Bode na Sala
Críticas Filmes

Pica-Pau: O Filme | Crítica

Pica-Pau: O Filme | Crítica

Resultado de imagem para pica-pau o filme posterPica-Pau: O Filme (Woody Woodpecker)

Ano: 2017

Roteiro: Alex Zamm, William Robertson

Direção: Alex Zamm

Elenco: Timothy Omundson, Thaila Ayala, Graham Verchere, Scott McNeil, Adrian Glynn McMorran, Jordana Largy, Jakob Davies

Discordo fortemente sobre a seguinte opinião que é utilizada para defender filmes infantis ruins: “O filme é para crianças”. Considero como uma afronta não só à inteligência do público-alvo, mas também ao fato de que é importante que uma mensagem seja passada. Quem nasceu entre o final dos anos 1980 e início dos anos 1990, cresceu assistindo a desenhos da TV Cultura, programas infantis como Castelo Ra-Tim-Bum, animes passados na TV Manchete e na Band Kids. A maioria da programação continha obras de extrema importância na criação das crianças, mesmo que o conteúdo de animes como Os Cavaleiros do Zodíaco seja mais violento e para um público mais velho, não diminui essa responsabilidade que era carregada.

Outro exemplo que pode ser citado é o próprio desenho do Pica-Pau, apresentando um personagem agressivo, psicótico e traiçoeiro, mas que continha uma mensagem por trás. A animação não queria dizer que aquilo que estava sendo feito era o certo, pelo contrário. E o que vemos em diversos filmes infantis é exatamente a falta de uma mensagem. No caso de Pica-Pau: O Filme, isso se junta com uma história sem criatividade, efeitos especiais toscos, animação péssima e atuações vergonhosas.

Há uma tentativa de passar aquela velha mensagem sobre amizade, mas que falha miseravelmente por conta do roteiro. A montagem é desconexa e os acontecimentos são apressados, sem dar tempo para uma absorver o que está sendo dito ou colocado em tela (mesmo que seja algo sem importância). Não há um mínimo aprofundamento em nada, nem na vontade do homem em destruir para construir. Isso é apresentado de forma rasa e que poderia ter sido bem interessante. Não há um senso de proteção à natureza, por conta das atitudes tomadas por personagens.

Já falei sobre as péssimas atuações? Então, nem o elenco mirim se salva. Thaila Ayala está no longa apenas reforçando o estereótipo batido de uma mulher que só está interessada no dinheiro e no luxo que seu companheiro tem para oferecer. Timothy Omundson dá vida a um personagem que se contradiz o tempo inteiro e não convence tentando ser alguém ganancioso e que não liga para a natureza. E ainda conseguiram tempo para colocar um romance sem sentido na trama, não acrescentando nada para a história.

Apesar da animação em 3D do Pica-Pau ter ficado péssima, a personalidade do personagem principal é o único ponto positivo do longa. Ele possui uma mescla do desenho clássico com o novo, não sendo totalmente insano, nem muito bonzinho. Dá aquela sensação de nostalgia (mesmo com a dublagem ruim). Sem falar nos vilões estereotipados ao máximo, lembrando Bulk e Skull, do seriado dos Power Rangers. Enfim, seria melhor que o Pica-Pau tivesse ficado somente no desenho animado (onde funciona muito bem), para que não fizessem mais um filme infantil sem graça apenas para gerar lucro.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 5/5]

The following two tabs change content below.
Estudante de Jornalismo, formado em Programação. Fanático por Cinema, começou a gostar mesmo da sétima arte depois de velho. Estuda por conta própria e pretende seguir “carreira” como Crítico de Cinema.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *