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Especial | 10 filmes com cenas de sexo reais

Longas para assistir sem as crianças na sala, é claro...

Especial | 10 filmes com cenas de sexo reais

Muitas vezes, os filmes utilizam alguns elementos interessantes para passar mais realismo no que está sendo projetado na tela, como efeitos práticos, alguns atores que preferem fazer as suas próprias cenas de ação, a utilização de filmagens documentais, maquiagens no lugar de CGI, entre vários outros. Assim, alguns diretores, como Lars Von Trier, acreditam que empregar cenas reais de sexo em seus longas trará ainda mais verdade para as películas.

Por isso, a redação do Bode na Sala separou 10 filmes – não-pornográficos – que utilizam cenas reais de sexo. Confira:


  • The Brown Bunny (2003)

Vincent Gallo é um cara meio esquisito. Não dá para saber se é um visionário, alguém que só quer chocar ou meio escroto mesmo. Em 2003, ele escreveu, dirigiu e protagonizou The Brown Bunny, filme no qual ele recebe sexo oral real da atriz Chloë Sevigny – conveniente, hein, seu Gallo? Na época, houve controvérsia se a cena em questão teria sido real ou não, mas ela foi. Inclusive, Sevigny, que defende o longa e o sexo oral verdadeiro na história, chegou a perder alguns papéis, digamos, mais conservadores no cinema. O filme em si não é muito bom e a cena não é bem filmada… Mas tá lá.


  • Love (2015)

Imagina assistir a um filme com muitas – muitas mesmo – cenas de sexo. No cinema. Em 3D! Foi isso que o diretor Gaspar Noé proporcionou aos espectadores com o seu Love. A trama acompanha o americano Murphy que, vivendo em Paris, começa a namorar com uma francesa. A relação dos dois é intensa e, como se pode imaginar, extremamente sensual. Os dois, então, resolvem convidar uma vizinha para dividir a cama com eles. E o que era só para ser uma apimentada na relação, acaba mudando-os. Claro que a história não é o mais importante do longa, mas ela existe e até é legal. Também existe ejaculação em direção à câmera, para surpreender aqueles que se arriscam no 3D.


  • Shortbus (2005)

Em 2005, John Cameron Mitchell deixou Cannes chocada após a exibição deste filme. Não foi pelo fato do longa possuir cenas explícitas de sexo, afinal, várias outras obras assim já passaram por lá, como o já citado Brown Bunny. O motivo real é que o filme possui incontáveis cenas de sexo grupal, e isso aumentou o mal-estar de quem estava assistindo. Mas do que se trata Shortbus, afinal? A trama se passa em Nova York, e conta algumas histórias paralelas. Há Sofia (Sook-Yin Lee), uma terapeuta conjugal que é casada há anos e que passou toda a sua vida sem ter tido um orgasmo e, por isso, decide consultar uma dominatrix para ensiná-la sobre sua vida sexual. Outra história é a dos James, um casal gay que está disposto a inserir um terceiro elemento na relação, e que acaba contratando Sofia para ajudá-los. O Shortbus do título é o local onde a farra acontece. É quase um Woodstock dos ambientes fechados e lá você é livre para ser quem é. Embora muita gente acredite que a película tenha o rótulo de “filme gay”, Shortbus é mais do que isso. Para o diretor, o sexo explícito presente foi uma forma de explorar temas como o amor, o medo e a esperança (ou a falta dela), já que os Estados Unidos ainda se recuperava do 11 de setembro e da reeleição de George Bush. O mais interessante disso tudo é que a maior parte das cenas “picantes” foi feita com um elenco totalmente amador, colaborando para que tudo parecesse natural.


  • Os Idiotas (1998)

Um filme dinamarquês do polêmico Lar Von Trier, produzido em 1998, com uma pegada independente e parecendo ter filmagem amadora. Essa foi a vontade do diretor, passar a mensagem através de coisas reais. A trama conta a história de jovens inteligentes e anti-burguesia, que certo dia resolvem viver como idiotas. Eles fazem tudo o que querem, sem qualquer preocupação de como a sociedade os olha. Nesse ritmo, o sexo seria inevitável. Porém, o diretor optou por deixar tudo muito real, até demais. Os atores transam de verdade, sem utilização de próteses ou jogadas de câmeras. O ato é filmado de forma crua, sendo um sexo realmente explícito. Isso acabou combinando com toda a intenção do filme, que foi retratar a vida de pessoas que são contrárias às regras impostas pela sociedade. Se trata de um filme divertido, provocador e questionador.


