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O Assassino: O Primeiro Alvo | Crítica

O Assassino: O Primeiro Alvo | Crítica

O Assassino: O Primeiro Alvo (American Assassin)

Ano: 2017

Direção: Michael Cuesta

Roteiro: Stephen Schiff, Michael Finch, Edward Zwick, Marshall Herskovitz

Elenco: Dylan O’Brien, Michael Keaton, Sanaa Lathan, Taylor Kitsch, Scott Adkins

O Assassino: O Primeiro Alvo tem uma premissa bem simples: após sua namorada ser morta por terroristas, no dia em que ele a pediu em casamento, o jovem Mitch Ripp (Dylan O’Brien) decide caçar os assassinos por conta própria. Ao chegar bem longe em seu propósito – mas sem concluí-lo, ele acaba sendo recrutado pela CIA, que promete lhe ajudar a combater ‘pessoas más’.

Mitch começa a ser treinado por San Hurley (Michael Keaton), o típico agente casca-grossa que transforma jovens em soldados do serviço de inteligência. Não demora muito para que surja uma missão no Oriente Médio e, obviamente, o garoto-prodígio é chamado para ir com o seu mentor. Lá, eles precisam descobrir o destino de um carregamento de plutônio e impedir a construção de uma arma nuclear.

No meio disso tudo, descobrimos que um ex-aluno de Hurley, Ghost (Taylor Kitsch), está envolvido com a organização criminosa. Assim, como você já deve imaginar, haverá o embate entre o herói e o vilão, ambos com o mesmo treinamento e habilidades. Sim, é manjado, mas poderia sair algo interessante disso, se fosse bem trabalhado. Não é o caso.

Infelizmente, não há empatia pelos personagens, seja ele o herói Mitch ou o vilão Ghost. Além disso, O’Brien não convence como herói de ação. Por mais que ele já tenha 26 anos, funciona muito melhor em franquias adolescentes, como Maze Runner. Kitsch também não ajuda. Seu personagem é mal desenvolvido e sua atuação é mais do mesmo. O confronto entre os dois, que deveria ser o ponto alto do filme, é desinteressante e facilmente esquecível.

Provavelmente, o começo de uma franquia (se der dinheiro, obviamente), O Assassino deveria focar na ação e entregar novidades para o gênero, já que não tem uma história interessante. E nem isso acontece. A trama, que é adaptada do romance de Vince Flynn, foi roteirizada à oito mãos (duas pertencentes a Edward Zwick, diretor de O Último Samurai), mas todas focadas em seguir no garantido.

Talvez, em uma época pré-Bourne, O Assassino: O Primeiro Alvo pudesse ser um bom longa de ação. No entanto, o nosso querido agente desmemoriado vivido por Matt Damon elevou o nível das produções do gênero, influenciando de 007 a Busca Implacável. Mas parece que o diretor Michael Cuesta não estava na Terra nos últimos 15 anos e perdeu todas essas novidades. Realmente, não é com um passo para trás que se conquista o público.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 1/5]

 

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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 25 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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