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O Melhor Professor da Minha Vida | Crítica

O Melhor Professor da Minha Vida | Crítica

O Melhor Professor da Minha Vida (Les Grands Esprits)Resultado de imagem para poster o melhor professor da minha vida

Ano: 2017

Roteiro: Olivier Ayache-Vidal

Direção: Olivier Ayache-Vidal

Elenco: Denis PodalydèsLéa DruckerAbdoulaye DialloPauline Huruguen,Tabono TandiaZineb Triki

A premissa é conhecida: um professor (branco) começa a dar aulas em uma escola da periferia e percebe que existe uma realidade que ele nunca imaginou. Com uma pegada parecida com Escritores da Liberdade, o longa conta a história de François Foucault (Denis Podalydès), que ensina literatura em um dos melhores colégios de Paris. O personagem, sem querer, dá a ideia de que profissionais experientes poderiam trabalhar em escolas públicas e que isso seria a salvação da educação do país. Ele aceita trocar de emprego por um ano.

O homem é apresentado como uma pessoa carrancuda, agressiva e intolerante com os alunos, mas que muda rapidamente de personalidade ao se deparar com alguma mulher que lhe atraia. A solidão do personagem é transpassada sem precisar escancarar nada, apenas com fatos comuns de sua vida e com suas ações. Ele tenta manter sua personalidade forte ao dar aulas para os jovens da periferia francesa, mas aos poucos começa a se adaptar e perceber que os alunos precisam de mais do que apenas um professor.

O filme vai contagiando o público aos poucos, com uma história simples e leve. O tom parece que vai ficar pesado em alguns momentos, mas dá a impressão que faltou coragem para retratar uma realidade mais crua. A câmera expositiva não tem vez, deixando diversos momentos dramáticos subentendidos e ações injustificáveis. Todas as atuações estão ótimas, mas o destaque é o próprio Denis Podalydès, que entrega a dramaticidade necessária que seu personagem pede. Inclusive, a retratação dos protagonistas é um tanto crua e real, não havendo um trabalho teatral exagerado, dando a impressão de que aquelas pessoas poderiam realmente existir.

A direção de Olivier Ayache-Vidal é bem executada, mas peca na falta do plano detalhe. A fotografia é simples, mas bela sem chamar a atenção. O problema principal do longa é o roteiro, também escrito por Ayache-Vidal. Alguns furos são identificados, principalmente no segundo e no terceiro ato, que são os piores. O ritmo também cai bruscamente da metade para o final do filme. A trama apresenta incongruências em relação a determinados personagens, que realizam ações sem justificá-las. O apego dos alunos ao professor é colocado lentamente, mas não fica a impressão de que aqueles jovens gostam realmente de François.

A trilha sonora é discreta, porém funcional de acordo com os fatos retratados. As músicas são colocadas de forma prática, quando os personagens estão realmente escutando-as. Porém, acabam fazendo sentido no determinado momento em que são colocadas. O Melhor Professor da Minha Vida é uma tentativa de gerar consciência social, mas que acaba ficando sem profundidade, tornando o longa apenas razoável e um pouco divertido. Tinha tudo para ser um drama pesado, no estilo de Preciosa, mas a escolha por um clima leve não o desmerece.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 2    Média: 4/5]

 

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Estudante de Jornalismo, formado em Programação. Fanático por Cinema, começou a gostar mesmo da sétima arte depois de velho. Estuda por conta própria e pretende seguir “carreira” como Crítico de Cinema.

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