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Rick and Morty – 3ª temporada | Crítica

Confira a opinião de Diego Francisco sobre a série criada por Dan Harmon e Justin Roiland!

Rick and Morty – 3ª temporada | Crítica

Rick and Morty – 3ª temporada

Criadores: Dan Harmon e Justin Roiland

Ano: 2017

Elenco (vozes originais): Justin Roiland, Chris Parnell, Spencer Grammer e Sarah Chalke

Dois anos separaram a estreia da terceira temporada do final da segunda e havia muita pressão dos fãs em cima dos criadores da série, Dan Harmon e Justin Roiland. Segundo Harmon, o motivo da demora é simples: escrever Rick and Morty é um processo entediante e eles tinham medo de produzir algo que não fosse tão bom quanto os anos anteriores. Boas notícias: a nova temporada mantém o padrão de qualidade da série.

Com uma estreia estrategicamente feita na data mais apropriada o possível, primeiro de abril, a Terra agora faz parte da Federação Galática, alienígenas vêm fazer turismo no nosso planeta, a alimentação é exclusivamente pílulas, dentre outros infortúnios. Rick Sanchez (voz de Justin Roiland) continua preso, mas não por muito tempo. Não demora muito para ele colocar a sua mente genial em ação e fazer alguma coisa a respeito. O personagem do cientista evolui bastante aqui, pois tem de encarar relutantemente que seu amor à sua família é a sua maior fraqueza e, por mais que seja difícil de aceitar, ele genuinamente faria qualquer coisa com eles – não que Rick esteja curado, sua loucura e comportamento impulso ainda colocam a todos em risco. Morty (também dublado por Roiland), em contrapartida, está cada nova aventura mais violento e estressado, deixando sair toda a sua raiva reprimida.

A quantidade de humor negro e insanidade são ainda maiores e a nova temporada ainda encontra tempo para expandir ainda mais seu universo. O maior exemplo disso se encontra no sétimo episódio, The Ricklantis Mixup, em que a série abandona o Rick e o Morty da dimensão C-137 e explora as diferentes versões dos personagens que habitam a Cidadela. São vinte minutos ousados que acompanham várias narrativas diferentes: um Morty policial corrupto e seu parceiro, um Rick honesto e horrorizado com o sistema; cinco Morties prestes a se graduar na escola; um Rick funcionário de uma fábrica que se revolta a não conseguir a sua promoção; e, por fim, um Morty se candidatando à presidência. O episódio encontra espaço para o espectador se importar com todas as tramas e aquele que merece os parabéns é Justin Roiland; além de ser roteirista e dublador, ele consegue dar voz a uma infinidade de Ricks e Morties completamente diferentes uns dos outros, o trabalho dele é excepcional.

Mas nem tudo são flores. Os últimos episódios da temporada são bastante fracos em comparação aos primeiros e a série insiste na mania de começar com histórias e deixá-las jogadas. Foram duas temporadas para o Evil Morty aparecer de novo e ele ainda não colocou seu plano maligno em prática, só tomou o primeiro passo. O passado da Beth, que aparentemente puxou ao pai e teve uma infância violenta, é mencionado, mas nunca explorado. O retorno de um personagem é indicado na cena pós-créditos do primeiro episódio e, por enquanto, foi só isso mesmo. É frustrante o quanto isso se repete.

Entrando no imaginário dos fãs com o Pickle Rick e Mulan Szechuan Sauce, além de parodiar a cultura pop com sátiras à Mad Max, Vingadores e A Origem, Rick and Morty encontra tempo de dissertar sobre niilismo e o vazio existência. A nova temporada pode não ter sido perfeita, mas valeu a espera.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 2    Média: 4.5/5]

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Estudante de jornalismo, tem 18 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e é adepto ao estilo sul-coreano de vingança.

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