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Especial | 10 filmes incríveis que mandam bem na violência estilizada

Separamos cenas de tirar o fôlego para exemplicar!

Especial | 10 filmes incríveis que mandam bem na violência estilizada

Desde a inserção da ação nos filmes, a violência é uma parte integrada dela. Capaz de ser perturbadora e desconfortável em casos extremos, na pior parte das vezes ela é vista como normal.

A violência estilizada, por sua vez, é inofensiva. A estética do sangue é muito distinta e difere da realidade, a ação é absurda e surreal. Logo, vista como fictícia, ela impressiona e entretém. A equipe do Bode na Sala separou 10 exemplos de filmes com violência estilizada.

Confira:


Kingsman: Serviço Secreto (2015)

Sucesso inesperado de 2015, Kingsman conta com toda a elegância de um filme de espionagem britânico bem como o ritmo insano típico de Matthew Vaughn. A comédia traz várias piadas com o gênero de James Bond e uma violência ímpar: cabeças explodem, pessoas morrem empaladas e tem uma assassina que utiliza próteses nas pernas com lâminas letais. Se não bastasse toda essa loucura, tem um massacre em uma igreja ao som de Lynryd Skynyrd.


Kick-Ass: Quebrando Tudo (2010)

Outro fenômeno de Vaughn, Kick-Ass trouxe um ar novo e absurdo às adaptações de quadrinhos. Com um jovem (Aaron Taylor-Johnson) que, cansado da violência desenfreada na sua cidade, decide se tornar um vigilante mascarado. As coisas não acabam bem quando ele se envolve com um justiceiro insano (Nicolas Cage, ótimo) e sua filha de 11 anos (Chloë Grace Moretz), uma assassina mirim que consegue facilmente  matar, mutilar e torturar homens com o dobro de sua altura.


Kill Bill: Volume 1 (2004)

Essa lista não estaria completa sem, ao menos, um filme do Quentin Tarantino. E Kill Bill é o melhor exemplo da mistura de estilos que fez o diretor famoso. Com algumas cenas em anime, outras em preto e branco, sangue é esguichado aos litros à medida que membros amputados com uma espada Hatori Hanzo, a mais afiada que há! A luta da Noiva contra os Crazy 88 (que não são oitenta e oito, apesar do nome):


Django Livre (2012)

Tarantino sempre foi um diretor versátil em relação a gêneros e faroeste foi o escolhido da vez (assim como seu filme seguinte, Os Oito Odiados). Depois de conseguir sucesso dirigindo seu primeiro blockbuster, Bastardos Inglórios, Django Livre foi outro grande acerto. Como já era de se esperar: vingança, sangue, diálogos memoráveis e afiados, muito sangue, violência e mais sangue. Desta vez, com direito a Tupac na trilha sonora!


Mad Max: Estrada da Fúria (2015)

Mad Max é absolutamente a definição de insanidade. O filme é uma grande cena de perseguição com algumas pausas para respirar e muita, muita loucura. Desde o suicidas kamicrazy até um guitarrista tocando uma guitarra flamejante em cima de um carro de som de quinze metros, Estrada da Fúria facilmente reinseriu o personagem Max Rockatansky (Tom Hardy, assumindo o manto de Mel Gibson) de volta a cultura pop usufruindo de cenas de ações loucas feitas praticamente e uma edição viciosa. Testemunhe:


Drive (2011)

Dirigido pelo competente Nicolas Winding Refn, Drive (que agora pode ser visto como uma versão mais séria de Baby Driver), acompanha um piloto de fuga sem nome (Ryan Gosling) e seu romance com a vizinha (Carey Muligan). As cenas de ação do filme são muito bem dirigidas e acompanhadas por uma melancólica trilha sonora. Os enquadramentos e a iluminação são belíssimos, a ponto de fazer de uma cabeça esmagada e de outra explodida lindas composições.


John Wick: Um Novo Dia Para Matar (2016)

Seria uma injustiça imperdoável não colocar esse filmão na lista! Na sequência do ótimo De Volta ao Jogo, vemos o nosso querido assassino John Wick (Keanu Reeves) tendo que lidar com as consequências de uma promessa quebrada e, assim, enfrentar um exército de assassinos. Tudo com extrema violência, mas com uma classe que só Keanu Reeves consegue passar. Tudo isso com muitas luzes psicodélicas e cenas de luta impecavelmente bem coreografadas. Obs.: É lindo de ver Wick enfrentando Cassian (Commom) em meio aos transeuntes. Parecem duas crianças que esqueceram do mundo à sua volta e estão apenas focadas em sua brincadeira


300 (2006)

Você pode falar o que quiser do Zack Snyder, mas o cara entende ação e seu estilo é muito distinto. Assim que estreou, 300 chamou a atenção por sua estética única e por sua linguagem que remetia mais a um videogame do que um filme, algo ainda inédito no ano de lançamento. Cheio de frases de efeito, câmeras lentas impactantes e belas fotografias, 300 é digno desta lista.


Assassinos Por Natureza (1995)

Mickey (Woody Harrelson) e Mallory (Juliette Lewis) foram um belo casal. A moça sofreu diversos abusos de seu pai quando criança e seu amado decide que os dois vão matá-lo e sair por aí deixando um rastro de corpos. A violência existente no filme não é comum, é divertida, pois as interpretações fazem com que aquilo tudo seja uma festa, deixando o espectador ansioso para saber quem serão as próximas vítimas. Os assassinos sempre deixam uma das vítimas vivas, ilesa, para que ela possa contar a história em todos os detalhes. Existe a glorificação da violência, elevando o nível de insanidade dos protagonistas. Se trata de uma obra-prima sangrenta e inquietante.


Sin City – A Cidade do Pecado (2005)

Amigo de Tarantino, Robert Rodriguez também sabe o que faz em termos de violência e estilo. A estética de Sin City é completamente retirada das páginas dos quadrinhos de Frank Miller, o preto e branco com apenas objetos de destaque coloridos que tem grande relevância na trama (como um carro, olhos azuis, cabelos loiros) e, claro, todo o sangue disponível. A narração, a ambientação, a trilha, os homens violentos e as femme fatale, tudo no filme remete aos clássico noir.


Bônus:

Matrix (1999)

Um dos filmes mais influentes, importantes e revolucionário dos últimos anos, Matrix inovou o cinema de maneira nunca antes imaginada. As irmãs Wachowski ousaram e fizeram o filme tecnicamente impecável – os avanços das tecnologias de filmagens foram insanos – e com o roteiro complexo, cheio de significados e mensagens relevantes sobre a nossa sociedade. Mesmo tendo completado 18 anos recentemente, Matrix não datou nem um pouco.


Este especial contou com a participação de Carlos Redel e Rafael Bernardes.

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Estudante de jornalismo, tem 18 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e é adepto ao estilo sul-coreano de vingança.

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