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Os Guardiões | Crítica

Os Guardiões | Crítica

Resultado de imagem para os guardiões posterOs Guardiões (Zashchitniki)

Ano: 2017

Direção: Sarik Andreasyan

Roteiro: Andrei Gavrilov

Elenco: Alina Lanina, Sanzhar Madiyev, Sebastien Sisak, Anton Pampushnyy

Quando as primeiras cenas de Os Guardiões foram divulgadas, a euforia tomou conta da internet. Confesso que fiquei empolgado com a possibilidade de um bom filme russo de super-heróis, sendo uma espécie de “resposta” aos filmes da Marvel. Poderia ser uma produção “noir”, talvez um pouco menos “pipocão”, mais sombrio. Porém, todo mundo quer dinheiro, não é? Os responsáveis pelo longa tentaram seguir a fórmula dos filmes atuais, mas só tentaram.

A história se passa na Rússia, em plena Guerra Fria, acompanhando Kuratov, um cientista perturbado que desenvolve poderes após uma explosão em seu laboratório. O homem realizava experimentos com seres humanos, resultando em danos na vida de cada um deles. Ao trair o governo, inicia-se a caça ao mutante, que mostra ser muito poderoso. Para que seja possível derrotá-lo, um recrutamento de suas antigas cobaias é realizado. Essa sequência é uma das coisas mais bregas e sem sentido que eu já vi, com diálogos embaraçosos e motivações rasas.

O grande problema dessa premissa é revelado ao pensarmos que as pessoas não eram apenas cobaias de Kuratov, mas também do governo russo. Não faria sentido esses mutantes estarem revoltados com o cientista, mas tranquilos com a organização que estava por trás de tudo. Além disso, um romance mal explicado é colocado em cena durante o recrutamento, com uma atuação canastrona e ao mesmo tempo com pouca expressão facial de Anton Pampushnyy, que vive Arsus. Nenhum dos atores se salva, sendo uma interpretação pior do que a outra, deixando a qualidade do filme ainda mais baixa do que deveria ser.

O filme é ruim, a história é fraca, todos já entenderam. Vamos ao que interessa: a ação! Pois bem, as sequências de luta mantém a baixa qualidade do resto da produção, salvando uma ou duas cenas. Os efeitos especiais lembram os gráficos dos jogos do PlayStation 2, não passando nem de longe a ideia de que os poderes dos personagens poderiam realmente existir e serem aplicados. Nos sentimos dentro de um jogo e, quando Arsus se transforma em um urso, o nível baixa ainda mais, dando vergonha do que está sendo apresentado.

O roteiro é recheado de furos e inconsistências, contendo um desenvolvimento de personagens pobre e diálogos terríveis. Não há nada inesperado no longa, tudo é clichê e previsível e as tentativas de implementar algum tipo de humor falham desastrosamente. O que não faz com que Os Guardiões seja o pior filme do ano e que não tenha nada de positivo são uma ou duas cenas de ação, contendo uma coreografia razoável. O pior é que ainda há uma tentativa de realizar um gancho para um possível segundo filme, mas não convence e não empolga, assim como o resto da produção.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 3    Média: 1/5]

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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