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Dica de Quinta | Cinco ótimas e reflexivas ficções científicas que estão na Netflix

Ótimos filmes para assistir se você gosta de Blade Runner

Dica de Quinta | Cinco ótimas e reflexivas ficções científicas que estão na Netflix

A ficção científica não costuma ser um gênero muito apreciado pelo grande público, mas isso não quer dizer que seus filmes sejam ruins. Longe disso! Pegue Blade Runner, por exemplo: o filme é um dos mais cultuados do cinema e acaba de ganhar uma continuação que vem para firmar mais ainda a marca. Então, seguindo a onda de Blade Runner 2049, separamos ótimas ficções científicas (ou sci-fi, como gosto de dizer) que estão presentes no catálogo da Netflix. Confira:

Ex_Machina: Instinto Artificial (2015)

Este é um filme com robôs e inteligências artificiais. Mas não se engane: não é cheio de ação e explosões como Transformers (dependendo de seu ponto de vista, isso é algo muito positivo), mas sim uma película muito contida e que provoca inúmeros questionamentos ao longo da história. A trama do longa de Alex Garland é sobre um jovem programador, Caleb (Dohmnall Gleeson), que ganha um concurso e recebe como prêmio a oportunidade de testar uma inteligência artificial criada por um brilhante e recluso bilionário (Oscar Isaac). Ava, como é chamada a IA (Alicia Vikander), se mostra imprevisível e muito sofisticada ao decorrer do teste, fazendo Caleb se perguntar até que ponto é possível distinguir um humano de uma máquina que pensa como ele. Ex_Machina leva essa questão ao público e o alerta para o perigo (?) das inteligências artificiais. Um filme nada menos do que brilhante.

A Viagem (2012)

Eis um dos projetos mais ousados já realizados no cinema. Com um elenco estelar e direção com 3 créditos diferentes (as irmãs Lily e Lana Wachowski e o alemão Tom Tykwer), o longa trabalha 6 histórias em épocas bem distintas da humanidade, mas todas elas conectadas entre si: uma no Pacífico-Sul, em 1849; outra em 1936, acontecendo na Inglaterra e na Escócia; outra em São Francisco, nos EUA, no ano de 1973; outra em 2012, no Reino Unido, a única que acontece na atualidade; outra em Neo Seul, na Coreia do Sul, no ano de 2144; e a mais distante de todas, na Grande Ilha, 106 invernos após A Queda. A intenção do filme é mostrar como várias histórias em épocas tão diferentes podem se conectar, abordando como um simples ato pode causar algo grandioso para o futuro, como, por exemplo, inspirar uma revolução. O longa pode ser um pouco complexo, mas vale a pena sentar por quase 3 horas e assistir a este deleite do audiovisual.

Fonte da Vida (2006)

Outra trama sobre histórias em várias épocas que se conectam. O filme de Darren Aronofsky (que este ano voltou aos holofotes com o controverso mãe!) e estrelado por Hugh Jackman e Rachel Weisz combina elementos de ficção científica, fatos históricos e romance, no qual o espectador acompanha três linhas temporais: uma no século XVI, outra na atualidade e a última no século XXVI. Fonte da Vida é um longa que fala muito sobre a busca pela vida e qual o sentido de se existir. Por tratar de temas que podem ter diferentes significados para cada pessoa, o filme acabou por dividir o público e a crítica especializada, o que resultou em um fiasco de bilheteria. Com diversas referências à ciência, ao esoterismo e à cultura maia, o tema central, de acordo com Aronofsky, é basicamente o medo da morte. Assista e tire suas próprias conclusões sobre essa película filosófica que provoca debates até hoje.

Branco Sai, Preto Fica (2014)

Este é um filme para provar que o Brasil consegue produzir ficção científica também, ainda que de maneira bem independente. O filme de Adirley Queirós tem uma sinopse curiosa: dois homens são feridos em um baile de black music na periferia de Brasília, que deixa uma marca para sempre nos personagens; um terceiro vem do futuro para investigar o acontecido e provar que a culpa é da sociedade repressiva. O longa, que flerta com o cinema marginal brasileiro dos anos 1970, mostra uma sociedade (real, infelizmente) onde existe o racismo institucional e uma cidade fechada a cidadãos de segunda classe. Não há a necessidade de CGI na película, mas suas paisagens devastadas e desoladas servem bem à trama meio cyberpunk e pós-apocalíptica do longa. Um exemplar que deve ser apreciado tanto por fãs do gênero quanto por fãs do cinema brasileiro (e não falo só de filmes famosos aqui).

O Fantasma do Futuro: Ghost in the Shell (1995)

O mais “clássico” dos citados nesta lista. O anime de Mamoru Oshii acontece no futuro, em 2029, e é protagonizado pela líder de um grupo secreto governamental que caça um hacker que rouba a vontade e a capacidade das pessoas de fazerem o que bem entenderem, e passa a controlá-las de acordo com seus interesses. A líder que citei, Major Motoko Kusanagi (Atsuko Tanaka), é uma personagem complexa e incrível, que passou por tantas modificações em seu corpo que não se sente mais como uma humana. O filme trata muito bem as questões do que é ser quem é e tudo o que isso implica, ainda mais quando você é uma ciborgue cuja única lembrança de seu eu original é apenas um “fantasma” do que se foi. E, de quebra, alinha muito bem as excelentes sequências de ação com os devaneios e momentos filosóficos dos personagens. Para quem não sabe, há um remake norte-americano lançado este ano, com Scarlett Johansson no papel da Major Motoko, mas que não agradou tanto. Se você está na dúvida de qual versão assistir, opte por começar por esta, e veja o remake depois para tirar suas próprias conclusões.

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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um editor de vídeos que está se formando em Publicidade & Propaganda aos 21. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ainda não possui o hábito de ver filmes de terror e é um pouco leigo quando se trata de cinema nacional, mas é um carinha boa praça que não dispensa ver um filme. Fã confesso do Nolan, Aronofsky e da Pixar.

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