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Dupla Explosiva | Crítica

Confira a crítica de Carlos Redel sobre a comédia estrelada por Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson!

Dupla Explosiva | Crítica

Dupla Explosiva (The Hitman’s Bodyguard)

Ano: 2017

Direção: Patrick Hughes

Roteiro: Tom O’Connor

Elenco: Ryan Reynolds, Samuel L. Jackson, Gary Oldman, Salma HayekElodie Yung

Dupla Explosiva (não tinha como ter um título mais genérico?) é um filme que todos nós já vimos. E várias vezes. A comédia de ação estrelada por Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson pega tudo aquilo que já foi usado – e aprovado – em buddy movies e joga na tela, sem ter vergonha alguma de fazer isso. Mas sabe o que mais impressiona? Mesmo sendo um produto requentado, ele é bem divertido. É Hollywood, cada vez mais, mostrando que a sua trilha é sempre pelos caminhos menos arriscados.

A trama acompanha Michael Bryce (Reynolds), um chefe de uma importante equipe de segurança executiva que, após um serviço dar errado, acaba perdendo tudo pelo o qual havia trabalhado. Ele, então, embarca na missão de proteger um perigoso assassino (Jackson), que será testemunha-chave contra um letal ditador (Gary Oldman), no Tribunal Internacional de Justiça.

Assim, a improvável dupla precisa atravessar a Europa, em uma espécie de road trip, fugindo dos capangas do vilão e quebrando tudo o que estiver pela frente. Enquanto estão na estrada, suas diferenças são expostas, mas, facilmente, acabam cooperando um com o outro – obviamente.

Na parte técnica, Dupla Explosiva não traz novidades. Com um orçamento curto, de apenas US$ 30 milhões, o filme entrega os típicos acidentes de carros e perseguições destrutivas. Dentro daquilo que se propõe, não dá para reclamar. Mas não enche os olhos, não. O que compensa são as lindas locações europeias.

A química entre Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson está boa, mas nada para se surpreender, visto que os dois atores são carismáticos e, aqui, fazem aquilo que melhor sabem – um mostrando aquela carinha de perdedor fofo e o outro rindo e falando incansavelmente “motherfucker”, que inclusive rende uma boa piadinha.

A parte do elenco de apoio que é mais complicada. Gary Oldman, coitado, poderia ter se poupado de participar disso. O seu papel é tão comum e o ator tão subaproveitado que chega a ser triste ver ele em cena. Já Salma Hayek interpreta a esposa do personagem de Jackson, uma personagem latina mais estereotipada possível (como já estamos acostumados). Mas o pior destaque fica por conta de Elodie Yung (a – péssima – Elektra das séries Demolidor e Os Defensores). A atriz consegue ser tão canastrona e sem expressão que dá vontade de levantar da sessão e ir embora. Ela transcende sua falta de talento da televisão para o cinema sem esforço algum.

No final das contas, Dupla Explosiva tenta usar o amor como pano de fundo, justificando as atitudes de seus personagens. Como já estamos assistindo ao longa, a história convence, mas é facilmente esquecível. O inexpressivo diretor Patrick Hughes (Os Mercenários 3) mostra que está ali apenas pelo cheque, agindo totalmente no piloto automático. Apesar disso, dá para rir das situações e se divertir, compensando o valor do ingresso.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 4/5]

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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 25 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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