de DiCaprio consegue convencer da loucura e manter a sanidade de forma que o espectador nunca duvide das habilidades de seu personagem enquanto detetive, ainda que suspeite do mesmo.


  • J. Edgar (2011), por Diego Francisco

Já foi dito que a melhor das performances pode redimir o pior dos filmes. Algo similar se aplica a J. Edgar. A direção de Clint Eastwood não conseguiu salvar o longa do roteiro lento e arrastado, sendo a atuação do Leonardo DiCaprio é a única qualidade redentora. O ator vive J. Edgar Hoover com intensidade, recriando a figura durona do agente e, ao mesmo tempo, dá dimensão ao personagem nos momentos mais dramáticos em que Edgar relutantemente tenta lutar contra sua homossexualidade e se entrega ao romance nos braços de Clyde Tonson (Armie Hammer), seu colega. Mesmo utilizando uma pesada maquiagem para viver o personagem nos últimos anos de sua vida, a performance de DiCaprio continua sensacional. Infelizmente, o filme passou batido na temporada de premiações do ano e rendeu pouquíssimas indicações de Melhor Ator para Leonardo DiCaprio. Nenhuma delas foi no Oscar.


  • Django Livre (2012), por João Vitor Hudson

O primeiro faroeste legítimo de Quentin Tarantino foi responsável por um dos papéis mais famosos de Leonardo DiCaprio, o vilão Calvin Candie. O personagem é um arrogante fazendeiro que tem um negócio de Mandingo, um esporte mortal onde escravos lutam entre si. DiCaprio se entregou tanto ao papel que realmente machucou a mão na famosa cena onde Candie confronta Django (Jamie Foxx) e o Dr. Schultz (Christoph Waltz), tendo sangrado de verdade. O ator não só continuou a cena como se nada tivesse acontecido, como também esfregou o seu machucado na cara da atriz Kerry Washington. DiCaprio literalmente deu seu sangue para o filme e ainda assim não foi indicado ao Oscar. Waltz foi nomeado ao prêmio de Melhor Ator Coadjuvante pelo filme e venceu na sua segunda colaboração com Tarantino. Duas indicações, duas vitórias.


O Lobo de Wall Street (2013), por João Vitor Hudson

Cocaína, sexo, festas com anões e muito dinheiro. As memórias de Jordan Belfort ganharam vida neste longa de Martin Scorsese, no qual Leonardo DiCaprio nos brindou com uma poderosa atuação do magnata de Wall Street que passou a perna em diversos investidores da bolsa de valores. O filme com mais palavrões registrados até hoje foi a quinta colaboração de Scorsese com DiCaprio, que foi indicado ao Oscar pelo papel, mas acabou perdendo o prêmio para Matthew McConaughey em Clube de Compras Dallas. O mais irônico é que McConaughey faz uma ponta em Lobo como o mentor de Belfort em uma cena icônica. Na atuação de DiCaprio conseguimos ver reflexos de seus outros personagens: a elegância de O Grande Gatsby, a viciosidade de Cavin Candie e a loucura de Teddy Daniels.


E aí, concorda com a lista? Acha que faltou um filme? Escreva nos comentários abaixo.


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Estudante de jornalismo, tem 18 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e é adepto ao estilo sul-coreano de vingança.

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