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Leitor na Sala | Os filmes da Marvel são, sim, inesquecíveis

Confira a resposta do leitor Elielson Nascimento ao texto Marvel, Snapchat e a era da efemeridade!

Leitor na Sala | Os filmes da Marvel são, sim, inesquecíveis

O leitor Elielson Nascimento, a convite do Bode na Sala, nos mandou essa bela resposta ao texto Marvel, Snapchat e a era de efemeridade, rebatendo cada um dos argumentos do artigo publicado por Carlos Redel.

Confira:


Discordo 100%.

Já perdi as contas de quantas maratonas eu fiz dos filmes da Marvel Studios e, no ano que vem pretendo fazer mais uma vez, revendo desde o primeiro filme, de 2008, até Thor: Ragnarok.

Esse argumento de que os filmes são esquecíveis não se sustenta quando percebemos que todo mundo nos grupos nerds se lembram de determinadas cenas ou falas dos personagens. Soma-se a isso os incontáveis memes que popularizam ainda mais os personagens. Todo mundo se lembra que o Tony Stark deveria seguir as orientações da Pepper e do Coulson na entrevista coletiva, mas ele assume diante de todo mundo que é o Homem de Ferro. Isso é inesquecível.

Ver o Nick Fury falando sobre a Iniciativa Vingadores é inesquecível. Ver o Capitão América se despedindo da Carter e falando sobre uma dança entre eles, antes de sumir do mapa e ficar congelado durante décadas é inesquecível. Hulk enfrentando o Abominável numa luta brutal é inesquecível. Ver o Thor apagado no chão, e em seguida ouvir as palavras do Odin que ficaram gravadas no Mjolnir sobre ser digno do poder de Thor, para em seguida o deus se reerguer foi inesquecível. A batalha de Nova York, com todo os heróis finalmente juntos, é inesquecível. A morte e sepultamento da Frigga é inesquecível. Ver o lendário Mandarim se revelando um atorzinho completamente maluco foi inesquecível. Ver o Capitão América lutando contra o Homem de Ferro até quase a morte num conflito com várias camadas é inesquecível. Ver o mundo espelhado no lado místico do universo Marvel ao lado do Doutor Estranho foi inesquecível.

Sem contar que cada filme é um capítulo fechado, com uma trama com início, meio e fim. O conflito principal de cada filme é finalizado, deixando pontas soltas porque, evidentemente, é um universo compartilhado e logicamente a história não se encerra de uma vez (com exceção de Homem de Ferro 3, por ter um final com cara de encerramento). E não há demérito algum nisso, é como dizer que os episódios de uma série são descartáveis e o que vale é o episódio final.

E as cenas pós-créditos são apenas vislumbres do que está por vir nesse universo compartilhado. Só isso. Cada filme não é um aquecimento, cada filme foi uma experiência única para o público, bastando ver o sucesso inquestionável em todos os quesitos. Além disso, as discussões sempre se dão mais em relação ao filme em si, e não a cena pós-créditos. Filme considerado aquecimento simplesmente fracassa, como foi com A Múmia, que foi lançado para ser um início de um universo de monstros da Universal.

Sobre a Warner, as discussões sobre Homem de Aço e Batman vs Superman se deram mais pelos erros dos dois filmes do que pela qualidade que possuem. Homem de Aço teve muita discussão sobre a grande batalha entre Superman e Zod, o pescoço quebrado, além da morte do Jonathan. Em BvS, até hj tem discussão sobre a frase “Salve a Martha” e o tom sombrio. Com centenas de críticas negativas, isso está longe de ser um mérito pra um universo que mal iniciou sua história.

Discussão que vale mesmo ser considerado como mérito é a discussão sobre o último Mad Max, ou sobre A Chegada, ou sobre Blade Runner 2049, em que são debatidos e ovacionados os temas dos filmes. Quando há grupos se debatendo sobre um filme ser bom ou ruim, não vejo mérito algum nessa discussão. E aí entra o exemplo de Homem de Ferro 3, que teve muitas discussões até hoje sobre ser um dos piores filmes da Marvel apenas porque o público se sentiu enganado pelos trailers.

O filme da Mulher-Maravilha, que é ótimo, é o único da Warner que merece o status de filme que cria discussões por mérito. E esse mérito está por ter uma protagonista feminina, algo que nunca teve sucesso em adaptações de quadrinhos. Em relação a aspectos técnicos e de história, o filme está na média dos ótimos filmes do ano.

De nada adianta um filme ser ousado a ponto de matar um ícone dos quadrinhos, se não for feito de forma emocionante e bem feita. As pessoas podem não estar falando sobre a evolução do Doutor Estranho, mas não há méritos nas críticas feitas sobre como o Superman foi retratado no último filme. É mais uma questão de eficiência no que cada estúdio se propõe a fazer.

Enfim, os filmes da Marvel funcionam como as aventuras do Indiana Jones, De Volta para o Futuro, Goonies, Aventureiros do Bairro proibido, Fuga de Nova York: filmes sem vilões marcantes, mas com protagonistas carismáticos vivendo rápidas aventuras que ficam marcadas pra sempre na mente dos fãs.

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Redação

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