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Esta é a Sua Morte | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o longa de Giancarlo Esposito!

Esta é a Sua Morte | Crítica

Esta é a Sua Morte (This is your Death)

Ano: 2017

Roteiro: Noah Pink, Kenny Yakkel

Direção: Giancarlo Esposito

Elenco: Josh Duhamel, Famke Janssen, Sarah Wayne Callies, Giancarlo Esposito, Chelah Horsdal, Caitlin Fitzgerald, James Franco, Chris Ellis

A sociedade do espetáculo, misturada com a sede de sangue contida no ser humano dá vida a Esta é a Sua Morte. É possível perceber porque programas de televisão como os diversos apresentados por João Kleber dão audiência. Parte de um público televisivo gosta do sensacionalismo, de ver testes de fidelidade armados, de ouvir o “corta pra mim”, “porrada nesse vagabundo”, proferido nos Balanços Gerais espalhados pelo Brasil. A figura do apresentador é mitificada e muitas vezes a personalidade sai das telas e vai para as urnas, como o que foi mostrado em Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro.

No longa, Adam Rogers, interpretado por Josh Duhamel, é um apresentador de um reality show que se resume a uma disputa para ver quem vai casar com um milionário. Porém, ao sofrer a derrota, uma das mulheres atira no “noivo”, matando-o. Ela tenta assassinar sua concorrente, mas o apresentador a protege. A moça desiste e se suicida. Uma cena forte e bem realizada. Com isso, Rogers se torna um mito, um herói corajoso, mas ele desmistifica isso em uma entrevista, falando sobre o que acredita e detonando esse tipo de programas de televisão.

A partir desse momento, o roteiro já apresenta inconsistências. Após um discurso cheio de sentimento, um desabafo, ele resolve criar um reality show cujo objetivo é que os participantes se matem para ganhar muito dinheiro e, assim, ajudar suas famílias. Essa ideia não vai de encontro ao que ele parece pensar, é difícil de crer na veracidade das ideias do protagonista.

A atuação de Duhamel é razoável, mas ele peca quando se faz necessário um “rage” dramático. Famke Janssen está com a mesma cara de sempre, mas não compromete. O grande destaque do elenco é Giancarlo Esposito, que também é o diretor do longa. Ele entrega tudo o que é esperado e mais um pouco, apresentando dramas pesados da vida de um cidadão comum.

Mesmo com alguns problemas, o roteiro é bom, dando o peso ideológico necessário ao filme. Questões como violência e sensacionalismo na televisão são abordadas o tempo inteiro e duramente criticadas. A direção de Esposito é ótima, tendo uma mise-en-scène bem satisfatória. A obra consegue ser divertida, pesada e chocante ao mesmo, fazendo o espectador pensar sobre esse tipo de entretenimento e as consequências da ganância.

Giancarlo Esposito, que é um ótimo ator, se consolida como diretor, cometendo poucos erros e entregando um bom filme.

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Estudante de Jornalismo, formado em Programação. Fanático por Cinema, começou a gostar mesmo da sétima arte depois de velho. Estuda por conta própria e pretende seguir “carreira” como Crítico de Cinema.

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