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O Assassino: O Primeiro Alvo | Crítica 2

onfira a opinião de Rafael Bernardes sobre o longa de ação estrelado por Dylan O'Brien e Michael Keaton!

O Assassino: O Primeiro Alvo | Crítica 2

O Assassino: O Primeiro Alvo (American Assassin)

Ano: 2017

Direção: Michael Cuesta

Roteiro: Stephen Schiff, Michael Finch, Edward Zwick, Marshall Herskovitz

Elenco: Dylan O’Brien, Michael Keaton, Sanaa Lathan, Taylor Kitsch, Scott Adkins

Você é um homem normal, com uma namorada, pronto para fazer o pedido de casamento, em uma praia linda, paradisíaca. Até que chegam terroristas muçulmanos e começam a atirar em todos, inclusive matam a sua amada na sua frente, mas preferem te deixar vivo, sem motivo aparente, mas você está ferido, levou alguns tiros. Qual seria a ação mais racional e coerente? Tentar superar fazendo tratamento psiquiátrico? Tocar a vida? Se matar? Não! A melhor opção é treinar durante 18 meses, se tornando faixa preta em diversas artes marciais, tornando-se fluente na respectiva língua e conseguindo realizar feitos que as forças especiais americanas não conseguem a anos.

A premissa de O Assassino: O Primeiro Alvo já começa inverossímil com a realidade, mas é possível relevar, pois as primeiras sequências na praia são ótimas, já mostrando o pânico que o protagonista viveu. Dylan O’Brien interpreta Mitch, o perturbado em busca de vingança. Ele é pego pela CIA e o recrutam para se juntar à equipe principal que investiga os terroristas. Sem motivo aparente, Irene Kennedy (Sanaa Lathan), vice-presidente da organização, é a única a ter convicção sobre o potencial do jovem e consegue colocá-lo em treinamento. Kennedy é uma personagem caricata e genérica, podendo ser identificada em diversos outros filmes.

O mesmo pode-se dizer do personagem interpretado por Michael Keaton, Stan, um veterano da CIA responsável por formar uma equipe capaz de deter os terroristas. As inconsistências do roteiro são identificadas desde o início da trama, mas no momento em que Stan entra na história, os problemas ficam latentes. Incoerências são apresentadas no desenvolvimento dos personagens principais, havendo uma quebra de discurso em diversos momentos.

O principal problema do longa é o roteiro inconsistente e a história genérica com personagens genéricos, mas existem pontos positivos. Não se trata de um filme ruim como um todo, apresentando bons elementos de ação, como lutas bem coreografadas sem muitos cortes e efeitos especiais aceitáveis. A megalomania da trama atrapalha o terceiro ato, que já não é muito bom. A direção de Michael Cuesta, além de apresentar boas sequências, não compromete a produção em nenhum momento, conseguindo divertir o espectador. Porém, nada de novo ou diferente do que já assistimos em diversos outros filmes é apresentado.

O Assassino: O Primeiro Alvo é um filme genérico de ação, transpassando bons elementos do gênero, mas sendo ambicioso demais, fazendo com que erros graves como inconsistências no roteiro e incoerências nos discursos dos personagens sejam cometidos. Além de dispensar um possível vilão satisfatório e substituir por uma criança mimada em busca de uma vingança pessoal mal desenvolvida.

Nota do crítico:

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Estudante de Jornalismo, formado em Programação. Fanático por Cinema, começou a gostar mesmo da sétima arte depois de velho. Estuda por conta própria e pretende seguir “carreira” como Crítico de Cinema.

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