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Dica de Quinta | Cinco comédias diferentes (e excelentes) que estão na Netflix

Ótimos filmes que merecem a sua atenção!

Dica de Quinta | Cinco comédias diferentes (e excelentes) que estão na Netflix

O gênero de comédia é um dos mais complicados de se indicar. Ele possui diversas subdivisões, que vão desde filmes com Adam Sandler até os cultuados longas dos irmãos Coen, passando por comédias românticas e animações. Então, acabamos separando cinco ótimas comédias que, diferentes entre si, devem abranger todos os públicos. E o melhor: todas estão disponíveis na Netflix!

Confira a lista:


  • Frank (2014)

Essa comédia indie acompanha a frustrada vida de Jon (Domhnall Gleeson), que acaba largando tudo para se juntar a uma banda pop (bem) alternativa liderada por Frank (Michael Fassbender), um genial, misterioso e excêntrico músico que nunca tira o seu cabeção gigante de papel machê. Parece estranho e é mesmo. Apesar disso, é impressionante o grau de profundidade que o Frank de Fassbender atinge, mesmo não mostrando o seu rosto. Há situações bem engraçadas e nonsense no longa, mas vale ressaltar que o drama também está fortemente presente na película. E é certeza de que a música final do longa não sairá da sua cabeça por alguns dias. A direção é de Lenny Abrahamson, indicado ao Oscar por O Quarto de Jack.


  • Na Mira do Chefe (2008)

O mais velhinho da lista, esse filme britânico é uma pérola que muita gente acaba deixando passar. Mas não deveriam! A comédia acompanha dois assassinos profissionais, Ray (Colin Farrell) e Ken (Brendan Gleeson), que são enviados à Bruges, uma pitoresca cidadezinha da Bélgica, por seu chefe Harry (Ralph Fiennes), para que acalmem os nervos, depois de seu tenso último trabalho. No entanto, a dupla está deslocada naquele lugar. E, quando menos se espera, no meio da forçada calmaria, a violência toma conta, misturando sangue e risos, de uma maneira que só os britânicos sabem fazer. Na Mira do Chefe foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original.


  • Chef (2014)

Dirigido, escrito e estrelado por Jon Favreau, o filme conta a história de Carl (Favreau), o chef de um restaurante muito famoso de Los Angeles. Apesar do prestígio, o cozinheiro está sempre enfrentando problemas com o dono do local, por querer inovar no cardápio. Tudo vai indo mais ou menos, até que um crítico gastronômico faz duras avaliações sobre a comida do lugar. Ao tirar satisfação com o profissional, Carl acaba sendo demitido e sua história viraliza na internet, impedindo-o de conseguir outro emprego. Assim, ele acaba largando a alta gastronomia e parte, ao lado de sua ex-esposa Inez (Sofía Vergara), para um negócio menor, mas que lhe trará uma satisfação nunca antes sentida: um modesto food truck. Sim, a história parece meio batida e bobinha, mas o filme aparenta ser todo feito com muito carinho. A trama é redondinha e gostosa de assistir. Além disso, quem não ama um bom filme sobre comida?


  • O que Fazemos nas Sombras (2014)

Uma das maiores surpresas do gênero dos últimos anos, O que Fazemos nas Sombras é um falso documentário (obviamente) sobre o dia a dia de um grupo de vampiros. Os quatro amigos, imortais, dividem um casarão na Nova Zelândia e, ali, eles precisam resolver problemas do cotidiano, como de quem é a vez de lavar a louça (que está acumulada há anos), como interagir “normalmente” com pessoas desse século e como chupar o sangue de uma vítima sem sujar toda a casa. Dirigida, escrita e estrelada por Taika Waititi e Jemaine Clemant, essa comédia hilária também serve para mostrar o quão maluco Thor: Ragnarok pode ser, uma vez que Waititi comanda o novo longa do Deus do Trovão. Imperdível.


  • Um Cadáver para Sobreviver (2016)

Sem dúvidas, o mais estranho de todos os filmes apresentados aqui. Um Cadáver para Sobreviver acompanha a história de Hank (Paul Dano), um homem que desperta como um naufrago em uma ilha abandonada. Sozinho, ele acaba encontrando na beira da praia um cadáver (Daniel Radcliffe), a quem chama de Manny. No entanto, o defunto é mais do que parece. Ele é um canivete suíço humano, com truques incríveis – e potentes gases, que o transformam, inclusive, em um jet ski. Além disso, suas constantes ereções apontam o caminho que devem seguir. Sim, é tudo um grande absurdo. E é aí que a trama se desenvolve de maneira incrível. A relação entre Hank e Manny se aprofunda intensamente, apresentando diálogos excelentes, em uma jornada sobre autoconhecimento. Tudo metafórico e com uma sensibilidade ímpar. E, claro, muita bizarrice.


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 25 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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