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Especial | Ótimos filmes sobre magia e bruxaria

Dicas para todos os gostos para curtir bem o Halloween!

Especial | Ótimos filmes sobre magia e bruxaria

As bruxas e bruxos, que há muitos séculos fazem parte do imaginário popular, acabaram se tornando muito importantes para o cinema, desde os seus primórdios, tendo destaque em incontáveis produções. Quase sempre, obviamente, renegados ao papel de antagonistas. No entanto, de uns tempos para cá, esses seres mágicos acabaram encontrando, também, o protagonismo das histórias e, em algumas delas, conseguindo até os papéis de heróis e heroínas.

Por conta disso, o Bode na Sala, que está em clima de Halloween, separou algumas produções sobre magia e bruxaria para você curtir enquanto come gostosuras ou faz travessuras.

Confira:


  • Jovens Bruxas (The Craft, 1996), por André Bozzetti

Mesmo seguindo uma temática manjada da garota recém chegada na cidade, que tem dificuldades de se adaptar na escola e ser aceita pelos novos colegas, Jovens Bruxas consegue se tornar interessante ao acrescentar à história o ingrediente da bruxaria. As garotas que acabam acolhendo Sarah Bailey, a novata, são obviamente de um grupo que também é totalmente deslocado dentro da escola. As jovens em questão costumavam praticar magia e ocultismo, mas sem resultados práticos. Com a chegada de Sarah, no entanto, as coisas começam a mudar. O clima do filme varia de um romance bobo a algo próximo ao terror um tanto quanto sombrio, com situações realmente pesadas. É uma boa representação de alguns conflitos que são tão comuns na adolescência, como a necessidade de pertencer a um grupo e a auto-aceitação, por exemplo. De certa maneira, discute o bullying e suas consequências, e também a forma como o poder corrompe as pessoas. É uma ótima opção para assistir comendo pipoca em uma tarde ou noite chuvosa.


 

  • Da Magia à Sedução (Practical Magic, 1998), por Rafael Bernardes

Sandra Bullock e Nicole Kidman interpretam duas bruxas que sempre evitaram realizar magia. Elas pertencem a uma família de magos e decidem fazer um feitiço quando o namorado de uma delas morre. Ótimas atuações e uma história interessantíssima, o longa transpassa a sensualidade das protagonistas mesclando com um suspense, em uma tensão que domina o espectador. Não se trata de um filme pesado, mas envolvente e divertido sobre relacionamentos e bruxaria. Um ótimo longa pra assistir no Halloween com uma pegada mais leve em relação aos demais filmes propícios para essa data.


  • O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, 1939), por Rafael Bernardes

Quando um ciclone passa pelo Kansas, Dorothy e seu cachorro são levados para a terra mágica de Oz. Lá ela encontra um espantalho que precisa de um cérebro, um homem de lata sem coração e um leão covarde. Eles embarcam em uma busca pela vassoura da bruxa má, a pedido do mago. Se trata de uma história linda, que atravessa o tempo e nunca se torna batida. Há ensinamentos profundos sobre amizade, lealdade, amor, etc. As atuações estão excelentes, assim como o resto do filme. Direção, fotografia, roteiro. É uma produção impecável, um clássico, considerado por muitos especialistas como um dos melhores filmes de todos os tempos.


  • Malévola (Maleficent, 2014), por João Vitor Hudson

Em 1959, Walt Disney apresentou ao mundo A Bela Adormecida, um longa animado que se tornou um clássico e passou a ser a versão “definitiva” do conto de fadas dos Irmãos Grimm. O tempo passou, e a Disney decidiu que estava na hora de revisitar seus clássicos, mas agora em filmes feitos em carne e osso (também conhecidos como live-action). Em 2014, a mesma lança Malévola, que traz a história da princesa dorminhoca pelo ponto de vista da vilã, interpretada aqui por Angelina Jolie. O roteiro apresenta um lado nunca visto da personagem, focando em sua adolescência apaixonada e em como ela foi desacreditada no amor. Aí vemos a evolução de uma fada para uma bruxa poderosa na base de um amor reprimido. Depois começa a história que todo mundo conhece: ela chega de surpresa no batizado da filha do rei, joga uma maldição e vocês sabem o resto. Mas o filme, mesmo trazendo a história batida de sempre, é bem legal, pois traz novos detalhes ao enredo, como Malévola avistando a garota de longe (cuja infância é representada pela filha de Angelina, Vivienne Jolie-Pitt), batalhas medievais, mas tudo com a já conhecida magia Disney. É um filme que destoa um pouquinho do restante desta lista, mas com uma bruxa tão poderosa quanto as outras (ou até mais).