  • Parceiros da Noite (1980)

Dirigido por William Friedkin e estrelado por Al Pacino, o filme acompanha a história de um detetive que precisa se infiltrar em bares underground na noite de Nova York para poder prender um serial killer que tem como alvo os homossexuais. No longa, há cenas reais de sexo gay, o que chocou o público. Mais tarde, acabou rolando edição e remoção de algumas das sequências, para que um número maior de pessoas o assistissem. Além disso, o suspense chegou a ser taxado como homofóbico, pela representação estereotipada de homossexuais e por misturar assassinatos com cenas de sexo gay. Em 2013, James Franco recriou, em Interior. Leather Bar., os 40 minutos de intensas cenas reais perdidas que ficaram de fora de Parceiros da Noite, mostrando detalhadamente a dinâmica das gravações, em uma mistura de ficção com realidade.


  • Intimidade (2001)

Na trama, duas pessoas desconhecidas, Jay (o oscarizado Mark Rylance) e Claire (Kerry Fox), começam a ter encontros sexuais casuais uma vez por semana. No entanto, quando o homem passa a se interessar mais pela vida da mulher, a relação dos dois entra em um perigoso caminho sem volta. É interessante destacar que Intimidade foi o primeiro filme convencional com uma cena de sexo não-simulado a ser exibido nos cinemas da Grã-Bretanha. No entanto, quem assistir ao longa esperando apenas pelos momentos sexuais pode se decepcionar um pouco, uma vez que o foco é bem maior na história mesmo.


  • Calígula (1979)

A história diz que o imperador romano Calígula era um tanto quanto excêntrico. Entre os motivos de sua fama, estão o casamento com a própria irmã e a nomeação de um cavalo a senador. No filme, Bob Guccione, um dos financiadores do projeto e dono da revista Penthouse, contratou moças que tinham posado para o seu magazine e as filmou em cenas de sexo. O resultado final é uma mistura de desenvolvimento da história do imperador, intercalado por closes e mais closes de sexo não-simulado. Ah, e há uma cena de necrofilia incestuosa. Coisa leve…


  • O Império dos Sentidos (1976)

Baseado na história real de Sada Abe, uma ex-prostituta japonesa que – eroticamente? – asfixiou seu chefe e amante, cortou seu pênis e o guardou em sua bolsa, O Império dos Sentidos conta com sexo explícito e uma boa dose de desespero, por conta da incessante busca por prazer que culmina no assassinato e na remoção genital. Ah, mas para deixar claro, só o sexo foi real no filme, o ator Tatsuya Fuji saiu vivo e com seus pertences no lugar depois das gravações.


  • Anticristo (2009)

Se você também se traumatizou ao ver o Willem Dafoe em intensas e explícitas cenas de sexo, temos boas notícias. Bem, em parte. Apesar de ser bastante gráfico, tanto Dafoe quanto Charlotte Gainsbourg não tiveram relações sexuais de fato. Atores pornôs foram utilizados como dublê – que, de fato, fizeram sexo – e, então, Dafoe e Gainsbourg repetiriam a cena, mas sem a penetração de fato, para que facilitasse a inserção digital dos rostos. Computação gráfica mais convincente do que a raposa falando “Caos reina”.


  • Ninfomaníaca (2014)

Essa lista não estaria certa se não tivesse Lars Von Trier por todo lado. É seguro dizer que Ninfomaníaca acabou se popularizando por causa das suas longas e gráficas cenas de sexo. Mesmo que o filme seja bem mais do que isso, essa foi a reputação que ficou. Tal como em Anticristo, os atores do filme em si não fizeram muito, os seus rostos foram aplicados digitalmente nos atores pornô, que performaram o intercurso sexual. Segundo a atriz Stacy Martin, que interpretou a Joe na adolescência e no início da vida adulta, os atores usavam pontos pretos para capturar os rostos e o processo de filmar as cenas não era nada sexy. Não usando apenas recursos tecnológicos, também foram utilizadas próteses para as cenas de sexo oral.


E aí, qual filme faltou nessa lista? Deixe nos comentários!


Especial elaborado com a colaboração de Diego Francisco, João Vitor Hudson e Rafael Bernardes.

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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

Comments

  1. nao achei nenhum filme desses no popcorn time:(

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