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Uma Família Feliz | Crítica

Animação conta com as vozes de Emily Watson e Nick Frost!

Uma Família Feliz | Crítica

Uma Família Feliz (Happy Family)

Ano: 2017

Direção: Holger Tappe

Roteiro: Catharina Junk, David Safier

Elenco de vozes originais: Emily Watson, Ethan Rouse, Jason Isaacs, Jessica Brown Findlay, Nick Frost, Catherine Tate, Celia Imrie

De uma maneira muito envolvente, acompanhamos a saga de uma família humana que foi amaldiçoada por uma bruxa, tendo cada integrante sido transformado em um “monstrinho”, a saber: o pai virou o Hulk; o filho virou um cachorro; a filha virou uma múmia; e a mãe virou uma vampira. Isso se deu devido a uma grande confusão da bruxa, que deveria transformar apenas a mãe e acabou fazendo a mágica na família inteira, fazendo com que todos virassem os personagens de que estavam fantasiados.

Mas por que tudo isso? Bom, a mãe dessa infeliz família estava procurando uma dentadura de vampira para sua fantasia e acabou entrando em contato, pasmem, com o próprio Drácula. O Príncipe das Trevas se apaixonou imediatamente por aquela voz e criou uma obsessão em tê-la como esposa – era isso ou exterminaria a todos os humanos inaugurando uma era glacial, visto que ele tinha alguns superpoderes (parar o tempo era outro deles).

A sacada do filme é que a maldição da bruxa só funcionou porque todos os integrante da família estavam infelizes, sendo eles mesmos o remédio para o mal que os acometia, tendo que se reencontrar e reforçar os laços que os uniam. Era essa a animação que faltava para o ano, que já contou com vários filmes infanto-juvenis falhos. Não que esse seja mega profundo, mas consegue densidade suficiente para passar uma boa mensagem e ainda ser divertido no processo.

Uma Família Feliz funciona do início ao fim, podendo ser consumido pela família toda sem ser cansativo em momento algum. O tom dos dramas familiares em busca da cura da maldição e do humor proposto está perfeitamente enquadrado à animação. Inclusive os tempos são bem pensados e compramos os fusos e cenas que se intercalam porque os personagens não estão juntos e acontece a mesma proporção de fatos em cada núcleo.

Ademais, toda a família cresce com os problemas enfrentados, e a evolução dos personagens é bonita de se acompanhar, visto que mesmo a rebeldia dá lugar à compreensão e vemos todos se esforçarem para reconstruir essa família e torná-la mais feliz. Essa busca é árdua e está nos pequenos gestos, em que vemos referências a ensinamentos e respeito entre as opiniões e lições de cada um mesmo antes do desfecho e do sonhado final feliz. É previsível? É. É clichê? Também. Mas é um filme que entrega o que se propõe e, mesmo mais bobinho, serve à família toda, não somente ao público infantil.

Nota da crítica:

Nota dos usuários:

[Total: 3    Média: 3/5]

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