  • A Bruxa (The Witch, 2016), por João Vitor Hudson

Ambientado no século XVII da Nova Inglaterra (região localizada no nordeste dos EUA), A Bruxa é considerando um dos filmes recentes de terror mais importantes. O longa apresenta aquela atmosfera de conservadorismo cristão que ditava as regras da sociedade naquela época (se bobear, até hoje isso acontece), e a tensão é muito presente o tempo todo. A personagem principal é Thomasin (Anya Taylor-Joy), que, ao não prestar atenção enquanto cuidava do irmão bebê Samuel, acabou o perdendo. Com o tempo, descobrimos que ele foi roubado por uma bruxa, mas não daquelas com nariz verruguento e pele verde, mas um tipo mais assustador ainda, que mataria uma criança para fazer manteiga com seu sangue e sua gordura. Mas a tensão não para por aí, pois a família de Thomasin acusa a jovem de ser uma bruxa devido a algumas situações bastante atormentadoras e à presença de um bode chamado Black Phillip (que eu, particularmente, amo). Não quero dar mais detalhes deste filme, pois o mesmo é bem recente, mas só indico que assistam a ele e criem suas próprias interpretações.


  • Harry Potter (2001 – 2011), por Carlos Redel

É meio impensável fazer uma lista sobre filmes de bruxaria e não inserir a franquia Harry Potter, certo? A série de longas, que é baseada nos livros de J.K. Rowling, colocou os tão vilanizados bruxos e bruxas como mocinhos e fez uma geração de crianças e adolescentes sonhar com uma carta assinada por Alvo Dumbledore convidando-os para ingressar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Para quem estava visitando outro planeta desde 1997 e retornou à Terra hoje, a franquia, composta por oito filmes, conta a história de Harry Potter (ah, vá), uma criança que sobreviveu ao ataque de Voldemort, o mais terrível dos bruxos, e, com isso, acabou derrotando-o. Assim, o menino tornou-se uma lenda no mundo dos mágicos. Vivendo como uma ‘trouxa’, nomenclatura dada aos não-mágicos, aos 11 anos, o jovem é convidado para Hogwarts e, a partir daí, a coisa melhora – e piora ao mesmo tempo – para ele. Voldemort começa suas tentativas de retornar à vida e o menino Harry nunca consegue ter um ano sossegado na escola. Uma excelente aventura para adultos, crianças, bruxos e trouxas.


  • A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project, 1999), por Carlos Redel

A Bruxa de Blair consegue ser ótimo de várias maneiras. Primeiramente, foi um dos percussores do found footage, formato que acabou se popularizando – e saturando – nos anos seguintes. O filme, também, conseguiu alinhar esse estilo de filmagem, que fica, digamos, bem amadora, à uma história angustiante e que mexe com o psicológico do espectador. Na época, muitos acreditaram que A Bruxa de Blair era real, por conta das ótimas sacadas na produção do longa. Durante a divulgação do filme, por exemplo, chegaram a colocar no IMDb que os atores estavam desaparecidos. Genial. Mas não só o ‘como foi feito’ é ótimo, mas também o que foi feito. A história é simples: um grupo de jovens cineastas entra na floresta para fazer um documentário sobre a lenda local de uma bruxa. E, quanto mais eles adentram na mata, mais coisas sinistras começam a acontecer. E a tensão criada não necessita de jump scares ou recursos apelativos, é tudo no psicológico. O espectador vai entrando na mesma paranoia dos personagens e, assim, o medo consegue tomar conta de uma maneira brilhante. E tudo isso sem mostrar a tal bruxa, elemento importantíssimo e incrível, que eleva o terror ao patamar de um dos melhores do gênero.


E aí, quais filmes sobre magia e bruxaria que você gosta e que não estão na lista? Deixe nos comentário!


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 25 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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