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Emoji: O Filme | Crítica 2

Confira a opinião de Ítalo Passos sobre a animação!

Emoji: O Filme | Crítica 2

Emoji: O Filme (Emoji: The Movie)

Ano: 2017

Direção: Tony Leondis

Roteiro: Tony LeondisMike White

Elenco: T.J. Miller, James Corden, Anna Faris, Maya Rudolph, Jennifer Coolidge, Jake T. Austin, Patrick Stewart, Sofia Vergara

Textopolis é a cidade onde os emojis favoritos dos usuários de smartphones vivem e trabalham. Lá, todos eles vivem em função de um sonho: serem usados nos textos dos humanos. Todos estão acostumados a ter somente uma expressão facial – com exceção de Gene, que nasceu com um bug em seu sistema, que o permite trocar de rosto através de um filtro especial.

As intenções dos idealizadores desta obra são honestas, durante todo o longa vemos nuances de um filme que poderia fazer uma ótima crítica social. Infelizmente, a história não cativa, não prende o expectador. Para uma animação, o mínimo que eu esperava era algo divertido, mesmo com uma história boba, que me entretivesse e não me fizesse ficar com sono.

Além de tudo isso, vemos que os roteiristas queriam emular o que foi feito em Divertida Mente, mas de um modo pobre. Não conseguimos entender direito onde a história quer chegar. Às vezes, nos dá a sensação de que os personagens só estão andando de um local para outro de forma aleatória.

Existem pontos positivos: a animação é bem bonita, as cores vibrantes são bem utilizadas, fazendo com que, visualmente, o filme seja bastante chamativo. A forma como adaptaram os emojis para o filme é bem criativa e o modo como cada um tem que desenvolver um papel fixo naquele mundo é bem abordado. O primeiro dia do nosso protagonista no trabalho lembra um pouco Monstros S.A. e isso acaba servindo mais como um papel nostálgico do que algo que realmente faça a narrativa avançar.

Além de divertir, vejo como o principal papel de qualquer animação é de passar uma mensagem a quem assiste. O filme pode não ser lá grandes coisas, mas, se entrega bem isso, acabo relevando um pouco os seus defeitos. Como aqui não temos uma lição efetivamente transmitida, chegamos ao final do longa cansados, a duração excessiva dele ajuda nisso, a falta de ritmo é realmente sentida. Arrisco em dizer que até crianças acharão o filme um pouco chato, o que pode salvar a audiência do público infantil é justamente a bonita animação.

Emoji: O Filme é visualmente rico e criativo, mas narrativamente falha miseravelmente ao tentar emular algo que já foi feito e acaba caindo no esquecimento, sendo lembrado mais pela sua exaustiva experiência do que por qualquer outra coisa. Talvez seja o filme mais desnecessário do ano.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 1/5]

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Estudante de jornalismo, cearense, 23 anos, tem três empregos e se arrisca como fotografo iniciante. Apaixonado por cinema, quadrinhos, Tolkien e ficção científica. Kubrick maior de todos, Nolete assumido e pai de um cachorro Jedi que vive querendo ir pro lado negro da força. DC rainha, Marvel nadinha.

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