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Dica de quinta | Ótimos filmes nacionais que estão na Netflix

Cinco longas brasileiros que merecem a sua atenção!

Dica de quinta | Ótimos filmes nacionais que estão na Netflix

O cinema nacional produz filmes incríveis e, felizmente, muitos deles estão no catálogo da Netflix! Obviamente, Cidade de Deus e Tropa de Elite, que estão disponíveis no serviço de streaming, são recomendações máximas, mas, muito provavelmente, você já deve ter visto, né? (Se não viu, veja agora!)

Sendo assim, confira dicas de ótimos longas que estão aí, esperando para serem assistidos:


  • O Silêncio do Céu (2016)

Temos aqui, certamente, uma das melhores produções nacionais de 2016. Dirigido por Marco Dutra, O Silêncio do Céu adapta a obra Era el Cielo, de Sergio Bizzio, e traz uma história de vingança, com consequências, fobias e muita tensão. A trama gira em torno de Mario (Leonardo Sbaraglia), que chega em casa e presencia dois homens estuprando sua esposa, Diana (Carolina Dieckmann). Com a ameaça à vida dela, ele decide ficar escondido até os homens irem embora. Mario acaba não contando para Diana que viu a cena (ela também não diz nada) e, então, começa seu plano de vingança contra os criminosos. Com um incômodo silêncio entre os dois sobre o assunto, o filme vai acompanhando a sombria jornada de Mario e a descoberta de segredos surpreendentes, que o levarão a situações irreversíveis. Um trabalho primoroso de Dutra e com ótimas atuações de Sbaraglia e Dieckmann. O longa ainda conta com Chino Darín, o filho do homem (pelo sobrenome, você sabem quem é).


  • Chatô – O Rei do Brasil (2015)

Eis uma das produções nacionais mais complicadas da história. O filme, escrito e dirigido por Guilherme Fontes, passou 20 anos em desenvolvimento, por conta de acusações envolvendo mau uso de verba pública por parte do cineasta. As filmagens foram realizadas no início dos anos 2000, mas o longa só chegou aos cinemas em 2015. E isso é visto em cena, que mostra os atores muito mais jovens do que estão atualmente – alguns, inclusive, já até faleceram. No entanto, não é sobre isso que vamos falar. Chatô – O Rei do Brasil aborda a vida e obra do magnata das comunicações Assis Chateaubriand (Marco Ricca), que fez fortuna e fama através de seus jornais, os Diários Associados. O longa mostra sua jornada em busca de poder, o seu maior desejo.  Cínico, o filme é um ótimo recorte histórico do Brasil, mostrando que o país segue trilhando o mesmo caminho há décadas. Dando ênfase, também, na manipulação por parte da imprensa, Chatô é corajoso e divertido. Vale a pena conferir.


  • Saneamento Básico – O Filme (2007)

Com direção de Jorge Furtado, a comédia (que é a mais velhinha da lista) acompanha a saga de moradores de uma pequena cidade do Sul, que desejam construir uma fossa que elimine o seu esgoto à céu aberto. No entanto, não há verba para que a obra seja realizada. Então, o grupo descobre que Brasília oferece dinheiro para a realização de produções cinematográficas independentes. Assim, eles precisam produzir um filme barato e usar a verba federal para construir a tão sonhada fossa. É hilária – e genial – a maneira como Furtado trabalha as situações dentro do filme, desde a escolha do tema da produção dos moradores, a metalinguagem, as referências e uma ótima crítica aos que não enxergam a sétima arte como uma importante ferramenta de construção social. Além disso, o elenco é ótimo: Wagner Moura, Fernanda Torres, Lázaro Ramos, Camila Pitanga, Bruno Garcia, Tonico Pereira, entre outros.


  • Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014)

Esse drama adolescente é de uma doçura incrível. O longa de Daniel Ribeiro, adapta o seu curta Eu Não Quero Voltar Sozinho, de 2010, trazendo o elenco original de volta. A trama acompanha Leo (Guilherme Lobo), um adolescente que nasceu cego. Ele vive uma vida controlada por seus pais, seguindo a rotina de ir para a escola e voltar para casa, sempre acompanhado da melhor amiga Giovana (Tess Amorim). Mas tudo muda com a chegada de Gabriel (Fabio Audi), um novo aluno da escola. Com a presença desse amigo, Leo vai querer descobrir tudo o que o mundo pode oferecer, como qualquer adolescente. No entanto, mais do que isso, ele vai encontrar o amor. Apesar de contar com atuações fracas de seu trio protagonista, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho apresenta uma ótima sensibilidade e naturalidade em suas situações. Mesmo sabendo que a vida real é mais dura do que a apresentada no filme, é lindo de ver o amor sendo retratado de forma tão pura.


  • Branco Sai, Preto Fica (2014)

A trama do filme dirigido por Adirley Queirós gira em torno de dois homens que tiveram as vidas marcadas após um tiroteio em um baile de hip-hop. O título do longa se refere, inclusive, a uma fala dos policias que invadiram o evento e, em uma demonstração de racismo, deixou um dos protagonistas paraplégico e o outro com uma perna amputada. Misturando ficção com uma narrativa documental, Branco Sai, Preto Fica traz fortes críticas sociais ao retratar a sociedade que vive às margens de Brasília, em um futuro distópico (em 2073), porém crível, visto que muito do que acontece na trama é a pura realidade do país. Queirós, além disso, busca elementos do cyberpunk para compor sua história. Um dos componentes mais legais é o agente que vem do futuro para investigar o que aconteceu na noite do baile, buscando recolher provas para processar o estado. Apesar de sofrer um pouco em sua narrativa, essa é uma ótima pedida para quem está farto do mais do mesmo.


 

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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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