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Amityville: O Despertar | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre a nova adaptação da franquia Amityville!

Amityville: O Despertar | Crítica

Resultado de imagem para amityville o despertarAmityville: O Despertar (Amityville: The Awakening)

Ano: 2017

Direção: Franck Khalfoun

Roteiro: Franck Khalfoun

Elenco: Bella Thorne, Cameron Monaghan, Jennifer Jason Leigh, Thomas Mann, Kurtwood Smith, Jennifer Morrison, Mckenna, Cleopatra Coleman

O que é o fator principal em um filme de terror? O espectador precisa ficar tenso, nervoso, tentando adivinhar o que vai acontecer, intrigado com a história, torcendo (ou não) por personagens, ele deve sentir medo! Esse sentimento precisa ser estimulado e isso pode ser feito de diversas maneiras por um filme. A franquia Amityville nunca foi muito boa, tirando o filme original de 1979, que é bom. Depois disso, a história foi contada diversas vezes, mas o insucesso prosseguiu até hoje.

Amityville: O Despertar representa essa tentativa de reviver franquias, mas esqueceram de avisar aos responsáveis que isso só funciona quando os filmes anteriores são bons (pelo menos alguns deles). Porém, o longa poderia ser bacana, já que ótimos atores estão no elenco, como Jennifer Jason Leigh, que concorreu ao Oscar de Melhor Atriz por Os Oito Odiados, e Cameron Monaghan, intérprete do jovem Coringa em Gotham.

A premissa é conhecida: uma família se muda para uma casa enorme pagando um baixo preço e depois descobre que alguém matou muitas pessoas naquele local. Algumas reviravoltas são colocadas na história e por um momento melhoram o andamento, mas não dura muito tempo. A trama volta a ficar desconexa e forçada. Nem os bons atores conseguem entregar representações aceitáveis, muito por conta do roteiro horrível.

A construção dos personagens é realizada de forma simples e as informações sobre ele são jogadas em tela, sem o devido cuidado. Alguns coadjuvantes são apresentados, colocados em cena e esquecidos rapidamente. Um dos únicos pontos positivos do longa são as referências aos seus próprios filmes. Inclusive, o personagem que realiza esse ato, diz que o único filme bom da franquia é o primeiro, como citei acima.

A primeira cena mostrando imagens e reportagens sobre o ocorrido em Amityville (que é uma história real) preparam o espectador para sentir medo, faz com que esperemos por algo assustador, que não é entregue. Nem os diversos jumpscares são capazes de assustar quem assiste ao longa. A direção é simples, não fazendo muitas coisas para, pelo menos, melhorar a história chata que é apresentada. A trilha sonora parece impor o suspense, mas não adianta, pois não há do que temer. Os efeitos especiais não convencem e as apelações são escrachadas, como colocar uma atriz bonita no papel principal e apresentá-la muitas vezes com roupas curtas. O que isso tem a ver com terror?

Amityville: O Despertar é a tentativa de ressuscitar uma franquia ruim de filmes de terror, não chegando nem perto de ser uma produção média do gênero.

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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