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Depois Daquela Montanha | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o drama de sobrevivência estrelado por Kate Winslet e Idris Elba!

Depois Daquela Montanha | Crítica

Resultado de imagem para depois daquela montanha posterDepois Daquela Montanha (The Mountain Between Us)

Ano: 2017

Roteiro: J. Mills Goodloe, Chris Weitz

Direção: Hany Abu-Assad

Elenco: Kate Winslet, Idris Elba, Beau Bridges, Dermot Mulroney, Vincent GaleBethany Brown

Dois ótimos atores são colocados para contracenar juntos, sem praticamente nenhuma outra pessoa no elenco principal, em um filme de sobrevivência na neve. O rage dramático tem tudo para ser gigantesco e apresentar ótimas atuações em uma ótima história. Porém, a necessidade de inserir romance, só por se tratar de pessoas bonitas e sozinhas no meio do nada, estraga um longa que continha uma ótima premissa.

Depois Daquela Montanha conta a história de Alex (Kate Winslet) e Ben (Idris Elba), que acabam tendo um voo cancelado. Ela precisa chegar a tempo para se casar e ele tem uma cirurgia inadiável. A mulher tem a ideia de pagar um aviador para leva-los aos seus destinos. Os dois não se conhecem e o acaso os une, por estarem com muita pressa. Tudo ocorre bem até o piloto ter um derrame e resultar na queda do avião.

A dupla acaba sobrevivendo, juntamente com um cachorro (que estava totalmente solto no avião, sem cinto). A partir daí, o longa se torna tenso, com o instinto de sobrevivência à flor da pele. É interessante o conflito de personalidades. Enquanto Alex age sem pensar, comete erros o tempo inteiro, mas contém uma perseverança fora do comum, Ben é frio e calculista, sempre pensando um passo à frente, mas não toma atitudes para realmente sair da situação.

A tensão imposta convence e há momentos que nos passam a sensação de que aquelas pessoas podem não sobreviver. Porém, há elementos colocados em tela que facilitam a vida da dupla e não há justificativa para que eles existam. Isso resulta na quebra de verossimilhança e em alguns furos de roteiro. O primeiro ato é razoável, o segundo é bom e o terceiro se torna vergonhoso, por conta da implementação do romance na trama. Não há necessidade de uma paixão, mesmo com todos os obstáculos enfrentados por eles.

Nem as atuações dos protagonistas (que não são tão boas quanto o esperado) conseguem salvar a tentativa de um romance incongruente com as situações. As paisagens são magníficas e os planos abertos passam um encantamento. A direção como um todo é boa, mas poderia ser mais ousada e conter mais planos-detalhe.

O final do filme decepciona muito, por conta da boa construção da história, realizada principalmente no segundo ato. Como um longa de sobrevivência, Depois Daquela Montanha convence e poderia ser uma obra consistente, mas os problemas de roteiro, juntamente com os minutos finais, fazem com que muitos pontos positivos se percam e, ao invés de elevar o nível do filme, fazem com que ele se torne esquecível.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 1/5]

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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